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Investigação Polícial

Paciente internado há cinco dias morre por intoxicação de metanol em MT; total chega a 4 mortes

Flávio Roberto, de 33 anos, morreu cinco dias após ser internado em Cuiabá com intoxicação por metanol, confirmada pela Politec. Ele passou mal depois de ingerir uísque em uma festa em Planalto da Serra. Com o caso, Mato Grosso registra quatro mortes relacionadas à substância.

O paciente Flávio Roberto da Mata Pereira, de 33 anos, que deu entrada há cinco dias no Hospital São Benedito, em Cuiabá, com quadro de intoxicação por metanol, morreu na sexta-feira (6), em decorrência do diagnóstico. A morte foi confirmada pela família, que apresentou certidão de óbito e, pouco depois, pela Secretaria Estadual de Saúde (SES).

Em nota, os familiares agradeceram as mensagens de apoio e disseram que Flávio deixa lembranças de carinho e ensinamentos.

Flávio morava em Nova Brasilândia (MT), e, segundo a família, passou mal após beber uísque no dia 15 de novembro, no município de Planalto da Serra, a 256 km da capital. Logo depois, ele começou a apresentar os primeiros sintomas de mal-estar, mas a unidade de saúde local teria tratado o caso apenas como ressaca.

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Ainda conforme a família, dois dias depois foi autorizada a transferência dele para um hospital em Campo Verde, (MT), onde o paciente chegou desacordado. Nessa data, ele precisou ser entubado e, diante da gravidade do quadro, foi transferido por uma Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) aérea para Cuiabá, mas não resistiu.

Ainda nesta semana, a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) havia confirmado que Flávio estava intoxicado por metanol. Ele permanecia internado em coma induzido no Hospital São Benedito.

Alta na quantidade de vítimas

Com a morte de Flávio, sobe para quatro o número de vítimas fatais de intoxicação por metanol em Mato Grosso até este sábado (7). Conforme o painel de monitoramento da Secretaria Estadual de Saúde (SES), até terça-feira (2) Mato Grosso contabilizava três mortes por intoxicação por metanol.

Uma das vítimas foi um paciente de 24 anos que deu entrada no hospital particular de Barra do Garças, apresentando os sintomas da intoxicação. O exame toxicológico deu positivo para metanol, mas ele não recebeu o antídoto e não resistiu à contaminação. O jovem era morador de Querência (MT).

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Mato Grosso já contabiliza cinco casos confirmados de intoxicação por metanol, sendo dois em Várzea Grande, dois em Itanhangá e o de Flávio, que evoluiu para óbito, mas ainda não aparece no painel oficial da Secretaria Estadual de Saúde.

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Investigação Polícial

Operação do MPMT investiga ex-prefeito de Pontes e Lacerda e contratos que chegam a R$ 5,78 milhões

Investigação apura possíveis irregularidades em licitações, movimentações financeiras e contratos firmados durante a antiga gestão municipal; medidas incluem buscas, quebra de sigilos e bloqueio de bens

O Ministério Público de Mato Grosso deflagrou uma operação para aprofundar investigações envolvendo contratos públicos firmados pela Prefeitura de Pontes e Lacerda durante a gestão do ex-prefeito Alcino Pereira Barcelos.

A ação é conduzida pelo Núcleo de Ações de Competência Originária e envolve o cumprimento de medidas judiciais contra agentes públicos e pessoas ligadas à iniciativa privada.

A investigação apura possíveis crimes de fraude em licitações, lavagem de dinheiro e associação criminosa, além de movimentações financeiras consideradas suspeitas pelos órgãos de controle.

Entre os pontos analisados estão contratos celebrados entre o município e a empresa Concretubos Pré-Moldados Ltda.

As suspeitas ainda estão em fase de investigação e não representam, por si só, comprovação de responsabilidade criminal dos envolvidos.

Contratos chegam a R$ 5,78 milhões

Segundo as informações divulgadas sobre a operação, foram identificados sete contratos entre a empresa investigada e a Prefeitura de Pontes e Lacerda.

Cinco deles, firmados entre 2022 e 2023, somariam aproximadamente R$ 4,7 milhões em valores originais.

