Política
Sheila Klener toma posse na ALMT disposta a ampliar a luta em defesa das mulheres
A bancada feminina na Assembleia Legislativa de Mato Grosso ganhou uma nova deputada, a geóloga e professora Sheila Klener Jorge de Souza (PSDB), que tomou posse nesta quarta-feira (9/8) e exercerá o mandato parlamentar durante a licença do titular Carlos Avallone (PSDB). Sheila Klener é a 14ª mulher a ocupar uma cadeira na Assembleia e com a posse, a ALMT volta a contar com duas deputadas, fato que não acontecia há 8 anos.
Em seu discurso de posse, a nova deputada afirmou que vai fazer do mandato uma oportunidade para trabalhar pelos direitos e interesses de todas as mulheres mato-grossenses. “Quero reafirmar meu compromisso de ser uma voz ativa na defesa de nossos direitos e no combate a todas as formas de violência e discriminação. Buscarei medidas concretas para promover a igualdade de gênero, ampliar a participação feminina na política e garantir acesso a oportunidades e serviços que proporcionem autonomia e afirmação. A luta pela equidade de gênero é uma luta de todos e juntos avançaremos rumo a uma sociedade mais justa e inclusiva”.
Professora e servidora da Sema/MT, quer representar também os servidores públicos. “Precisamos destacar a importância e o valor inestimável dos servidores públicos de Mato Grosso. Somos nós, com nosso trabalho dedicado e comprometido, que movemos a máquina pública levando serviços essenciais à população. Lutarei pela valorização dos servidores através da melhoria das condições de trabalho e garantia de direitos. Estarei aqui no Parlamento fortalecendo a categoria, buscando as melhorias necessárias e o justo reconhecimento pelo trabalho dos servidores públicos”.
Em seguida a deputada destacou o setor mineral de Mato Grosso, que desempenha um papel fundamental na economia regional. “O Estado deve incentivar a utilização responsável dos recursos naturais, garantindo a preservação ambiental e promovendo a sustentabilidade. Meu trabalho sempre foi incansável na busca de alternativas para impulsionar esse setor, que devem focar principalmente na geração de emprego e renda para a população”.
Sheila Klener também citou a educação como uma de suas principais bandeiras. “Sou professora e por isso não posso deixar de destacar minha confiança na educação, base de qualquer desenvolvimento duradouro. Vou trabalhar pela melhoria da qualidade da educação em Mato Grosso, com foco em uma boa infraestrutura, formação adequada de professores e acesso igualitário ao conhecimento. A educação é o melhor caminho para uma sociedade mais justa e próspera”, destacou.
A nova deputada agradeceu ao deputado Avallone pela oportunidade de assumir o mandato parlamentar. “Avallone reafirmou sua condição de um líder que faz política da forma correta, honrando o compromisso assumido com os candidatos do partido e oportunizando a chegada de mais uma representante das mulheres, a maioria da população e do eleitorado”, disse Sheila.
Para o deputado agora licenciado Carlos Avallone, “o PSDB se renova e fortalece com a força das mulheres. Como presidente do PSDB-MT, tenho trabalhado para estimular a presença de mais mulheres na política, pois elas representam um olhar diferenciado sobre as necessidades da mulher, das adolescentes, das crianças e dos idosos, enfim, das famílias mato-grossenses. Mais mulheres significam mais ações efetivas em defesa da maioria da população” e tenho a certeza que a deputada Sheila será uma eficiente defensora dos interesses do eleitorado feminino”, disse Avallone.
Currículo
Sheila Klener é natural de Rondonópolis, mas cresceu em Jaciara, no Vale do São Lourenço. Graduada em Geologia pela UFMT e Mestre em Geociências, é presidente da Associação dos Geólogos de MT (Agemat) e vice-presidente da Federação Brasileira de Geólogos. É servidora pública concursada na Secretaria de Estado de Meio Ambiente há 17 anos. Filha da professora Maria Jorge e do sr. Gerson Rodrigues, também cursou Magistério e atuou como professora universitária durante quinze anos.
Fonte: ALMT – MT
Política
TJMT condena Cattani a indenizar associação LGBTQIA+ e publicar retratação

A Quarta Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso condenou o deputado estadual Gilberto Cattani (PL) ao pagamento de R$ 20 mil por danos morais, além da obrigação de publicar uma retratação em seu perfil no Instagram. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (15), após análise de recurso movido pela associação MT Queer.
O colegiado seguiu, de forma unânime, o voto do desembargador Rubens de Oliveira Santos Filho, que divergiu inicialmente da relatora Serly Marcondes Alves. Em primeira instância, a entidade havia tido o pedido negado, cenário que se repetiu em decisão inicial no próprio tribunal. No entanto, após pedido de vista, Rubens apresentou voto favorável à associação, posteriormente acompanhado pela relatora, consolidando o entendimento unânime da Câmara.
No voto, o desembargador destacou que o parlamentar possui histórico de manifestações consideradas polêmicas e apontou que, neste caso, houve extrapolação dos limites da atuação política. Segundo ele, as declarações não configuram exercício legítimo da função parlamentar, mas sim conteúdo discriminatório. “É nítido que o tom adotado não se caracteriza como crítica administrativa ou política, mas revela conteúdo de segregação e preconceito”, afirmou.
A ação tem origem em um vídeo publicado por Cattani em novembro de 2023, no qual ele criticava um curta-metragem produzido pela MT Queer. O material retratava a relação afetiva entre dois jovens e, segundo o deputado, estaria “incentivando” comportamentos entre estudantes. A interpretação foi contestada pela entidade, que acionou a Justiça alegando discurso discriminatório.
Para o relator do voto vencedor, o caso não se enquadra na proteção da imunidade parlamentar. Ele classificou a conduta como manifestação de “intolerância odiosa”, ressaltando que não há nexo funcional que justifique o conteúdo das declarações no âmbito do exercício do mandato.
Além da indenização, que será acrescida de juros e correção monetária, o deputado deverá publicar uma retratação em sua conta no Instagram por, no mínimo, 15 dias. O descumprimento poderá gerar multa diária de R$ 1 mil.
A decisão, proferida em segunda instância, ainda pode ser alvo de recursos. Caso seja mantida até o trânsito em julgado, o caso poderá ter desdobramentos na esfera eleitoral, com eventual análise à luz da Lei da Ficha Limpa, dependendo do entendimento sobre eventual incitação ao ódio e suas implicações jurídicas.
Fonte Folhamax
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