Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

Saúde

As dietas detox realmente fazem bem para a saúde?

Mas há evidência científica de que esses métodos funcionam?

A palavra desintoxicação é usada de duas maneiras muito diferentes. Uma delas refere-se aos programas de desintoxicação médica que ajudam as pessoas com problemas sérios de álcool ou drogas a ficarem limpos.

A outra é a desintoxicação “feita em casa” e que livraria nosso corpo de toxinas prejudiciais, como substâncias naturais tóxicas e produtos sintéticos químicos.

Toxinas no corpo

Fato é que, ao cortar o consumo de álcool, as toxinas acabam sendo eliminadas do nosso corpo. Mas isso acontece todos os dias, não apenas quando você bebe sucos de verduras ou legumes crus. Contamos com um sistema inteligente para nos livrar das toxinas. Se não, estaríamos em apuros.

Basicamente, nosso corpo está constantemente trabalhando para evitar ou eliminar toxinas – desde a pele atuando como uma barreira até os pelos do sistema respiratório retendo partículas no muco. A parte inferior do nosso intestino, por exemplo, contém células linfáticas chamadas placas de Peyer, que se amontoam na parede da membrana mucosa. Elas identificam e protegem o corpo de partículas nocivas, que não são absorvidas pela corrente sanguínea junto com os nutrientes benéficos dos alimentos.

Ou seja, embora tenhamos a sensação de que nossos intestinos estão sujos e precisando de uma limpeza, na verdade, eles estão fazendo seu trabalho.

E se você beber em excesso e de forma constante, isso pode danificar o fígado. Mas o órgão consegue desintoxicar o corpo de quantidades moderadas de álcool.

Leia Também:  Covid-19: por que abril será o mês de virada na vacinação brasileira

Então, dietas especiais de desintoxicação funcionam? Elas vão desde aquelas que cortam álcool, cafeína e açúcar refinado a restrições mais rigorosas, nas quais a pessoa só pode consumir líquidos por vários dias – até reintroduzir gradualmente pequenas quantidades de comida.

Em 2012, Edzard Ernst, professor emérito de medicina alternativa da Universidade de Exeter, no Reino Unido, tentou realizar uma revisão sistemática da literatura sobre o detox, mas desistiu da tarefa porque não encontrou estudos suficientes.

Em 2014, dois pesquisadores de Sydney, na Austrália, publicaram uma revisão de estudos sobre dietas detox, mas também enfrentaram dificuldades.

Por exemplo, um levantamento de 2000 com 25 pessoas que passaram por uma dieta de desintoxicação por uma semana concluiu que elas se sentiram mais saudáveis e houve uma melhora da função hepática. Mas, como a amostra foi pequena, não teve relevância estatística.

Os pesquisadores também encontraram outros estudos que analisaram a eliminação de toxinas específicas do corpo, mas a maioria deles apresentava falhas, como a ausência de grupos de controle.

Isso levou os autores a concluir que não há boas evidências a favor das dietas de desintoxicação.

Sabemos que pessoas que fazem dietas radicais ou jejuns geralmente perdem peso no curto prazo, mas é difícil encontrar provas de que o peso permaneça reduzido a longo prazo.

Portanto, quando se trata do detox de álcool, é mais saudável evitar beber por vários dias durante a semana ao longo do ano do que por algumas semanas em uma única desintoxicação. Gastar tempo focado em comer mais frutas, legumes e verduras também é, naturalmente, benéfico para sua saúde. Optar por uma solução ‘mágica’ não vai funcionar tão bem quanto se comprometer a seguir uma dieta mediterrânea e praticar exercícios durante o resto da vida.

Leia Também:  O que é kratom, a planta que já matou mais de 90 pessoas nos EUA

Velhos hábitos

Mas a ideia de desintoxicação ainda continua ganhando muitos fãs. Caso você se sinta melhor punindo a si mesmo para compensar seu excesso de bebida ou de comida, talvez você queira se livrar de seus pecados mais do que de suas toxinas.

