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Saúde

Em caso raro, mulher acorda após 27 anos em coma

Munira Abdulla, que tinha 31 anos na época do acidente, sofreu lesões cerebrais quando o carro onde estava bateu num ônibus. Ela tinha acabado de buscar o filho na escola.

Quem estava conduzindo o veículo era o cunhado de Munira. O filho, Omar Webair, que tinha quatro anos na época, estava no banco de trás do veículo e não se feriu.

Munira foi internada e entrou em coma. No ano passado, recobrou a consciência, num hospital alemão para onde foi transferida há dois anos.

Em entrevista ao jornal The National, que circula nos Emirados Árabes, Omar revelou detalhes sobre o acidente e a recuperação da mãe.

‘Ela me abraçou para me proteger’

“Eu nunca desisti dela, porque sempre tive a sensação que um dia ela acordaria”, disse Omar, ao jornal.

“O meu motivo para compartilhar a história dela é dizer para as pessoas não perderem a esperança. Não considerem que a pessoa que você ama está morta, se ela se encontrar nesse estado”, afirmou.

Omar disse que Munira estava sentada no banco de trás do carro, ao lado dele, quando o acidente aconteceu. “Quando viu que o carro iria bater, ela me abraçou para me proteger do impacto”, contou.

Ele sofreu apenas um pequeno ferimento na cabeça. A mãe demorou horas para ser atendida.

Anos de tratamento

Munira Abdulla foi levada ao hospital e, depois, transferida para Londres. Lá, declararam que ela estava em estado vegetativo- inconsciente, mas capaz de sentir dor.

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Munira, então, foi transferida aos Emirados Árabes, para a cidade de Al Ain, na fronteira com Omã, onde vivia antes do acidente. Passou, depois, por vários hospitais, seguindo orientações e exigências dos planos de saúde.

Durante esse período, era alimentada por um tubo e fazia fisioterapia, para que os músculos não atrofiassem.

Em 2017, a família recebeu um benefício da Corte Real, um órgão governamental de Abu Dhabi, para que Munira fosse transferida para a Alemanha.

Lá, ela passou por uma série de cirurgias para corrigir o encurtamento nos braços e nas pernas, e recebeu medicação para melhorar seu quadro geral de saúde.

Discussão no hospital

Um ano depois, em 2018, Omar se envolveu numa discussão no quarto de hospital de Munira. O incidente parece ter impactado a mãe, que pareceu ficar agitada.

“Houve um mal entendido no quarto e ela sentiu que poderia estar em risco, o que causou nela um choque”, diz Omar.

“Ela começou a fazer barulhos estranhos e eu pedia para os médicos a examinarem, mas eles diziam que estava tudo normal.”

Omar conta que, três dias depois, acordou com o que parecia ser o som de alguém tentando chamá-lo pelo nome.

“Era ela! Ela estava dizendo meu nome. Por anos, eu sonhei com esse momento e o meu nome foi a primeira coisa que ela disse.”

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Com o tempo, Munira foi melhorando a comunicação e a capacidade de resposta. Hoje em dia, reage à dor e consegue manter alguns diálogos.

Ela voltou a Abu Dhabi, onde faz fisioterapia e outros tratamentos de reabilitação, principalmente focados em manter a postura sentada e prevenir que os músculos contraiam.

Casos como o de Munira são raros

Há poucos casos de pessoas que conseguem recobrar a consciência após vários anos em coma. E quando isso ocorre, a recuperação costuma ser muito lenta.

É impossível prever as chances de alguém em estado vegetativo melhorar, diz o NHS, o serviço de saúde pública do Reino Unido.

Pessoas que recobram a consciência, muitas vezes, apresentam deficiências provocadas pelos danos cerebrais. Um caso famoso foi o de Terry Wallis, um americano que se envolveu num acidente de carro quando tinha 19 anos e que “acordou do coma” após passar 19 anos em estado quase vegetativo.

A recuperação foi tão impressionante que os médicos consideram a possibilidade de ter havido um renascimento de tecidos cerebrais.

O ex-campeão de Fórmula 1 Michael Schumacher sofreu um grave trauma cerebral num acidente de esqui na França, em 2013. O alemão foi colocado em coma induzido por medicamentos por seis meses antes de ser transferido para a sua casa na Suíça, onde continua o tratamento.

BBC

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Saúde

MT deve registrar 520 novos casos de câncer colorretal por ano até 2028

O mês de março é tomado pela cor azul-marinho com o objetivo de alertar toda a sociedade para o câncer colorretal (intestino e reto), um dos tumores mais incidentes e uma das maiores taxas de mortalidade do país, que deve registrar 26.270 novos casos da doença por ano no triênio de 2026-2028.

Só em Mato Grosso, são estimados 520 novos casos anuais deste tipo de neoplasia no mesmo período, conforme estimativa do Instituto Nacional de Câncer (Inca). Diante desse cenário, durante o mutirão do “Dia E – Ebserh em Ação”, vinculado ao programa “Agora Tem Especialistas”, do Ministério da Saúde (MS), o Hospital Universitário Júlio Müller, da Universidade Federal de Mato Grosso (HUJM-UFMT), administrado pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), alerta para importância de exames de colonoscopia.

A iniciativa também faz parte do “Março Azul-Marinho”, uma campanha de conscientização sobre a prevenção e o combate ao câncer colorretal. Durante o mutirão, realizado neste dia 21, caso seja identificada alguma doença durante os exames, os pacientes passam a ser acompanhados pelo serviço de coloproctologia.

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“Realizamos uma consulta de triagem no dia do mutirão e depois realizaremos consulta dando o feedback sobre o resultado do exame e seguimento”, disse a residente R5 de Coloproctologia, Maristella Nery.

O QUE É – O câncer colorretal é um tumor maligno que se desenvolve no intestino grosso (cólon) e no reto. Atualmente, já figura como o segundo tipo de tumor mais frequente entre homens e mulheres no Brasil, quando excluídos os casos de câncer de pele não melanoma.

Coloproctologista Mardem Machado de Souza, do HUJM-UFMT, alerta que a associação de sangramento nas fezes e alterações no hábito intestinal é o alerta mais comum. No entanto, dores abdominais, perda de peso, anemia e sensação de evacuação incompleta também devem ser investigadas. “Quanto mais cedo se diagnostica, menor o risco de disseminação do tumor e maiores as chances de oferecer um tratamento efetivo e definitivo, com elevadas taxas de cura”, frisou.

O especialista informa ainda que, embora existam métodos como a pesquisa de sangue oculto nas fezes e exames parciais do intestino, a colonoscopia é considerada o exame mais completo para detecção do câncer colorretal. O procedimento permite avaliar todo o intestino grosso, retirar lesões precursoras, biopsiar tumores e até retirar lesões malignas iniciais.

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Também a maioria dos cânceres do intestino grosso e reto surge a partir de pólipos adenomatosos, que se assemelham a pequenas verrugas e podem evoluir para câncer após sete a dez anos, caso ocorram alterações genéticas.

As diretrizes internacionais recomendam o início do rastreamento a partir dos 45 anos para pessoas sem fatores de risco. Para quem possui histórico familiar, o exame é indicado a partir dos 40 anos ou dez anos antes da idade em que o familiar de primeiro grau recebeu o diagnóstico.

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