Com a atualização monetária, o montante chegaria a cerca de R$ 5,78 milhões.

Os investigadores buscam esclarecer se houve favorecimento indevido nas contratações e se existiam relações entre agentes públicos e pessoas ligadas às empresas beneficiadas.

Também estão sendo analisados possíveis vínculos familiares, empresariais e funcionais entre os envolvidos.

Coaf identificou movimentações suspeitas

Outro ponto da investigação envolve relatórios produzidos pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras, o Coaf.

As informações divulgadas apontam para movimentações financeiras classificadas como suspeitas e que agora fazem parte do conjunto de elementos analisados pelo Ministério Público.

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Esse tipo de movimentação, no entanto, não significa automaticamente a existência de crime.

A investigação deverá verificar a origem dos recursos, o destino dos valores e se existe alguma relação com os contratos públicos que estão sendo analisados.

Compra de fazenda entra na investigação

A operação também apura uma negociação envolvendo a aquisição da propriedade rural denominada Estância Rancho Fundo pelo ex-prefeito Alcino Barcelos.

Segundo as informações divulgadas, a negociação teria estabelecido como forma de pagamento a entrega de 100 cabeças de gado da raça Nelore.

Os investigadores, porém, não teriam localizado registros oficiais de movimentação pecuária compatíveis com a transação apresentada.

Esse ponto também deverá ser esclarecido ao longo da investigação.

Justiça autoriza quebra de sigilos e bloqueio de bens

Entre as medidas autorizadas pela Justiça estão mandados de busca e apreensão, acesso a dados telemáticos e quebra de sigilos bancário, fiscal e financeiro.

Também foi determinada a indisponibilidade de bens, direitos e valores de investigados.

A operação conta com apoio de outros órgãos públicos, entre eles a Polícia Civil e estruturas de controle do Estado.

Essas medidas têm como objetivo preservar provas e permitir o avanço das investigações.

Elas não representam condenação antecipada dos investigados.

Antiga gestão já é alvo de outras apurações

A nova investigação se soma a outros procedimentos relacionados a contratos realizados durante a antiga administração municipal.

O Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso já abriu procedimentos para analisar possíveis irregularidades em contratos de prestação de serviços de motoristas destinados às secretarias municipais de Educação, Saúde e Assistência Social.

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Relatórios técnicos apontaram possíveis sobrepreços em determinados procedimentos licitatórios, o que levou à abertura de Tomadas de Contas Especiais para aprofundar os fatos, identificar eventuais responsáveis e calcular possíveis prejuízos aos cofres públicos.

Outro procedimento também passou a analisar contrato relacionado a obras de drenagem executadas no município.

Nesse caso, técnicos levantaram a possibilidade de pagamentos acima dos serviços efetivamente realizados, situação que também permanece sob análise dos órgãos de controle.

Procedimentos são independentes

Apesar de os diferentes casos envolverem contratos realizados durante o mesmo período administrativo, as investigações possuem objetos distintos.

O Ministério Público concentra sua apuração nos possíveis aspectos criminais, movimentações financeiras e eventuais irregularidades em licitações.

Já o Tribunal de Contas analisa principalmente a aplicação dos recursos públicos, eventual existência de sobrepreço, dano ao erário e responsabilidade administrativa.

Por isso, os valores mencionados nos diferentes procedimentos não devem ser somados automaticamente como se representassem um único prejuízo confirmado ao município.

Investigação entra em nova fase

Com o cumprimento das medidas judiciais, a investigação entra agora em uma nova etapa.

Documentos, dados bancários, movimentações financeiras e materiais apreendidos deverão ser analisados para verificar se as suspeitas encontradas possuem respaldo suficiente para o avanço da apuração.

Caso sejam identificados elementos considerados suficientes, o Ministério Público poderá apresentar denúncia à Justiça.

Até a conclusão das investigações e de eventual processo judicial, permanece válida a presunção de inocência dos investigados.

O caso deverá continuar sendo acompanhado pelos órgãos de controle diante do volume financeiro dos contratos analisados e da existência de outras apurações envolvendo a antiga administração municipal.

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