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Diamantino

STF mantém repasse de quase R$ 500 mil do Estado para a Saúde de município de MT

Suprema Corte entendeu que houve omissão do Estado e que atuação do Judiciário é válida para proteger direito à saúde

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou seguimento à reclamação apresentada pelo Estado de Mato Grosso contra decisão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), que determinou o repasse de recursos ao Fundo Municipal de Saúde de Diamantino (181 km de Cuiabá). A decisão foi publicada nesta quinta-feira (10).

O governo estadual alegava que o TJMT teria desrespeitado entendimento do STF, que trata dos limites da atuação do Judiciário na formulação de políticas públicas. O ministro, no entanto, considerou que não houve usurpação de competência do Supremo, tampouco aplicação equivocada do precedente.

Na ação originária, o Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) pediu judicialmente que o Estado realizasse repasses mensais no valor mínimo de R$ 419,2 mil ao Hospital Municipal São João Batista, administrado pelo município. A Justiça acolheu o pedido e determinou tanto o pagamento regular quanto a quitação de parcelas atrasadas referentes aos meses de junho, julho, agosto e setembro de 2016 e 2017.

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Para o ministro André Mendonça, a decisão do TJMT está em conformidade com os parâmetros fixados pelo STF no Tema 698, que admite a atuação judicial excepcional em casos de omissão do poder público em garantir direitos fundamentais, como o acesso à saúde.

“A despreocupação do ente estatal ao deixar de efetuar na forma previamente pactuada os repasses ao Fundo Municipal configura afronta a preceito constitucional, ferindo, neste aspecto, não apenas o princípio da dignidade da pessoa humana, mas também o princípio da vedação ao retrocesso”, ressaltou o relator.

Com a decisão, ficam mantidos os efeitos da determinação do TJMT em favor do município de Diamantino.

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Diamantino

Politec identifica corpo de Paulo encontrado em reserva de eucaliptos em Diamantino

Um trabalho de alta complexidade técnica realizado pela Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec-MT) permitiu a identificação de um corpo encontrado em avançado estado de decomposição no município de Diamantino. Através do cruzamento de impressões digitais, os peritos confirmaram a identidade de Paulo Cristian Leandro Barboza Braga, de 25 anos, natural de Iacri (SP), que estava desaparecido desde o dia 3 de abril.

O cadáver foi localizado no último dia 7 de maio, ocultado em uma região de reserva florestal de eucaliptos. Devido ao tempo de exposição aos elementos e ao estado do corpo, o reconhecimento visual era inviável, tornando a perícia papiloscópica a via principal para a identificação oficial.

A Ciência contra a Decomposição

Para viabilizar a coleta das digitais em um corpo enterrado há mais de 30 dias, a equipe da Politec aplicou técnicas especializadas de reidratação e recuperação de tecidos. Esse processo laboratorial é necessário para restaurar a textura da pele dos dedos, permitindo o decalque das papilas dérmicas mesmo em condições extremas.

O procedimento, realizado no Instituto Médico Legal (IML) de Diamantino, levou cerca de 48 horas de dedicação técnica. O trabalho foi conduzido pela papiloscopista Isabela Mendes Pacheco Narita (unidade de Nova Mutum), com o suporte do papiloscopista Osmair de Gois (unidade de Lucas do Rio Verde).

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