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Saúde

SES inicia descentralização de prevenção à tuberculose nos 141 municípios

A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), por meio da área técnica de Tuberculose da Vigilância Epidemiológica, realizará, nos dias 29 e 30 de maio, a oficina de implantação da Infecção Latente da Tuberculose e do sistema nacional de IL-TB. Feito de forma descentralizada, o serviço objetiva a prevenção à doença nos 141 municípios de Mato Grosso.

O evento será realizado na Escola de Governo, localizada no Bairro Paiaguás, em período integral, com a presença de monitores do Programa Nacional de Combate à Tuberculose do Ministério da Saúde. Inicialmente, a capacitação é voltada para os técnicos dos 16 Escritórios Regionais de Saúde (ERS) e para algumas unidades de saúde dos municípios de Cuiabá, Várzea Grande e Pontes e Lacerda.

De acordo com a responsável técnica da Tuberculose na Vigilância Epidemiológica da SES-MT, Lúcia Dias, atualmente o serviço de prevenção da doença é executado pelos 16 Escritórios Regionais de Saúde, pelos municípios da Baixada Cuiabana e pela cidade de Sinop.

Contudo, a partir do mês de junho, essa será também uma atribuição de todos os 141 municípios, ou seja, a Vigilância Epidemiológica de cada município terá de registrar a notificação de casos, acompanhar o paciente e os seus contatos (familiares, amigos, vizinhos, colegas de trabalho e outras pessoas com as quais se relaciona) e encerrar o caso com o registro no sistema nacional de IL-TB do Ministério da Saúde.

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“Os Escritórios Regionais vão continuar executando o serviço, porém, com o apoio dos municípios, ou seja, os 16 ERS realizarão a descentralização de digitação, o acompanhamento e fechamento do caso no sistema IL-TB, visando ampliar a oferta desse trabalho de prevenção da tuberculose. A expectativa é de que se conclua essa etapa ainda neste ano”, destacou Lúcia.

O atual sistema de notificação dos casos da doença existe desde. Desde então, já foram notificados mais de 2 mil casos de infecção em todo o Estado; deste total, nem 10% dos pacientes em tratamento ficaram doentes. Para a representante da Vigilância Epidemiológica estadual, esse percentual é considerado positivo, pois significa que o tratamento preventivo está surtindo o efeito previsto.

O processo de descentralização também irá envolver a Coordenadoria de Assistência Farmacêutica Estratégica da SES-MT, que ficará responsável pelo fluxo do fornecimento de medicamento para os municípios – sendo que o composto será comprado e fornecido para o Estado pelo Ministério da Saúde.

Tuberculose

A tuberculose é uma doença infecciosa e transmissível que afeta prioritariamente os pulmões, embora possa acometer outros órgãos e sistemas. Os principais sintomas são tosse persistente por três semanas ou mais, febre vespertina, sudorese noturna e emagrecimento.

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Saúde

MT deve registrar 520 novos casos de câncer colorretal por ano até 2028

O mês de março é tomado pela cor azul-marinho com o objetivo de alertar toda a sociedade para o câncer colorretal (intestino e reto), um dos tumores mais incidentes e uma das maiores taxas de mortalidade do país, que deve registrar 26.270 novos casos da doença por ano no triênio de 2026-2028.

Só em Mato Grosso, são estimados 520 novos casos anuais deste tipo de neoplasia no mesmo período, conforme estimativa do Instituto Nacional de Câncer (Inca). Diante desse cenário, durante o mutirão do “Dia E – Ebserh em Ação”, vinculado ao programa “Agora Tem Especialistas”, do Ministério da Saúde (MS), o Hospital Universitário Júlio Müller, da Universidade Federal de Mato Grosso (HUJM-UFMT), administrado pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), alerta para importância de exames de colonoscopia.

A iniciativa também faz parte do “Março Azul-Marinho”, uma campanha de conscientização sobre a prevenção e o combate ao câncer colorretal. Durante o mutirão, realizado neste dia 21, caso seja identificada alguma doença durante os exames, os pacientes passam a ser acompanhados pelo serviço de coloproctologia.

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“Realizamos uma consulta de triagem no dia do mutirão e depois realizaremos consulta dando o feedback sobre o resultado do exame e seguimento”, disse a residente R5 de Coloproctologia, Maristella Nery.

O QUE É – O câncer colorretal é um tumor maligno que se desenvolve no intestino grosso (cólon) e no reto. Atualmente, já figura como o segundo tipo de tumor mais frequente entre homens e mulheres no Brasil, quando excluídos os casos de câncer de pele não melanoma.

Coloproctologista Mardem Machado de Souza, do HUJM-UFMT, alerta que a associação de sangramento nas fezes e alterações no hábito intestinal é o alerta mais comum. No entanto, dores abdominais, perda de peso, anemia e sensação de evacuação incompleta também devem ser investigadas. “Quanto mais cedo se diagnostica, menor o risco de disseminação do tumor e maiores as chances de oferecer um tratamento efetivo e definitivo, com elevadas taxas de cura”, frisou.

O especialista informa ainda que, embora existam métodos como a pesquisa de sangue oculto nas fezes e exames parciais do intestino, a colonoscopia é considerada o exame mais completo para detecção do câncer colorretal. O procedimento permite avaliar todo o intestino grosso, retirar lesões precursoras, biopsiar tumores e até retirar lesões malignas iniciais.

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Também a maioria dos cânceres do intestino grosso e reto surge a partir de pólipos adenomatosos, que se assemelham a pequenas verrugas e podem evoluir para câncer após sete a dez anos, caso ocorram alterações genéticas.

As diretrizes internacionais recomendam o início do rastreamento a partir dos 45 anos para pessoas sem fatores de risco. Para quem possui histórico familiar, o exame é indicado a partir dos 40 anos ou dez anos antes da idade em que o familiar de primeiro grau recebeu o diagnóstico.

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