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Política

Toffoli, Barroso, Santos Cruz e Dodge participam de conferência sobre o Brasil nos EUA

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, o ministro do STF Luís Roberto Barroso, o ministro-chefe da Secretaria de Governo da Presidência, Carlos Alberto dos Santos Cruz, além da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, participaram neste sábado (6) do Brazil Conference At Harvard & MIT, em Boston (EUA), evento organizado por estudantes das universidades Harvard e do Massachussetts Institute of Technology (MIT).

Toffoli participou do painel “Justiça: O papel do Supremo Tribunal Federal”. Indagado sobre o papel dos militares no governo de Jair Bolsonaro, avaliou que eles têm desempenhado “papel de excelência”.

“Esse desgaste de 20 anos no poder foi muito grande e se criou uma visão hostil a eles [militares], enquanto são preparados, formação excelente, competentes hierárquicos e leais. Não vejo dificuldade”. Segundo ele, os militares “querem ajudar o Brasil, colaborar com um país melhor. Eles vêm desempenhando um papel de excelência, significativo”.

Dodge e Barroso

Raquel Dodge e Barroso participaram juntos de um debate sobre religião e tolerância.

“Ao Estado compete exercitar o direito de liberdade”, disse Dodge, que complementou: “A primeira atitude do estado é permitir o debate, muitas vezes pelo intermédio da lei. Às vezes, a lei não é ágil o suficiente para esclarecer, então vem a corte disciplinar. É importante que fomentemos no ambiente público o exercício pleno da liberdade de opinião, reunião e crença. Assegurar que o estado é laico é dizer que o estado deve assegurar o direito de não crer, de não acreditar em nenhuma religião”.

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Barroso sustentou que “o estado deve assegurar o direito à pluralidade religiosa e protegê-lo, mas a religião não pode estar no espaço público”. Ele também comentou sobre o aborto, permitido na lei brasileira em apenas três situações: quando a gravidez é resultado de estupro; quando há risco de vida para a mulher; se o feto for anencéfalo.

“A questão do aborto eu gostaria de dizer que é um tema muito importante porque diz respeito à religiosidade e às mulheres que merecem respeito. O aborto é ruim, por isso o papel do estado é evitar que ele ocorra dando educação sexual e amparando a mulher que deseja ter filho em condição adversa”, afirmou o ministro do STF.

“A criminalização, segundo a OMS [Organização Mundial da Saúde], não impacta minimamente o numero de abortos que acontecem no país. A criminalização impacta desproporcionalmente as mulheres pobres que não têm acesso ao sistema de saúde. Esse é um direito da mulher que tem autonomia do próprio corpo. Direito de igualdade porque só a mulher engravida, ela tem o direito de querer ou não engravidar”.

E afirmou: “Se os homens engravidassem, essa questão já estaria resolvida há muito tempo”.

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Santos Cruz

Em outro debate, o ministro Santos Cruz falou sobre a participação do Brasil em missões de paz da Organização das Nações Unidas (ONU).

General da reserva do Exército, ele atuou em missões da paz no Haiti e no Congo. Questionado se o Brasil poderia participar de uma eventual missão de paz da ONU na Venezuela, o ministro disse que “não tem sentido nenhum”.

“Se o Brasil acha que pode fazer missão de paz na Venezuela? Não tem sentido nenhum o Brasil levantar uma suposição de missão de paz na Venezuela neste momento”, afirmou.

A Venezuela enfrenta uma profunda crise política, econômica e social. O governo brasileiro não reconhece a legitimidade de Nicolás Maduro e considera o líder oposicionista Juan Guaidó como presidente interino do país.

O Brazil Conference At Harvard & MIT começou na sexta (5). Entre os palestrantes estavam Joaquim Levy, presidente do BNDES, Mansueto Almeida, secretário do Tesouro Nacional, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e os governadores Wilson Witzel (Rio), Flávio Dino (Maranhão), Camilo Santana (Ceará), Romeu Zema (Minas Gerais), entre outros políticos.

O evento termina neste domingo em Boston, com entrevista do vice-presidente Hamilton Mourão sobre os 100 dias de governo.

G1 Política

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Política

TJMT condena Cattani a indenizar associação LGBTQIA+ e publicar retratação

A Quarta Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso condenou o deputado estadual Gilberto Cattani (PL) ao pagamento de R$ 20 mil por danos morais, além da obrigação de publicar uma retratação em seu perfil no Instagram. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (15), após análise de recurso movido pela associação MT Queer.

O colegiado seguiu, de forma unânime, o voto do desembargador Rubens de Oliveira Santos Filho, que divergiu inicialmente da relatora Serly Marcondes Alves. Em primeira instância, a entidade havia tido o pedido negado, cenário que se repetiu em decisão inicial no próprio tribunal. No entanto, após pedido de vista, Rubens apresentou voto favorável à associação, posteriormente acompanhado pela relatora, consolidando o entendimento unânime da Câmara.

No voto, o desembargador destacou que o parlamentar possui histórico de manifestações consideradas polêmicas e apontou que, neste caso, houve extrapolação dos limites da atuação política. Segundo ele, as declarações não configuram exercício legítimo da função parlamentar, mas sim conteúdo discriminatório. “É nítido que o tom adotado não se caracteriza como crítica administrativa ou política, mas revela conteúdo de segregação e preconceito”, afirmou.

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A ação tem origem em um vídeo publicado por Cattani em novembro de 2023, no qual ele criticava um curta-metragem produzido pela MT Queer. O material retratava a relação afetiva entre dois jovens e, segundo o deputado, estaria “incentivando” comportamentos entre estudantes. A interpretação foi contestada pela entidade, que acionou a Justiça alegando discurso discriminatório.

Para o relator do voto vencedor, o caso não se enquadra na proteção da imunidade parlamentar. Ele classificou a conduta como manifestação de “intolerância odiosa”, ressaltando que não há nexo funcional que justifique o conteúdo das declarações no âmbito do exercício do mandato.

Além da indenização, que será acrescida de juros e correção monetária, o deputado deverá publicar uma retratação em sua conta no Instagram por, no mínimo, 15 dias. O descumprimento poderá gerar multa diária de R$ 1 mil.

A decisão, proferida em segunda instância, ainda pode ser alvo de recursos. Caso seja mantida até o trânsito em julgado, o caso poderá ter desdobramentos na esfera eleitoral, com eventual análise à luz da Lei da Ficha Limpa, dependendo do entendimento sobre eventual incitação ao ódio e suas implicações jurídicas.

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Fonte Folhamax

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