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Política

Mourão diz que Bolsonaro foi ‘mal interpretado’ sobre reduzir idade mínima para mulher se aposentar

O vice-presidente Hamilton Mourão afirmou nesta sexta-feira (1º) que o presidente Jair Bolsonaro foi “mal interpretado” ao mencionar a possibilidade de reduzir, na proposta de reforma da Previdência, a idade mínima para a aposentadoria de mulheres.

Ao participar de um café com jornalistas nesta quinta (28), Bolsonaro admitiu que pode rever alguns pontos da proposta. O presidente, contudo, destacou que o projeto não pode ser desfigurado.

A proposta do governo enviada à Câmara fixa a idade mínima de 62 anos para as mulheres poderem se aposentar, ao final do período de transição de 12 anos. Bolsonaro chegou a admitir reduzir a idade para algo em torno de 60 anos.

Mourão participou do café e, nesta sexta, foi indagado sobre o assunto. Segundo o vice-presidente, Bolsonaro foi “mal interpretado” porque somente “mostrou” que há pontos para negociar com o Congresso.

“Eu acho que aquilo foi mal interpretado até, não é. O presidente mostrou que tem coisas que o Congresso poderá mudar ou negociar. Foi isso, nesse aspecto. Não que ele concorde”, disse Mourão nesta sexta.

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Bolsonaro também admitiu modificar trecho da reforma sobre o Benefício de Prestação Continuada (BPC) para idosos carentes.

Reforma

A proposta de emenda à Constituição (PEC) da reforma da Previdência foi entregue por Bolsonaro na semana passada ao Congresso.

A reforma, considerada fundamental para auxiliar a equilibrar as contas públicas, será analisada pela Câmara, onde precisará ser aprovada com os votos de ao menos 308 dos 513 deputados. Em seguida, o texto seguirá ao Senado, com a exigência da aprovação com os votos de 49 dos 81 senadores.

Segundo os blogs dos jornalistas Gerson Camarotti e Valdo Cruz, parlamentares e técnicos do governo acreditam ser cedo para Bolsonaro aceitar mudar pontos da reforma, sob o risco de desidratar o projeto.

Idas e vindas

Desde a campanha eleitoral de 2018, Bolsonaro vai e volta com anúncios em diferentes áreas. Relembre alguns exemplos:

  • Bolsonaro afirmou que teria “no máximo” 15 ministérios. O governo tem 22 pastas;
  • Após a eleição, Bolsonaro afirmou que o Brasil mudaria a embaixada em Israel de Tel Aviv para Jerusalém. A mudança ainda não foi realizada;
  • Bolsonaro disse que o Ministério do Trabalho deixaria de ser ministério, voltou atrás e acabou por extinguir a pasta, que teve as funções divididas;
  • Bolsonaro disse durante a campanha que uniria as pastas da Agricultura e do Meio Ambiente, mas desistiu da ideia;
  • Bolsonaro afirmou na campanha que poderia retirar o Brasil do Acordo de Paris sobre o clima. Em Davos, já empossado, o presidente disse que, por ora, manterá o Brasil no acordo.
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G1

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Política

TJMT condena Cattani a indenizar associação LGBTQIA+ e publicar retratação

A Quarta Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso condenou o deputado estadual Gilberto Cattani (PL) ao pagamento de R$ 20 mil por danos morais, além da obrigação de publicar uma retratação em seu perfil no Instagram. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (15), após análise de recurso movido pela associação MT Queer.

O colegiado seguiu, de forma unânime, o voto do desembargador Rubens de Oliveira Santos Filho, que divergiu inicialmente da relatora Serly Marcondes Alves. Em primeira instância, a entidade havia tido o pedido negado, cenário que se repetiu em decisão inicial no próprio tribunal. No entanto, após pedido de vista, Rubens apresentou voto favorável à associação, posteriormente acompanhado pela relatora, consolidando o entendimento unânime da Câmara.

No voto, o desembargador destacou que o parlamentar possui histórico de manifestações consideradas polêmicas e apontou que, neste caso, houve extrapolação dos limites da atuação política. Segundo ele, as declarações não configuram exercício legítimo da função parlamentar, mas sim conteúdo discriminatório. “É nítido que o tom adotado não se caracteriza como crítica administrativa ou política, mas revela conteúdo de segregação e preconceito”, afirmou.

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A ação tem origem em um vídeo publicado por Cattani em novembro de 2023, no qual ele criticava um curta-metragem produzido pela MT Queer. O material retratava a relação afetiva entre dois jovens e, segundo o deputado, estaria “incentivando” comportamentos entre estudantes. A interpretação foi contestada pela entidade, que acionou a Justiça alegando discurso discriminatório.

Para o relator do voto vencedor, o caso não se enquadra na proteção da imunidade parlamentar. Ele classificou a conduta como manifestação de “intolerância odiosa”, ressaltando que não há nexo funcional que justifique o conteúdo das declarações no âmbito do exercício do mandato.

Além da indenização, que será acrescida de juros e correção monetária, o deputado deverá publicar uma retratação em sua conta no Instagram por, no mínimo, 15 dias. O descumprimento poderá gerar multa diária de R$ 1 mil.

A decisão, proferida em segunda instância, ainda pode ser alvo de recursos. Caso seja mantida até o trânsito em julgado, o caso poderá ter desdobramentos na esfera eleitoral, com eventual análise à luz da Lei da Ficha Limpa, dependendo do entendimento sobre eventual incitação ao ódio e suas implicações jurídicas.

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Fonte Folhamax

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