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Saúde

O que é kratom, a planta que já matou mais de 90 pessoas nos EUA

O Centro de Controle e Prevenção de Doenças do país publicou na semana passada os resultados um estudo que mostra que, só em julho de 2016 e dezembro de 2017, esta planta, comercializada na forma de suplemento natural, causou a morte de 91 pessoas.

Além disso, a substância foi encontrada, junto a outras drogas, no corpo de 61 pessoas mortas por overdose.

Embora esses casos representem uma parte mínima do total de mortes por overdose de drogas nos Estados Unidos (1%), a preocupação das autoridades vem pelo aumento de situações como essas.

O Centro examinou mais de 27 mil casos de overdose em 27 Estados americanos.

Em aproximadamente 80% das mortes por kratom ou naquelas em que o suplemento aparecia, o falecido tinha um histórico de abuso de substâncias e em aproxidamente 90% delas não recebiam tratamento médico para dor com supervisão médica (a planta também tem propriedades analgésicas).

Em 2016, Russ Baer, porta-voz da agência federal antidrogas dos EUA (DEA, na sigla em inglês), em conversa com a BBC Mundo, serviço em espanhol da BBC, reconheceu apenas dois casos de morte por overdose de kratom nos Estados Unidos.

Este extrato de planta, que é vendido sem receita médica em qualquer fitoterapeuta, contém mitragyna, um ingrediente ativo com efeitos estimulantes.

Em doses baixas, pode funcionar como uma xícara de café bem forte que ajuda você a ficar acordado e ter mais energia.

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Em altas doses, no entanto, seus efeitos são mais semelhantes aos de qualquer opioide, como a morfina.

Além disso, disse a agência americana, existem estudos que indicam que é uma substância com potencial de desenvolver dependência.

Sob esses argumentos, a DEA equiparou kratom a LSD, heroína, maconha ou ecstasy, em 2016.

Cada vez mais popular

Mas sua popularidade continuou a crescer e seus defensores alegam que as autoridades não têm dados científicos confiáveis para justificar o alerta.

É o que diz a Associação Americana de Kratom.

“Numerosos estudos em animais mostraram que o kratom tem toxicidade muito baixa”, explicou Charles M. Haddow, membro da associação e responsável por suas relações públicas em um comunicado.

Nesses estudos, ele acrescentou, mesmo “doses extremamente altas (doses que quando ajustadas para consumo humano seriam difíceis de serem consumidas) não causam morte ou efeitos tóxicos significativos”.

Desintoxicação

Essa chamada de atenção por parte das autoridades ocorre em um momento em que os Estados Unidos enfrentam uma emergência de saúde pública devido ao uso de opioides – uma epidemia que já deixou mais mortes do que a guerra do Vietnã e do Afeganistão juntas.

Neste contexto, o kratom é visto como uma substância que ajuda a gerenciar a desintoxicação de opioides, como o OxyContin e o Percocet.

Suas propriedades de aliviar a dor atenuam os efeitos da síndrome de abstinência.

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Mas a FDA continua preocupada com o uso deste suplemento como uma alternativa aos analgésicos.

“Nem kratom nem seus compostos mostraram serem seguros e eficazes para qualquer finalidade, e não devem ser usados para tratar qualquer condição ou doença”, disse.

Muitas pessoas também usam essa substância para abandonar a dependência de heroína, álcool e até do tabaco, de acordo com um estudo do Transnational Institute, localizado na Holanda.

Quais são seus efeitos?

O kratom é uma planta decídua (que, numa certa estação do ano, perde suas folhas) usada há milhares de anos no sudeste da Ásia, especialmente na Tailândia.

Suas folhas são consumidas como chá ou trituradas e misturadas com água, embora também existam cápsulas.

Um estudo do Transnational Institute afirma que o kratom pode causar efeitos positivos, como euforia, relaxamento, sociabilidade, aumento de energia e alívio da dor.

Entre os efeitos negativos estão náuseas, dores de estômago, calafrios e suores, tontura e instabilidade, vômitos e coceira.

“(A planta) começou a ser usada nos Estados Unidos nos últimos 20 anos e nos últimos cinco, seu uso aumentou”, disse Susan Ash, da Associação Americana de Kratom para a BBC Mundo em 2016.

A associação acredita que entre três e cinco milhões de pessoas nos EUA consumam a planta como uma alternativa às drogas convencionais.

BBC

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Saúde

Doar sangue e salvar vidas: um gesto simples que transforma o mundo

Doar sangue para salvar vidas. Poucos gestos são tão simples e, ao mesmo tempo, tão poderosos quanto esse.

Em menos de uma hora, uma única doação pode beneficiar até quatro pessoas. Não é preciso ser herói nem ter habilidade especial. Basta ter saúde, disposição e sensibilidade para ajudar o próximo.

O sangue não possui substituto artificial. Nenhuma fábrica o produz. Nenhum laboratório consegue reproduzi-lo. Ele existe apenas em cada um de nós e só chega a quem precisa por meio da solidariedade humana. Cada doação é a demonstração concreta de que uma vida importa.

Pense na criança que necessita de transfusão durante uma cirurgia. Na mulher que enfrenta complicações após o parto. Na vítima de acidente que chega ao Pronto-Socorro em estado grave. No paciente em tratamento contra o câncer. Para cada um deles, uma bolsa de sangue pode representar a diferença entre a vida e a morte. Essa é a realidade diária dos hospitais brasileiros, inclusive aqui em Mato Grosso.

Neste 14 de junho, o mundo celebra o Dia Mundial do Doador de Sangue. Em 2026, a campanha da Organização Mundial da Saúde, no âmbito do ‘Junho Vermelho’, traz o tema “Doe sangue, dê esperança: juntos salvamos vidas”. Uma convocação que precisa ir além das datas e se tornar uma atitude permanente.

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Tenho levado esse compromisso a sério na prática. Por meio dos mutirões sociais do Gabinete da Assembleia Legislativa, levamos campanhas de doação de sangue diretamente às comunidades de Cuiabá, chegando a quem muitas vezes não consegue se deslocar até os pontos de coleta. A própria ALMT firmou parceria com o MT Hemocentro para receber o caminhão de coleta em frente ao plenário, mobilizando servidores e a população. O Parlamento tem o dever de dar o exemplo.

A doação é uma das mais nobres expressões de solidariedade. Quem doa não conhece a pessoa beneficiada. Não há recompensa financeira nem interesse pessoal. Há apenas a decisão de estender a mão a alguém em extrema necessidade.

O sangue coletado é separado em hemácias, plasma e plaquetas, atendendo pacientes com necessidades distintas. Uma única doação tem potencial para ajudar várias pessoas.

Os hemocentros dependem de doações regulares. O sangue possui prazo de validade limitado, e a reposição constante é uma necessidade. Ser um doador regular é assumir um compromisso com a vida, com a comunidade e com quem você ama.

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Qualquer pessoa saudável, entre 16 e 69 anos, e com mais de 50 quilos pode doar. O procedimento é seguro, rápido e praticamente indolor. O organismo repõe naturalmente o volume doado em pouco tempo.

Você dedica alguns minutos do seu dia. Em troca, oferece a alguém a oportunidade de continuar vivendo.

Convido cada mato-grossense a procurar o hemocentro mais próximo, fazer sua doação e incentivar familiares e amigos. Salvar vidas não depende de grandes recursos. Depende apenas da disposição de compartilhar o que carregamos dentro de nós.

Seja doador de sangue. Sua atitude pode ser a esperança que alguém espera para continuar vivendo.

*Max Russi é deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

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