Psicologicamente, uma desintoxicação pode abrir as portas para “um novo começo” – uma ruptura entre seus velhos hábitos e os que você gostaria de adquirir. No entanto, você precisa ter um plano para seguir adiante ou seus velhos hábitos vão voltar.

Talvez devêssemos pensar em uma desintoxicação como uma metáfora para descartar seus velhos hábitos, em vez de algo que limpe as impurezas de seu intestino e de seus órgãos. Seu corpo está constantemente se desintoxicando sem chás, sucos ou dietas especiais.

Mas você pode ajudá-lo a fazer seu trabalho tendo uma dieta saudável, bebendo água, praticando exercícios regulares e dormindo a quantidade de horas de que precisa.

BBC

COMENTE ABAIXO:
Propaganda
Clique para comentar

Você precisa estar logado para postar um comentário Login

Deixe uma resposta

Saúde

MT deve registrar 520 novos casos de câncer colorretal por ano até 2028

O mês de março é tomado pela cor azul-marinho com o objetivo de alertar toda a sociedade para o câncer colorretal (intestino e reto), um dos tumores mais incidentes e uma das maiores taxas de mortalidade do país, que deve registrar 26.270 novos casos da doença por ano no triênio de 2026-2028.

Só em Mato Grosso, são estimados 520 novos casos anuais deste tipo de neoplasia no mesmo período, conforme estimativa do Instituto Nacional de Câncer (Inca). Diante desse cenário, durante o mutirão do “Dia E – Ebserh em Ação”, vinculado ao programa “Agora Tem Especialistas”, do Ministério da Saúde (MS), o Hospital Universitário Júlio Müller, da Universidade Federal de Mato Grosso (HUJM-UFMT), administrado pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), alerta para importância de exames de colonoscopia.

A iniciativa também faz parte do “Março Azul-Marinho”, uma campanha de conscientização sobre a prevenção e o combate ao câncer colorretal. Durante o mutirão, realizado neste dia 21, caso seja identificada alguma doença durante os exames, os pacientes passam a ser acompanhados pelo serviço de coloproctologia.

Leia Também:  Obesidade traz fatores de risco diferentes para homens e mulheres

“Realizamos uma consulta de triagem no dia do mutirão e depois realizaremos consulta dando o feedback sobre o resultado do exame e seguimento”, disse a residente R5 de Coloproctologia, Maristella Nery.

O QUE É – O câncer colorretal é um tumor maligno que se desenvolve no intestino grosso (cólon) e no reto. Atualmente, já figura como o segundo tipo de tumor mais frequente entre homens e mulheres no Brasil, quando excluídos os casos de câncer de pele não melanoma.

Coloproctologista Mardem Machado de Souza, do HUJM-UFMT, alerta que a associação de sangramento nas fezes e alterações no hábito intestinal é o alerta mais comum. No entanto, dores abdominais, perda de peso, anemia e sensação de evacuação incompleta também devem ser investigadas. “Quanto mais cedo se diagnostica, menor o risco de disseminação do tumor e maiores as chances de oferecer um tratamento efetivo e definitivo, com elevadas taxas de cura”, frisou.

O especialista informa ainda que, embora existam métodos como a pesquisa de sangue oculto nas fezes e exames parciais do intestino, a colonoscopia é considerada o exame mais completo para detecção do câncer colorretal. O procedimento permite avaliar todo o intestino grosso, retirar lesões precursoras, biopsiar tumores e até retirar lesões malignas iniciais.

Leia Também:  Casos de coronavírus passam de 112 mil em MT e mortes pela doença chegam a 3.262

Também a maioria dos cânceres do intestino grosso e reto surge a partir de pólipos adenomatosos, que se assemelham a pequenas verrugas e podem evoluir para câncer após sete a dez anos, caso ocorram alterações genéticas.

As diretrizes internacionais recomendam o início do rastreamento a partir dos 45 anos para pessoas sem fatores de risco. Para quem possui histórico familiar, o exame é indicado a partir dos 40 anos ou dez anos antes da idade em que o familiar de primeiro grau recebeu o diagnóstico.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

polícia

política

Cidades

ESPORTES

Saúde

É Direito

MAIS LIDAS DA SEMANA