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Saúde

Butantan diz que terceira e última fase de testes da CoronaVac foi concluída e resultado será enviado à Anvisa

Instituto ainda não apresentou publicamente os dados da última fase de testes da vacina contra Covid-19 desenvolvida em parceria com laboratório chinês. Previsão inicial era divulgar resultados no último dia 15 de dezembro, mas foi adiada para esta quarta-feira (23).

Foto: ANTONIO MOLINA/ZIMEL PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

O Instituto Butantan anunciou nesta segunda-feira (21) que foi concluída a terceira e última fase de testes clínicos da vacina CoronaVac, desenvolvida pelo instituto em parceria com o laboratório chinês Sinovac.

Pelas redes sociais, o Butantan também anunciou nesta segunda que “os resultados [da fase 3] serão encaminhados para a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)”, e que, “em breve, a primeira vacina brasileira contra o Covid-19 estará pronta”.

No entanto, os resultados da fase 3, que visa a comprovar a eficácia da vacina como imunizante contra a Covid-19, ainda não foram divulgados publicamente. A previsão do instituto é divulgar os resultados da fase 3 de testes da CoronaVac nesta quarta-feira (23). A publicação dos resultados deveria ter ocorrido no dia 15 de dezembro, mas foi postergada para dia 23.

Segundo o governo, a fase 3 dos testes da CoronaVac no Brasil registra pelo menos 170 voluntários contaminados. O estudo conclusivo vai medir a taxa de eficácia do imunizante comparando quantos caos confirmados ocorreram nos voluntários que receberam placebo e quantos naqueles que tomaram a vacina. A taxa mínima de eficácia recomendada pela Anvisa é de 50%.

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Na última quarta-feira (16), o governo federal incluiu a CoronaVac no plano nacional de vacinação. No entanto, o governo paulista diz que aguarda uma formalização da intenção de compra das doses pelo Ministério da Saúde.

Compra de seringas

Imagem com seringas e frasco para vacina contra a Covid-19 — Foto: André Melo Andrade/Immagini/Estadão Conteúdo

Imagem com seringas e frasco para vacina contra a Covid-19 — Foto: André Melo Andrade/Immagini/Estadão Conteúdo

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), anunciou nesta segunda-feira (21) a compra de mais 100 milhões de seringas e agulhas para aplicação da vacina CoronaVac. Doria também manteve a previsão de iniciar a vacinação contra o coronavírus no estado no dia 25 de janeiro.

“Estamos ampliando o estoque para termos certeza, convicção, de que nenhum insumo faltará para o sistema médico do estado de São Paulo para atender à população na vacinação, que começa, repito, no dia 25 de janeiro aqui no estado de São Paulo”, afirmou o governador durante coletiva de imprensa no início da tarde.

Na semana passada, quando foram iniciados os pregões, o governo afirmou que 50 milhões seriam reservadas para a vacinação contra a Covi-19 e as outras 50 milhões para outras vacinas do calendário regular.

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Segundo a Secretaria Estadual da Saúde, nos primeiros pregões, abertos na última sexta (18), foram adquiridos 2 milhões dos insumos. No total, serão realizados 27 pregões para aquisição dos materiais. As empresas vencedoras poderão entregar os insumos até julho, conforme a definição de cada uma das licitações.

O governo do estado já possui 11 milhões de seringas e agulhas reservadas para o início da vacinação contra a Covid-19 em São Paulo.

Lotes da vacina

Na próxima quinta-feira (24), o governo de São Paulo receberá novos lotes da matéria-prima da CoronaVac.

“A matéria-prima para 5,5 milhões de doses chegará em mais um voo vindo da Sinovac, em Pequim, representando o maior lote de vacinas já desembarcado no Brasil e também no continente latino-americano”, disse Doria.

Atualmente, o governo de São Paulo já tem 3,1 milhões de doses armazenadas no Instituto Butantan.

Ainda de acordo com o governo paulista, outros dois carregamentos devem chegar até o final de dezembro, sendo 400 mil doses no próximo dia 28 e 1,6 milhão no dia 30.

“Com isso, São Paulo terá, ainda este ano, 10, 8 milhões de doses da vacina do Butantan, a vacina contra a Covid-19, em solo brasileiro”, afirmou Doria.

Fonte: G1 MT
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Saúde

Doar sangue e salvar vidas: um gesto simples que transforma o mundo

Doar sangue para salvar vidas. Poucos gestos são tão simples e, ao mesmo tempo, tão poderosos quanto esse.

Em menos de uma hora, uma única doação pode beneficiar até quatro pessoas. Não é preciso ser herói nem ter habilidade especial. Basta ter saúde, disposição e sensibilidade para ajudar o próximo.

O sangue não possui substituto artificial. Nenhuma fábrica o produz. Nenhum laboratório consegue reproduzi-lo. Ele existe apenas em cada um de nós e só chega a quem precisa por meio da solidariedade humana. Cada doação é a demonstração concreta de que uma vida importa.

Pense na criança que necessita de transfusão durante uma cirurgia. Na mulher que enfrenta complicações após o parto. Na vítima de acidente que chega ao Pronto-Socorro em estado grave. No paciente em tratamento contra o câncer. Para cada um deles, uma bolsa de sangue pode representar a diferença entre a vida e a morte. Essa é a realidade diária dos hospitais brasileiros, inclusive aqui em Mato Grosso.

Neste 14 de junho, o mundo celebra o Dia Mundial do Doador de Sangue. Em 2026, a campanha da Organização Mundial da Saúde, no âmbito do ‘Junho Vermelho’, traz o tema “Doe sangue, dê esperança: juntos salvamos vidas”. Uma convocação que precisa ir além das datas e se tornar uma atitude permanente.

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Tenho levado esse compromisso a sério na prática. Por meio dos mutirões sociais do Gabinete da Assembleia Legislativa, levamos campanhas de doação de sangue diretamente às comunidades de Cuiabá, chegando a quem muitas vezes não consegue se deslocar até os pontos de coleta. A própria ALMT firmou parceria com o MT Hemocentro para receber o caminhão de coleta em frente ao plenário, mobilizando servidores e a população. O Parlamento tem o dever de dar o exemplo.

A doação é uma das mais nobres expressões de solidariedade. Quem doa não conhece a pessoa beneficiada. Não há recompensa financeira nem interesse pessoal. Há apenas a decisão de estender a mão a alguém em extrema necessidade.

O sangue coletado é separado em hemácias, plasma e plaquetas, atendendo pacientes com necessidades distintas. Uma única doação tem potencial para ajudar várias pessoas.

Os hemocentros dependem de doações regulares. O sangue possui prazo de validade limitado, e a reposição constante é uma necessidade. Ser um doador regular é assumir um compromisso com a vida, com a comunidade e com quem você ama.

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Qualquer pessoa saudável, entre 16 e 69 anos, e com mais de 50 quilos pode doar. O procedimento é seguro, rápido e praticamente indolor. O organismo repõe naturalmente o volume doado em pouco tempo.

Você dedica alguns minutos do seu dia. Em troca, oferece a alguém a oportunidade de continuar vivendo.

Convido cada mato-grossense a procurar o hemocentro mais próximo, fazer sua doação e incentivar familiares e amigos. Salvar vidas não depende de grandes recursos. Depende apenas da disposição de compartilhar o que carregamos dentro de nós.

Seja doador de sangue. Sua atitude pode ser a esperança que alguém espera para continuar vivendo.

*Max Russi é deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

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