Saúde
Fundação abre processo seletivo para contratar 170 profissionais para atuar na saúde indígena em MT
A Fundação São Vicente de Paulo de Paraopeba (FSVP) abriu as inscrições de um processo seletivo que vai preencher 170 vagas imediatas e formar cadastro de reserva de profissionais que vão atuar em áreas indígenas do Distrito Sanitário Especial Indígena Cuiabá (MT).
De acordo com a assessoria, há oportunidades em funções de níveis médio, técnico e superior, com vencimentos que vão de R$ 1.588,21 a R$10.057,61 mensais. As contratações serão temporárias e devem começar já no final de março.
A maior parte das vagas é para a função de auxiliar/técnico de enfermagem. São 102 oportunidades para a função, que exige o nível médio. Ainda para esse nível de escolaridade, há vaga para auxiliar em saúde bucal. Já para nível superior, as funções são: médico, enfermeiro, cirurgião dentista, nutricionista, farmacêutico/bioquímico, educador físico, psicólogo e engenheiro civil.
As inscrições estão abertas e podem ser feitas até o dia 28 de fevereiro de 2019, no site do Instituto Selecon,organizador do processo seletivo.
A taxa de inscrição é de R$ 40 para as funções de níveis médio e técnico e R$ 70 para superior. A efetivação da inscrição somente ocorrerá após a quitação do boleto. Para realizar a inscrição é preciso, além de pagar o boleto, preencher a ficha de inscrição e anexar os documentos exigidos.
A seleção será feita em duas etapas: análise de títulos e entrevista. O resultado preliminar da análise de títulos está previsto para o dia 13 de março e o resultado final desta etapa para o dia 15 de março.
A lista de convocados para a entrevista será divulgada no dia 18 de março e o resultado final do processo seletivo no dia 27 de março.
Saúde
MT deve registrar 520 novos casos de câncer colorretal por ano até 2028

O mês de março é tomado pela cor azul-marinho com o objetivo de alertar toda a sociedade para o câncer colorretal (intestino e reto), um dos tumores mais incidentes e uma das maiores taxas de mortalidade do país, que deve registrar 26.270 novos casos da doença por ano no triênio de 2026-2028.
Só em Mato Grosso, são estimados 520 novos casos anuais deste tipo de neoplasia no mesmo período, conforme estimativa do Instituto Nacional de Câncer (Inca). Diante desse cenário, durante o mutirão do “Dia E – Ebserh em Ação”, vinculado ao programa “Agora Tem Especialistas”, do Ministério da Saúde (MS), o Hospital Universitário Júlio Müller, da Universidade Federal de Mato Grosso (HUJM-UFMT), administrado pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), alerta para importância de exames de colonoscopia.
A iniciativa também faz parte do “Março Azul-Marinho”, uma campanha de conscientização sobre a prevenção e o combate ao câncer colorretal. Durante o mutirão, realizado neste dia 21, caso seja identificada alguma doença durante os exames, os pacientes passam a ser acompanhados pelo serviço de coloproctologia.
“Realizamos uma consulta de triagem no dia do mutirão e depois realizaremos consulta dando o feedback sobre o resultado do exame e seguimento”, disse a residente R5 de Coloproctologia, Maristella Nery.
O QUE É – O câncer colorretal é um tumor maligno que se desenvolve no intestino grosso (cólon) e no reto. Atualmente, já figura como o segundo tipo de tumor mais frequente entre homens e mulheres no Brasil, quando excluídos os casos de câncer de pele não melanoma.
Coloproctologista Mardem Machado de Souza, do HUJM-UFMT, alerta que a associação de sangramento nas fezes e alterações no hábito intestinal é o alerta mais comum. No entanto, dores abdominais, perda de peso, anemia e sensação de evacuação incompleta também devem ser investigadas. “Quanto mais cedo se diagnostica, menor o risco de disseminação do tumor e maiores as chances de oferecer um tratamento efetivo e definitivo, com elevadas taxas de cura”, frisou.
O especialista informa ainda que, embora existam métodos como a pesquisa de sangue oculto nas fezes e exames parciais do intestino, a colonoscopia é considerada o exame mais completo para detecção do câncer colorretal. O procedimento permite avaliar todo o intestino grosso, retirar lesões precursoras, biopsiar tumores e até retirar lesões malignas iniciais.
Também a maioria dos cânceres do intestino grosso e reto surge a partir de pólipos adenomatosos, que se assemelham a pequenas verrugas e podem evoluir para câncer após sete a dez anos, caso ocorram alterações genéticas.
As diretrizes internacionais recomendam o início do rastreamento a partir dos 45 anos para pessoas sem fatores de risco. Para quem possui histórico familiar, o exame é indicado a partir dos 40 anos ou dez anos antes da idade em que o familiar de primeiro grau recebeu o diagnóstico.
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