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Saúde

Cientistas descobrem método mais rápido e fácil para remover sal da água

Cientistas da Universidade Columbia, de Nova York, descobriram um método fácil e rápido para dessalinizar água. Em artigo publicado na revista científica Environmental Science Technology Letters, o grupo de pesquisadores usou uma técnica chamada “extração por solvente e balanço de temperatura”, que consistiu no uso de um solvente que depende apenas do calor da água, em torno de 70 °C, para realizar a ação.

O procedimento é muito diferente dos métodos tradicionais, que podem depender de várias fases de separação ou evaporação para atingir o resultado, como é o caso da osmose reversa e da dessalinização térmica. Segundo a publicação, a extração por solvente foi capaz de eliminar até 98,4% de sal de algumas amostras de água, porcentagem considerada de alta qualidade. Isso pode ser notado na imagem abaixo, em que o solvente tem cor azul; o sal, cor vermelha; e a água, o tom mais claro.

Durante o estudo, os especialistas também foram capazes de recuperar cerca de 50% da água de salmouras hipersalinas, caso em que os processos tradicionais nem sempre são efetivos. Como o próprio nome diz, as salmouras hipersalinas têm elevada concentração de sal e seu líquido residual pode ser até sete vezes mais salgado do que a água do mar.

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Essas estruturas são resultantes de processos de dessalinização, industrialização ou obtenção de petróleo e gás. Devido à alta salinidade e propensão ao contato com produtos tóxicos, seu resíduo pode poluir águas subterrâneas e colocar em risco a vida marinha.

“[A extração por solvente] melhorará radicalmente a sustentabilidade no tratamento da água produzida”, aponta Ngai Yin Yip, professor da Universidade Columbia e líder do grupo de pesquisa. “Podemos eliminar os problemas de poluição dessas salmouras e criar água mais limpa e utilizável para o nosso planeta”, completa o cientista.

Combate à escassez de água doce

Esse tipo de projeto deve viabilizar a dessalinização em lugares com alta quantidade de água salgada e escassez de água doce. Diante de tantos problemas ambientais modernos, uma técnica mais acessível tende a ser muito interessante, desde que bem administrada.

A abordagem da pesquisa ainda pode resolver outros problemas decorrentes dos métodos de dessalinização atuais, como elevado gasto financeiro e energético. Ela também permite que suas etapas sejam realizadas de modo sustentável:  a energia pode ser obtida pelo calor residual industrial e de painéis solares, por exemplo. Até que tudo isso aconteça, o grupo de especialistas testará a técnica em campo e depois fará os ajustes necessários.

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Tecmundo

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Saúde

MT deve registrar 520 novos casos de câncer colorretal por ano até 2028

O mês de março é tomado pela cor azul-marinho com o objetivo de alertar toda a sociedade para o câncer colorretal (intestino e reto), um dos tumores mais incidentes e uma das maiores taxas de mortalidade do país, que deve registrar 26.270 novos casos da doença por ano no triênio de 2026-2028.

Só em Mato Grosso, são estimados 520 novos casos anuais deste tipo de neoplasia no mesmo período, conforme estimativa do Instituto Nacional de Câncer (Inca). Diante desse cenário, durante o mutirão do “Dia E – Ebserh em Ação”, vinculado ao programa “Agora Tem Especialistas”, do Ministério da Saúde (MS), o Hospital Universitário Júlio Müller, da Universidade Federal de Mato Grosso (HUJM-UFMT), administrado pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), alerta para importância de exames de colonoscopia.

A iniciativa também faz parte do “Março Azul-Marinho”, uma campanha de conscientização sobre a prevenção e o combate ao câncer colorretal. Durante o mutirão, realizado neste dia 21, caso seja identificada alguma doença durante os exames, os pacientes passam a ser acompanhados pelo serviço de coloproctologia.

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“Realizamos uma consulta de triagem no dia do mutirão e depois realizaremos consulta dando o feedback sobre o resultado do exame e seguimento”, disse a residente R5 de Coloproctologia, Maristella Nery.

O QUE É – O câncer colorretal é um tumor maligno que se desenvolve no intestino grosso (cólon) e no reto. Atualmente, já figura como o segundo tipo de tumor mais frequente entre homens e mulheres no Brasil, quando excluídos os casos de câncer de pele não melanoma.

Coloproctologista Mardem Machado de Souza, do HUJM-UFMT, alerta que a associação de sangramento nas fezes e alterações no hábito intestinal é o alerta mais comum. No entanto, dores abdominais, perda de peso, anemia e sensação de evacuação incompleta também devem ser investigadas. “Quanto mais cedo se diagnostica, menor o risco de disseminação do tumor e maiores as chances de oferecer um tratamento efetivo e definitivo, com elevadas taxas de cura”, frisou.

O especialista informa ainda que, embora existam métodos como a pesquisa de sangue oculto nas fezes e exames parciais do intestino, a colonoscopia é considerada o exame mais completo para detecção do câncer colorretal. O procedimento permite avaliar todo o intestino grosso, retirar lesões precursoras, biopsiar tumores e até retirar lesões malignas iniciais.

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Também a maioria dos cânceres do intestino grosso e reto surge a partir de pólipos adenomatosos, que se assemelham a pequenas verrugas e podem evoluir para câncer após sete a dez anos, caso ocorram alterações genéticas.

As diretrizes internacionais recomendam o início do rastreamento a partir dos 45 anos para pessoas sem fatores de risco. Para quem possui histórico familiar, o exame é indicado a partir dos 40 anos ou dez anos antes da idade em que o familiar de primeiro grau recebeu o diagnóstico.

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