Política
Assembleia firma parceria com TRE para regularização de títulos de eleitor
Foto: MAURICIO BARBANT / ALMT
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE) firmaram parceria para a campanha de divulgação sobre a regularização do titulo eleitoral. A campanha será veiculada nas emissoras de rádio, televisão e sites locais e a novidade será a instalação de um posto do órgão eleitoral no Poder Legislativo para atendimento às pessoas.
Durante reunião na manhã de hoje (22) no Poder Legislativo, entre a Mesa Diretora da Casa e membros do TRE, ficou definido que além do posto da Assembleia, outros três locais também fornecerão atendimento, nos bairros do CPA, Coxipó e Porto, visando facilitar a vida do eleitor. Para o interior, o TRE definiu que cada cartório municipal vai montar suas estruturas.
De acordo com o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Eduardo Botelho (União), a Casa apoiou a iniciativa devido ao prazo de regularização terminar no dia 4 de maio nacionalmente.
“O prazo é muito curto, por isso disponibilizamos a estrutura da Assembleia com os postos avançados do TRE, com funcionários, tendas e equipamentos que forem necessários”, lembrou Botelho.
Dados do TRE mostram que Cuiabá possui uma defasagem de títulos irregulares que ultrapassam 87 mil, e Várzea Grande tem 40 mil incorretos. “O TRE está dispensando a biometria para que essas pessoas regularizem e possam votar na próxima eleição”, disse o presidente.
O diretor geral do Tribunal, Mauro Diogo, destacou a parceria com a Assembleia e explicou que o eleitor pode fazer todas as operações, como regularização do título, alistamento pela primeira vez e transferência nestes postos que serão instalados.
“O eleitorado de Cuiabá e Várzea Grande é muito enorme com vários títulos cancelados e que não regularizaram a situação. A ideia é firmar a parceria para levar nossos serviços da Justiça Eleitoral, com apoio da Assembleia, ao encontro do cidadão facilitando o acesso”, afirmou Diogo.
Atendimentos – No site do TRE, o eleitor pode consultar sua situação e, caso o título esteja cancelado, solicitar a regularização, por meio do preenchimento do requerimento online. Também a partir desta segunda-feira (21), o eleitor pode procurar o atendimento presencial nos cartórios eleitorais, de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 13h30.
Títulos cancelados – Em Mato Grosso, 367.066 pessoas estão com o título eleitoral cancelado, sendo que 100.558 são por ausência às três últimas eleições e 266.508 por ausência à revisão biométrica. O eleitor que não regularizar a situação fica impedido de votar nas eleições de 2 de outubro de 2022 e nas próximas.
Além disso, o eleitor que estiver com o título cancelado fica sujeito a uma série de restrições e impedimentos legais, como obter passaporte ou carteira de identidade; participar de concorrência pública ou administrativa da União, dos estados, dos territórios, do Distrito Federal, dos municípios ou das respectivas autarquias; inscrever-se em concurso ou prova para cargo ou função pública, e neles ser investido ou empossado; renovar matrícula em estabelecimento de ensino oficial ou fiscalizado pelo governo, entre outros.
Política
TJMT condena Cattani a indenizar associação LGBTQIA+ e publicar retratação

A Quarta Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso condenou o deputado estadual Gilberto Cattani (PL) ao pagamento de R$ 20 mil por danos morais, além da obrigação de publicar uma retratação em seu perfil no Instagram. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (15), após análise de recurso movido pela associação MT Queer.
O colegiado seguiu, de forma unânime, o voto do desembargador Rubens de Oliveira Santos Filho, que divergiu inicialmente da relatora Serly Marcondes Alves. Em primeira instância, a entidade havia tido o pedido negado, cenário que se repetiu em decisão inicial no próprio tribunal. No entanto, após pedido de vista, Rubens apresentou voto favorável à associação, posteriormente acompanhado pela relatora, consolidando o entendimento unânime da Câmara.
No voto, o desembargador destacou que o parlamentar possui histórico de manifestações consideradas polêmicas e apontou que, neste caso, houve extrapolação dos limites da atuação política. Segundo ele, as declarações não configuram exercício legítimo da função parlamentar, mas sim conteúdo discriminatório. “É nítido que o tom adotado não se caracteriza como crítica administrativa ou política, mas revela conteúdo de segregação e preconceito”, afirmou.
A ação tem origem em um vídeo publicado por Cattani em novembro de 2023, no qual ele criticava um curta-metragem produzido pela MT Queer. O material retratava a relação afetiva entre dois jovens e, segundo o deputado, estaria “incentivando” comportamentos entre estudantes. A interpretação foi contestada pela entidade, que acionou a Justiça alegando discurso discriminatório.
Para o relator do voto vencedor, o caso não se enquadra na proteção da imunidade parlamentar. Ele classificou a conduta como manifestação de “intolerância odiosa”, ressaltando que não há nexo funcional que justifique o conteúdo das declarações no âmbito do exercício do mandato.
Além da indenização, que será acrescida de juros e correção monetária, o deputado deverá publicar uma retratação em sua conta no Instagram por, no mínimo, 15 dias. O descumprimento poderá gerar multa diária de R$ 1 mil.
A decisão, proferida em segunda instância, ainda pode ser alvo de recursos. Caso seja mantida até o trânsito em julgado, o caso poderá ter desdobramentos na esfera eleitoral, com eventual análise à luz da Lei da Ficha Limpa, dependendo do entendimento sobre eventual incitação ao ódio e suas implicações jurídicas.
Fonte Folhamax
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