Brasil
Lula vai para Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Mato Grosso e Tocantins nas próximas semanas
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai visitar nas próximas semanas diversos estados, como Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Tocantins e Mato Grosso do Sul. A ideia é que o petista possa acompanhar o andamento das obras do governo federal pelo país. O Palácio do Planalto e o Itamaraty planejam ainda uma viagem para o Chile e a Colômbia.
A informação foi dada pelo ministro da Casa Civil, Rui Costa. Lula havia dito que, em 2024, a intenção era viajar pelo país e diminuir o ritmo dos compromissos internacionais. Nesse sentido, o petista vai cumprir agenda em estados pouco visitados até o momento. Além disso, o presidente planeja percorrer regiões estratégicas com vistas às eleições municipais.
Nos estados, Lula vai visitar as obras em andamento do governo federal, em especial as que compõem o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), lançado no ano passado pelo governo.
A iniciativa prevê investimentos em construções de infraestrutura nas 27 unidades da federação, que podem chegar a pelo menos R$ 1,7 trilhão, sendo R$ 1,4 trilhão até 2026 e R$ 320,5 milhões após este ano.
De acordo com o governo federal, os investimentos previstos no novo PAC contam com recursos do Orçamento da União (R$ 371 bilhões), do orçamento de empresas estatais (R$ 343 bilhões), de financiamentos (R$ 362 bilhões) e do setor privado (R$ 612 bilhões).
O Executivo dividiu essa versão do PAC em nove eixos de atuação: inclusão digital e conectividade; saúde; educação; infraestrutura social e inclusiva; cidades sustentáveis e resilientes; água para todos; transporte eficiente e sustentável; transição e segurança energética; e defesa.
Neste ano, Lula teve diversos compromissos internacionais. Os primeiros foram Egito e Etiópia, realizadas após o Carnaval. Depois, cumpriu agenda em Guiana e São Vicente e Granadinas. Agora, a próxima viagem deve ser para o Chile e para a Colômbia. A ideia é que o petista possa se encontrar com os presidentes Gabriel Boric e Gustavo Petro, respectivamente, e alavancar as parcerias entre as nações.
Lula terminou 2023 tendo viajado a 24 países, ficando 75 dias fora do Brasil. Durante sua ausência, o vice, Geraldo Alckmin, assumiu a Presidência da República. O petista não saiu do Brasil apenas em março e outubro, sendo esse último mês o período em que se recuperava de uma cirurgia no quadril direito, realizada no fim de setembro. No ano passado, Lula teve agendas oficiais em 18 estados do Brasil.
Brasil
Brasileiro trabalhou 150 dias em 2026 apenas para pagar tributos, aponta estudo do IBPT

Carga tributária efetiva sobre renda, consumo e patrimônio dos brasileiros chegou a 41,1% em 2026, conforme levantamento
Os brasileiros precisaram trabalhar até o dia 30 de maio de 2026 apenas para pagar impostos, taxas e contribuições cobrados pelos governos federal, estaduais e municipais. É o que revela um levantamento do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT). Pelo estudo, a carga tributária efetiva sobre a renda, o consumo e o patrimônio da população neste ano está em 41,10%.
Na prática, o percentual representa 150 dias do calendário dedicados exclusivamente ao pagamento de tributos. O resultado mantém o Brasil em um dos mais altos patamares de carga tributária das últimas décadas, conforme os dados do IBPT.
Os dados mostram que a tributação sobre os brasileiros cresceu de forma gradual desde o início dos anos 2000. Em 2003, a carga tributária efetiva era de 36,98%. Em 2007, passou para 40,01% e, desde então, permaneceu próxima ou acima da faixa dos 40%, atingindo 40,80% em 2021, 2022 e 2025.
Em nota, o Instituto destaca que o presidente-executivo do IBPT e um dos autores do estudo, João Eloi Olenike, avalia que o cenário é preocupante já que a elevada arrecadação não tem sido acompanhada pela percepção de melhorias nos serviços públicos.
“Apesar da alta arrecadação, a população ainda não percebe um retorno proporcional em serviços públicos de qualidade”, salienta Olenike.
O estudo mostra, ainda, que a quantidade de dias trabalhados para pagar tributos praticamente dobrou nas últimas décadas. Em 1986, eram necessários 82 dias de trabalho para quitar a carga tributária. Em 1988, o número caiu para 73 dias, em contrapartida voltou a crescer e alcançou 130 dias em 2001. Segundo os dados, nos últimos 20 anos, os dias de trabalho para custear impostos permaneceram entre 140 e 150 dias.
Segundo o IBPT, hoje o brasileiro trabalha quase o dobro do que trabalhava na década de 1970 para cumprir suas obrigações tributárias.
Para chegar aos resultados por meio da análise comparativa, o estudo foi utilizado, para fins tributários, a faixa mensal de rendimento de até R$ 3.000,00 (classe baixa), de R$ 3.000,00 a R$ 10.000,00 (classe média) e acima de R$ 10.000,00 (classe alta).
Aumentos de impostos influenciaram resultado
A base de cálculo do levantamento abarca o período entre maio de 2025 e abril de 2026. O estudo inclui tributos federais, estaduais e municipais, como IRPF, INSS, ICMS, IPI, ISS, IPVA, IPTU, taxas diversas e contribuições.
Entre os fatores que contribuíram para a manutenção da elevada carga tributária, o Instituto destaca mudanças como aumentos das alíquotas do ICMS em estados como Maranhão, Rio Grande do Norte e Piauí, além da ampliação da cobrança do ICMS sobre importações realizadas por meio do Programa Remessa Conforme, da Receita Federal.
O estudo também cita os efeitos da chamada “taxa das blusinhas”, que manteve a cobrança de 20% de Imposto de Importação sobre compras internacionais de até US$ 50.
Outro destaque entre os principais aumentos de tributação no período do estudo foi o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), que impactou as operações de crédito empresarial, câmbio, previdência privada e seguros.
Também pesaram no cálculo a ampliação da tributação sobre apostas esportivas e jogos online, o aumento da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) para fintechs e instituições financeiras, a elevação da alíquota do Imposto de Renda sobre Juros sobre Capital Próprio (JCP) e o aumento do Imposto de Importação para alguns produtos de tecnologia.
IBPT
Fundado em 1992, o IBPT é uma entidade especializada em estudos sobre o sistema tributário brasileiro e atua na produção de pesquisas relacionadas à arrecadação e transparência fiscal.
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