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Indonésia implementará uso de biodiesel feito com óleo de palma a partir de 2025

A Indonésia planeja implementar uma mistura obrigatória de 40% de biodiesel à base de óleo de palma a partir de 1º de janeiro do próximo ano, conforme anunciado na quinta-feira por uma autoridade sênior do Ministério da Energia. Esta medida elevou os preços do óleo vegetal para o maior patamar em mais de duas semanas.

Atualmente, a Indonésia utiliza uma mistura de B35 no diesel, e o governo havia previamente anunciado a intenção de aumentar essa mistura para 40% no próximo ano, sem definir uma data exata.

De acordo com a funcionária do Ministério da Energia, Eniya Listiani Dewi, “Não há problemas em termos de volume de fornecimento e outros aspectos, portanto, estamos prontos para uma (implementação) obrigatória.”

Os contratos futuros de óleo de palma da Malásia subiram 1,92% na quinta-feira, atingindo 3.826 ringgit (874,31 dólares) por tonelada métrica, o maior aumento diário desde 2 de julho. Um analista de óleos vegetais de Cingapura afirmou que “A alta de hoje foi impulsionada em grande parte pelo anúncio do B40 pela Indonésia. Embora o mercado já esperasse por isso, foi o anúncio que fez os preços subirem.”

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Com a implementação do mandato B40, o consumo de biodiesel na Indonésia poderá chegar a 16 milhões de quilolitros (KL) no próximo ano, em comparação com a previsão de 13 milhões de KL para este ano, segundo estimativas do Ministério da Energia.

O aumento para o B40 elevará o uso de óleo de palma para biodiesel na Indonésia para 13,9 milhões de toneladas métricas, em comparação com os 11 milhões de toneladas previstos para este ano com o B35, de acordo com a APROBI, a associação de produtores de biocombustíveis da Indonésia.

Desde 2019, o consumo doméstico de óleo de palma na Indonésia cresceu em média 7,6% ao ano, impulsionado por políticas que incluem mandatos de biodiesel e vendas obrigatórias de óleo de cozinha, enquanto a produção aumentou menos de 1% ao ano, conforme dados do GAPKI.

A maior associação de produtores de óleo de palma da Indonésia, a GAPKI, havia alertado que uma mistura mais alta poderia impactar as exportações devido à estagnação da produção.

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A regulamentação que estabelecerá a obrigatoriedade do B40 ainda não foi emitida.

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Agro Notícias

Safra de soja em MT chega a 51,56 milhões tonelada

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgou os resultados da etapa soja do projeto Imea em Campo, que revisou para cima as estimativas da safra 2025/26 em Mato Grosso e passou a projetar produção recorde de 51,56 milhões de toneladas.

A nova projeção também elevou a produtividade média estadual para 66,03 sacas por hectare, patamar muito próximo do recorde da temporada anterior.

O levantamento foi realizado ao longo de 71 dias, com 34.880 quilômetros percorridos, 998 avaliações de campo e passagem por 103 municípios, cobrindo 97,92% da área total cultivada com soja no estado. O objetivo do projeto, realizado em parceria com a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) e o Instituto Mato-grossense do Agronegócio (Iagro MT), é ampliar a precisão das informações geradas a partir de observações in loco, reforçando a representatividade dos dados e a leitura regional das lavouras.

Com base nos resultados obtidos em campo, o Imea revisou a produtividade da soja em 9,23% ante a estimativa anterior, que era de 60,45 sacas por hectare. A área plantada também foi ajustada para 13,013 milhões de hectares, alta de 1,71% sobre a safra passada. Com isso, a produção estadual ficou estimada em 51,56 milhões de toneladas, volume 1,31% superior ao registrado no ciclo 2024/25.

Durante a apresentação, a equipe técnica destacou que a safra 2025/26 foi marcada por um cenário climático desafiador, com irregularidade das chuvas no início do plantio e, posteriormente, excesso de precipitações em algumas regiões durante a colheita. Ainda assim, as lavouras mantiveram desempenho satisfatório, apesar das incertezas observadas ao longo da temporada.

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Entre os fatores de atenção levantados pelo projeto, os grãos avariados tiveram peso relevante. Na comparação com a safra passada, houve aumento de 3,40% nas avaliações com esse tipo de ocorrência, o que, segundo a análise apresentada, limitou um avanço ainda maior da produtividade estadual.

No recorte regional, a região Norte apresentou o maior percentual de lavouras classificadas como excelentes, enquanto o Sudeste concentrou a maior parcela de áreas avaliadas como ruins. Já a região Oeste foi a principal responsável pelo incremento na produção, enquanto a Centro-Sul registrou a maior variação positiva de produtividade em relação à estimativa anterior.

O superintendente do Imea, Cleiton Gauer, ressaltou que o objetivo do projeto é consolidar um levantamento técnico, completo e representativo das condições das lavouras, oferecendo mais segurança para o mercado e para os agentes do setor.

“O diferencial do projeto está na apuração presencial, sem intermediários, diretamente no campo. É ir a campo e medir essas informações sem intermédio, sem interferência de ninguém. Isso dá mais garantia e maior acurácia a essas informações para que realmente a gente consiga quantificar e medir o tamanho da nossa produção mato-grossense”, afirmou o superintendente.

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Já o presidente da Aprosoja Mato Grosso, Lucas Costa Beber, destacou que informações mais próximas da realidade ajudam a balizar negociações, reduzem espaço para especulações e valorizam o trabalho do produtor rural.

“Essa apresentação mostra o trabalho dessa parceria. O Imea tem sido muito assertivo nos últimos anos nos números que tem trazido a nós, produtores, e ao mercado, trazendo mais seriedade e coerência nesse fornecimento de dados, que também interfere diretamente no dia a dia do produtor, principalmente na projeção de preços e no planejamento para as próximas safras”, explicou o presidente da Aprosoja MT.

Segunda safra de milho segue dependente do comportamento do clima

Além dos números da soja, o evento também apresentou um panorama inicial da segunda safra de milho. O Imea informou que 1,17 milhão de hectares foram semeados fora da janela ideal de plantio no estado. Apesar disso, a estimativa atual do cereal segue em 51,72 milhões de toneladas, com área de 7,39 milhões de hectares e produtividade projetada em 116,61 sacas por hectare. Segundo o instituto, o comportamento das chuvas nas próximas semanas será decisivo para a consolidação desse potencial.

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