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Saúde

Feridas na boca que não cicatrizam merecem atenção

A cada ano, milhares de pessoas são impactadas pelo câncer de boca. Por esse motivo, o mês de maio é dedicado à conscientização e prevenção da doença por meio do Maio Vermelho, uma iniciativa voltada para educar e informar a população sobre esse tema. Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), estima-se que, entre os anos de 2023 e 2025, mais de 15 mil novos casos surjam anualmente.

A cada ano, milhares de pessoas são impactadas pelo câncer de boca. Por esse motivo, o mês de maio é dedicado à conscientização e prevenção da doença por meio do Maio Vermelho, uma iniciativa voltada para educar e informar a população sobre esse tema. Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), estima-se que, entre os anos de 2023 e 2025, mais de 15 mil novos casos surjam anualmente.

O câncer de boca abrange uma variedade de tumores malignos que afetam as estruturas bucais como gengivas, céu da boca, bochechas, lábios e língua. A médica Bianca Faria, cirurgiã de cabeça e pescoço da Oncomed-MT, destaca que, embora seja mais comum em homens acima dos 40 anos, a doença não exclui as mulheres, podendo manifestar-se de forma ainda mais agressiva em pacientes do sexo feminino ou em indivíduos abaixo dos 30 anos.

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Os sintomas principais incluem a presença de feridas na boca que persistem por mais de três semanas, nódulos no pescoço, manchas vermelhas ou esbranquiçadas nas bochechas internas, céu da boca ou língua, e rouquidão persistente. Em estágios avançados, o paciente pode enfrentar dificuldades para engolir, falar e movimentar a língua, destacando a importância de procurar assistência médica ao notar esses sinais.

O tabagismo é um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento do câncer de boca, seja através do cigarro convencional, cigarro de palha, narguilé, charuto, cachimbo ou tabaco mascado. O consumo excessivo de álcool associado ao tabagismo aumenta ainda mais o risco. Além disso, a exposição prolongada ao sol também é um fator de risco relevante.

Tratamento multidisciplinar – O tratamento primário para o câncer de boca geralmente envolve cirurgia para remover o tumor, seguida por sessões de quimioterapia, radioterapia ou uma combinação de ambas, dependendo do estágio e da extensão da doença. “É um tratamento que apresenta uma certa complexidade, por isso, muitas vezes, é necessário fazer a reconstrução das áreas atingidas pelo tumor. O tratamento será definido de acordo com o caso”, afirmou Bianca.

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Independentemente da estratégia terapêutica adotada, a atuação de uma equipe multidisciplinar é essencial para o tratamento do câncer de boca. Em todas as etapas, dentistas, fonoaudiólogos, fisioterapeutas, nutricionistas, psicólogos e cirurgiões de cabeça e pescoço trabalham em conjunto com o médico oncologista para proporcionar o melhor tratamento para os pacientes. “O objetivo é evitar que complicações aconteçam e diminuir as sequelas, buscando otimizar ao máximo a funcionalidade da boca, e consequentemente, a qualidade de vida do paciente”, explica.

A especialista reforça ainda a importância da detecção precoce para o sucesso do tratamento. Ao menor sinal de alerta, é essencial buscar avaliação médica e seguir um acompanhamento regular.

Fonte: Notão online

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Saúde

Doar sangue e salvar vidas: um gesto simples que transforma o mundo

Doar sangue para salvar vidas. Poucos gestos são tão simples e, ao mesmo tempo, tão poderosos quanto esse.

Em menos de uma hora, uma única doação pode beneficiar até quatro pessoas. Não é preciso ser herói nem ter habilidade especial. Basta ter saúde, disposição e sensibilidade para ajudar o próximo.

O sangue não possui substituto artificial. Nenhuma fábrica o produz. Nenhum laboratório consegue reproduzi-lo. Ele existe apenas em cada um de nós e só chega a quem precisa por meio da solidariedade humana. Cada doação é a demonstração concreta de que uma vida importa.

Pense na criança que necessita de transfusão durante uma cirurgia. Na mulher que enfrenta complicações após o parto. Na vítima de acidente que chega ao Pronto-Socorro em estado grave. No paciente em tratamento contra o câncer. Para cada um deles, uma bolsa de sangue pode representar a diferença entre a vida e a morte. Essa é a realidade diária dos hospitais brasileiros, inclusive aqui em Mato Grosso.

Neste 14 de junho, o mundo celebra o Dia Mundial do Doador de Sangue. Em 2026, a campanha da Organização Mundial da Saúde, no âmbito do ‘Junho Vermelho’, traz o tema “Doe sangue, dê esperança: juntos salvamos vidas”. Uma convocação que precisa ir além das datas e se tornar uma atitude permanente.

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Tenho levado esse compromisso a sério na prática. Por meio dos mutirões sociais do Gabinete da Assembleia Legislativa, levamos campanhas de doação de sangue diretamente às comunidades de Cuiabá, chegando a quem muitas vezes não consegue se deslocar até os pontos de coleta. A própria ALMT firmou parceria com o MT Hemocentro para receber o caminhão de coleta em frente ao plenário, mobilizando servidores e a população. O Parlamento tem o dever de dar o exemplo.

A doação é uma das mais nobres expressões de solidariedade. Quem doa não conhece a pessoa beneficiada. Não há recompensa financeira nem interesse pessoal. Há apenas a decisão de estender a mão a alguém em extrema necessidade.

O sangue coletado é separado em hemácias, plasma e plaquetas, atendendo pacientes com necessidades distintas. Uma única doação tem potencial para ajudar várias pessoas.

Os hemocentros dependem de doações regulares. O sangue possui prazo de validade limitado, e a reposição constante é uma necessidade. Ser um doador regular é assumir um compromisso com a vida, com a comunidade e com quem você ama.

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Qualquer pessoa saudável, entre 16 e 69 anos, e com mais de 50 quilos pode doar. O procedimento é seguro, rápido e praticamente indolor. O organismo repõe naturalmente o volume doado em pouco tempo.

Você dedica alguns minutos do seu dia. Em troca, oferece a alguém a oportunidade de continuar vivendo.

Convido cada mato-grossense a procurar o hemocentro mais próximo, fazer sua doação e incentivar familiares e amigos. Salvar vidas não depende de grandes recursos. Depende apenas da disposição de compartilhar o que carregamos dentro de nós.

Seja doador de sangue. Sua atitude pode ser a esperança que alguém espera para continuar vivendo.

*Max Russi é deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

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