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Saúde

Colar de âmbar para bebês: entenda os riscos e muito cuidado

Quem acha que a vida de um bebê se resume a comer e dormir pode estar enganado. Os bebês também podem apresentar muito desconforto com algumas situações como fome, frio, calor ou dor.

A cólica, por exemplo, dá dor e é uma das situações que mais provoca crises de choro difíceis de controlar. Os pais sofrem junto. A família fica estressada e cansada. A boa notícia é que termina por volta dos 3 meses.

O alívio dura pouco. Na sequência, a gengiva começa a coçar quase que ininterruptamente. São os dentinhos que começam a dar sinal de chegada. Os pequenos colocam as mãos quase que inteiras na boca para aliviar a tensão da coceira e salivam bastante. Querem morder todos os objetos possíveis para ajudar a coçar. Por volta dos 6 meses, finalmente, surgem os primeiros dentinhos de baixo. Muitas crianças, nesta fase, apresentam sinais físicos de muito desconforto, irritabilidade, febre (não alta, no geral) e/ou amolecimento das fezes.

Para amenizar esse desconforto muitos pais optaram por colocar um colar de âmbar ao redor do pescoço do bebê. Tem que ser âmbar legítimo, proveniente da região do Báltico; senão não funciona. A ideia que embasa tal procedimento é a de que o âmbar verdadeiro possui uma grande quantidade de ácido succínico que contem propriedades analgésicas e anti-inflamatórias, que seriam liberadas quando o âmbar, em contato com a pele do bebê, fica aquecido.

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Funciona? Alguns pais garantem que sim. A ciência, porém, não encontrou evidência nenhuma e, portanto, contraindica seu uso.

Para ajudar a decidir, o FDA ( Food and Drug Administration) – agência regulatória americana- divulgou uma nota contraindicando firmemente os colares de âmbar – e de outros produtos como madeira ou contas- depois do relato de crianças que faleceram em decorrência do engasgo com as bolinhas do âmbar e em decorrência de um relato asfixia pelo colar enquanto um bebê dormia.

A Associação Brasileira de Odontopediatria posicionou-se contra o uso do colar de âmbar por não haver literatura científica que comprove seus benefícios.

Com base nestas informações, a melhor opção deve sempre ser a segurança do seu bebê e a certeza de que tudo o que se fizer para estes pequenos deve ter uma base sólida de conhecimento sério e comprovado que nos permitirá, realmente, dormir em paz.

Bem Estar

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Saúde

MT deve registrar 520 novos casos de câncer colorretal por ano até 2028

O mês de março é tomado pela cor azul-marinho com o objetivo de alertar toda a sociedade para o câncer colorretal (intestino e reto), um dos tumores mais incidentes e uma das maiores taxas de mortalidade do país, que deve registrar 26.270 novos casos da doença por ano no triênio de 2026-2028.

Só em Mato Grosso, são estimados 520 novos casos anuais deste tipo de neoplasia no mesmo período, conforme estimativa do Instituto Nacional de Câncer (Inca). Diante desse cenário, durante o mutirão do “Dia E – Ebserh em Ação”, vinculado ao programa “Agora Tem Especialistas”, do Ministério da Saúde (MS), o Hospital Universitário Júlio Müller, da Universidade Federal de Mato Grosso (HUJM-UFMT), administrado pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), alerta para importância de exames de colonoscopia.

A iniciativa também faz parte do “Março Azul-Marinho”, uma campanha de conscientização sobre a prevenção e o combate ao câncer colorretal. Durante o mutirão, realizado neste dia 21, caso seja identificada alguma doença durante os exames, os pacientes passam a ser acompanhados pelo serviço de coloproctologia.

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“Realizamos uma consulta de triagem no dia do mutirão e depois realizaremos consulta dando o feedback sobre o resultado do exame e seguimento”, disse a residente R5 de Coloproctologia, Maristella Nery.

O QUE É – O câncer colorretal é um tumor maligno que se desenvolve no intestino grosso (cólon) e no reto. Atualmente, já figura como o segundo tipo de tumor mais frequente entre homens e mulheres no Brasil, quando excluídos os casos de câncer de pele não melanoma.

Coloproctologista Mardem Machado de Souza, do HUJM-UFMT, alerta que a associação de sangramento nas fezes e alterações no hábito intestinal é o alerta mais comum. No entanto, dores abdominais, perda de peso, anemia e sensação de evacuação incompleta também devem ser investigadas. “Quanto mais cedo se diagnostica, menor o risco de disseminação do tumor e maiores as chances de oferecer um tratamento efetivo e definitivo, com elevadas taxas de cura”, frisou.

O especialista informa ainda que, embora existam métodos como a pesquisa de sangue oculto nas fezes e exames parciais do intestino, a colonoscopia é considerada o exame mais completo para detecção do câncer colorretal. O procedimento permite avaliar todo o intestino grosso, retirar lesões precursoras, biopsiar tumores e até retirar lesões malignas iniciais.

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Também a maioria dos cânceres do intestino grosso e reto surge a partir de pólipos adenomatosos, que se assemelham a pequenas verrugas e podem evoluir para câncer após sete a dez anos, caso ocorram alterações genéticas.

As diretrizes internacionais recomendam o início do rastreamento a partir dos 45 anos para pessoas sem fatores de risco. Para quem possui histórico familiar, o exame é indicado a partir dos 40 anos ou dez anos antes da idade em que o familiar de primeiro grau recebeu o diagnóstico.

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