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Política

Wellington descarta confronto direto com Janaina e deixa em aberto aliança entre PL e MDB

O senador Wellington Fagundes (PL) descartou qualquer possibilidade de confronto direto com a deputada estadual Janaina Riva (MDB) nas eleições de 2026. Em entrevista recente, ele elogiou a trajetória política da nora, a classificou como preparada para qualquer cargo e deixou em aberto a possibilidade de uma aliança entre PL e MDB na disputa pelo governo de Mato Grosso.

“Janaina é uma política que se destaca no estado. Foi a mais votada, única deputada, e consegue dialogar com todos os setores da sociedade: mulheres, homens, jovens. Ela está preparada para tudo — pode ser governadora, senadora, deputada federal. Acredito que o projeto dela é ser senadora, e ela será uma excelente senadora”, afirmou o senador.

A fala revela um alinhamento familiar e político que pode se traduzir em composição eleitoral. Embora Wellington tenha deixado claro que Janaina não seria sua vice, ele sinalizou que o MDB pode integrar a chapa majoritária encabeçada pelo PL. “Ela pertence ao MDB. Vamos trabalhar para ter o maior número de partidos na chapa, inclusive o MDB”, disse.

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MDB não é automaticamente governista

Ao comentar a posição nacional do MDB, o senador procurou afastar o rótulo de que o partido da nora estaria automaticamente alinhado ao governo Lula. “O MDB teve apoio do PL em São Paulo. Não tem essa história de que é um partido do governo. O MDB é um movimento, e cada estado tem uma situação diferente. O que houve foi uma coligação”.

A fala busca minimizar eventuais resistências do eleitorado conservador a uma possível aliança com o MDB. O PL, hoje principal partido de oposição ao governo federal, tem entre seus quadros nomes ligados ao bolsonarismo e aposta em um discurso de direita para 2026, ainda mais em Mato Grosso, um dos estados mais bolsonarista do país.

Chapa em construção

Wellington já se coloca como pré-candidato ao governo e diz ser o nome “natural” do PL para a disputa. O partido também trabalha com o deputado federal José Medeiros na disputa ao Senado. A eventual entrada de Janaina no mesmo páreo pode levar a uma composição estratégica ou forçar uma disputa entre dois aliados — algo que o senador, por enquanto, evita alimentar.

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A questão aqui é que o governador Mauro Mendes (União) vem construíndo uma aliança com o PL em nível nacional, buscando respaldo de lideranças como o próprio ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), assim como do presidente do PL, Valdemar da Costa Neto. Só que ao mesmo tempo, Mauro declara apoio ao vice-governador Otaviano Pivetta (Republicano) na disputa para o governo, o que vai na contra-mão do projeto da legenda liberal na disputa pelo comando do Palácio Paiaguás.

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Política

TJMT condena Cattani a indenizar associação LGBTQIA+ e publicar retratação

A Quarta Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso condenou o deputado estadual Gilberto Cattani (PL) ao pagamento de R$ 20 mil por danos morais, além da obrigação de publicar uma retratação em seu perfil no Instagram. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (15), após análise de recurso movido pela associação MT Queer.

O colegiado seguiu, de forma unânime, o voto do desembargador Rubens de Oliveira Santos Filho, que divergiu inicialmente da relatora Serly Marcondes Alves. Em primeira instância, a entidade havia tido o pedido negado, cenário que se repetiu em decisão inicial no próprio tribunal. No entanto, após pedido de vista, Rubens apresentou voto favorável à associação, posteriormente acompanhado pela relatora, consolidando o entendimento unânime da Câmara.

No voto, o desembargador destacou que o parlamentar possui histórico de manifestações consideradas polêmicas e apontou que, neste caso, houve extrapolação dos limites da atuação política. Segundo ele, as declarações não configuram exercício legítimo da função parlamentar, mas sim conteúdo discriminatório. “É nítido que o tom adotado não se caracteriza como crítica administrativa ou política, mas revela conteúdo de segregação e preconceito”, afirmou.

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A ação tem origem em um vídeo publicado por Cattani em novembro de 2023, no qual ele criticava um curta-metragem produzido pela MT Queer. O material retratava a relação afetiva entre dois jovens e, segundo o deputado, estaria “incentivando” comportamentos entre estudantes. A interpretação foi contestada pela entidade, que acionou a Justiça alegando discurso discriminatório.

Para o relator do voto vencedor, o caso não se enquadra na proteção da imunidade parlamentar. Ele classificou a conduta como manifestação de “intolerância odiosa”, ressaltando que não há nexo funcional que justifique o conteúdo das declarações no âmbito do exercício do mandato.

Além da indenização, que será acrescida de juros e correção monetária, o deputado deverá publicar uma retratação em sua conta no Instagram por, no mínimo, 15 dias. O descumprimento poderá gerar multa diária de R$ 1 mil.

A decisão, proferida em segunda instância, ainda pode ser alvo de recursos. Caso seja mantida até o trânsito em julgado, o caso poderá ter desdobramentos na esfera eleitoral, com eventual análise à luz da Lei da Ficha Limpa, dependendo do entendimento sobre eventual incitação ao ódio e suas implicações jurídicas.

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Fonte Folhamax

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