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Política

Reforma da Previdência é insuficiente para conter a dívida, diz Fitch

A reforma da Previdência será insuficiente para reduzir significativamente os déficits fiscais no curto prazo e estabilizar a dívida pública, apontou a Fitch Ratings em relatório nesta quinta-feira (8). A agência de classificação de riscos aponta a necessidade de o país tomar medidas fiscais adicionais para alcançar a meta de equilíbrio no endividamento.

Para a Fitch, a aprovação da reforma da Previdência em segundo turno na Câmara dos Deputados sinaliza um amplo consenso político a favor das reformas. Marca ainda um importante passo na direção de endereçar um ponto chave para reduzir as incertezas da política fiscal.

Como consequência, o avanço deve ajudar a elevar a confiança de investidores e das empresas por sinalizar que a classe política é capaz de aprovar legislações complexas, mas necessárias para controlar as pressões fiscais de longo prazo.

Os analista, porém, fazem um alerta: “A reforma da Previdência por si só é insuficiente para estabilizar o peso da dívida do governo e haverá necessidade de reformas adicionais para impulsionar as perspectivas de crescimento”.

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A expectativa é que o crescimento do déficit primário do governo geral, de 1,6% do PIB em 2018, não se estabilize nos próximos dois anos. A economia com a reforma da Previdência pode não levar a uma aceleração significativa no ritmo gradual da consolidação fiscal.

Um crescimento do PIB mais elevado, que resulte em receitas mais altas, a retirada de desonerações tributárias e medidas adicionais para assegurar o cumprimento da regra do teto seriam importantes para uma diminuição da taxa de gastos primários sobre o PIB. Seriam medidas necessária para o Brasil alcançar um superávit primário capaz de estabilizar e reduzir a relação dívida pública/PIB, considera a Fitch.

Há fatores estruturais que desafiam uma recuperação mais rápida da economia: a baixa taxa de investimentos, o custo de fazer negócios no Brasil, a alta da dívida pública e a desalavancagem do setor privado. Além disso, os preços das commodities não devem subir de maneira intensa a ponto de impulsionar a entrada de recursos e a demanda doméstica, avaliam os analistas.

Para a agência, o crescimento potencial está abaixo de 2%, entre oa mais baixos dos maiores mercados emergentes. A recuperação“vai requerer uma elevação maior na taxa de investimento e um crescimento mais forte da produtividade”.

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De acordo com a agência, a intenção do governo de realizar uma simplificação tributária, privatizações, desenvolvimento de infraestrutura por meio de concessões à iniciativa privada e a liberalização comercial são sinais positivos. A ressalva é de que o ritmo de implementação é incerto.

G1

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Política

Lula e Flávio Bolsonaro participam de eventos em Mato Grosso no mesmo dia

Os dois principais candidatos à presidência deverão estar, no mesmo dia, em Mato Grosso. Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que tentará a reeleição, e o senador Flávio Bolsonaro (PL) cumprirão agendas no estado no próximo dia 20.

Lula estará na inauguração do Terminal Ferroviário da Rumo, no entorno da BR-070, município de Dom Aquino. A solenidade marca a entrega da primeira etapa da ferrovia estadual que, quando pronta, ligará os municípios de Rondonópolis a Lucas do Rio Verde. A inauguração estava marcada para o próximo dia 19, mas foi alterada justamente para que Lula pudesse participar do evento.

O novo terminal terá capacidade para movimentar até 10 milhões de toneladas de grãos por ano, ampliando a capacidade logística do Estado e reduzindo a dependência do transporte rodoviário. Apenas nesta primeira etapa foram investidos R$ 5 bilhões.

Já a vinda de Flávio foi confirmada pelo próprio senador, que participará de mais uma edição a Marcha para Jesus, evento voltado ao público evangélico, realizado em Cuiabá. Os organizadores do ato, que será realizado na tarde do dia 20, também confirmaram a presença de diversos políticos mato-grossenses de direita. (RD News)

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