Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

Política

Ministro da Educação diz que aplicador vazou foto do Enem

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, informou que um aplicador de provas vazou a foto de uma página do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2019 que circulou nas redes sociais na tarde deste domingo (3), primeiro dia de provas.

“A gente supõe que essa pessoa pegou a prova de ausentes e tirou foto da página da redação. Eu mesmo já tinha divulgado o tema, quando ele divulgou essas fotos, e agora ele vai ter que responder na Justiça. Vamos pegar essa pessoa e vamos atrás dela”, declarou o ministro.

Segundo sua avaliação, não houve dano nenhum por conta do vazamento. “Ninguém foi lesado. Mas houve a tentativa de macular, colocar em xeque. Foi um péssimo profissional. Mexe coma vida de cinco milhões e famílias. A gente vai localizar”, acrescentou.

Ele afirmou, ainda, que esse aplicador é uma “pessoa vil, baixa, pessoa má, que abusou da confiança dos outros”. “Estamos muito próximos de chegar à pessoa e ela vai enfrentar toda as consequências legais de seus atos”, disse Weintraub.

Em seguida, o ministro da Educação afirmou que o governo vai buscar “escangalhar o máximo a vida dele [do vazador]”.

“Eu sou uma pessoa que acho que as punições no Brasil são leves. Então a gente vai fazer praticamente tudo o que a gente puder fazer (…) Se der pra fazer criminal, cível, absolutamente tudo o que a gente puder fazer para essa pessoa se arrepender amargamente de um dia vir ao mundo”, disse.

Afirmou, também, que “não estamos no Império Romano” e que, portanto, “não existe mais empalamento nem crucificação”. E concluiu: “mas ele vai pagar por todos os pecados dessa vida”.

Leia Também:  Vereador é agredido por deputado federal durante sessão na Câmara Municipal de PB

Prova sem ‘polêmica’

O ministro também afirmou que não houve “nada polêmico” no Enem deste ano. “Como deveria, ser. Sem doutrinação, sem ‘forçação’ de barra, respeita os indivíduos, pessoas e famílias. Não ficar doutrinando, buscando polêmica. Até o pessoal mais à esquerda não está criticando”, disse.

No ano passado, ainda antes de tomar posse, mas já eleito, Jair Bolsonaro afirmou tomaria conhecimento do conteúdo do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) antes da aplicação da prova a partir deste ano, já como presidente da República.

Ele deu a declaração ao falar sobre uma questão no Enem deste ano que abordou o pajubá, conjunto de expressões associadas aos gays e aos travestis.

“Esta prova do Enem – vão falar que eu estou implicando, pelo amor de Deus –, este tema da linguagem particular daquelas pessoas, o que temos a ver com isso, meu Deus do céu? Quando a gente vai ver a tradução daquelas palavras, um absurdo, um absurdo! Vai obrigar a molecada a se interessar por isso agora para o Enem do ano que vem?”, indagou Bolsonaro, naquele momento.

Neste domingo (3), o ministro Weintraub afirmou que tanto ele, quanto o presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Alexandre Lopes, tiveram “contato” com a prova somente hoje.

“Nossas orientações eram para que fosse possível fazer uma prova para selecionar as pessoas mais qualificadas. O objetivo do Enem é separar os mais qualificados”, disse o ministro.

Números do Enem

De acordo com o Inep, 376 candidatos foram eliminados neste primeiro dia do Enem 2019.

Informou ainda que 3,920 milhões de candidatos fizeram a prova neste domingo (3), de um total de 5,09 milhões de candidatos – o que representa um índice de presença de 77%, e abstenção de 23%. O ministro Weintraub informou que esse foi o mais baixo índice de abstenção da história do Enem.

Leia Também:  Moro diz que lei pode ser alterada para levar à Justiça comum crimes ligados ao caixa 2

O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2019 foi realizado neste domingo (3), e tem nova fase marcada para o dia 10 de novembro. O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) aplicou a prova em 10.133 locais, em 1.727 municípios brasileiros.

Hoje, foram aplicadas 45 questões de linguagens, 45 questões de ciências humanas e a redação – cujo tema foi “democratização do acesso ao cinema no Brasil”.

No próximo fim de semana, o exame abrangerá 45 questões de ciências da natureza e 45 questões de matemática.

No total, 5.095.308 candidatos estão inscritos e, segundo balanço do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgado ao G1, 4.605.641 já tinham visto o local de provas até as 8h30 deste domingo.

O Inep lembrou que os gabaritos oficiais e os Cadernos de Questões, em todas as suas versões, serão publicados em 13 de novembro, em seu portal ou pelo aplicativo do Enem.

Os participantes poderão acessar os materiais pelo portal do Inep ou pelo aplicativo do Enem. No total, são seis gabaritos para cada dia e seis Cadernos de Questões, de acordo com as cores da prova e opções acessíveis. Os participantes deverão ficar atentos para conferir o gabarito relativo à cor de prova que fez em cada domingo de aplicação.

G1

COMENTE ABAIXO:
Propaganda
Clique para comentar

Você precisa estar logado para postar um comentário Login

Deixe uma resposta

Política

TJMT condena Cattani a indenizar associação LGBTQIA+ e publicar retratação

A Quarta Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso condenou o deputado estadual Gilberto Cattani (PL) ao pagamento de R$ 20 mil por danos morais, além da obrigação de publicar uma retratação em seu perfil no Instagram. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (15), após análise de recurso movido pela associação MT Queer.

O colegiado seguiu, de forma unânime, o voto do desembargador Rubens de Oliveira Santos Filho, que divergiu inicialmente da relatora Serly Marcondes Alves. Em primeira instância, a entidade havia tido o pedido negado, cenário que se repetiu em decisão inicial no próprio tribunal. No entanto, após pedido de vista, Rubens apresentou voto favorável à associação, posteriormente acompanhado pela relatora, consolidando o entendimento unânime da Câmara.

No voto, o desembargador destacou que o parlamentar possui histórico de manifestações consideradas polêmicas e apontou que, neste caso, houve extrapolação dos limites da atuação política. Segundo ele, as declarações não configuram exercício legítimo da função parlamentar, mas sim conteúdo discriminatório. “É nítido que o tom adotado não se caracteriza como crítica administrativa ou política, mas revela conteúdo de segregação e preconceito”, afirmou.

Leia Também:  ALMT aprova projeto que facilita a obtenção do CAR para pequenos produtores

A ação tem origem em um vídeo publicado por Cattani em novembro de 2023, no qual ele criticava um curta-metragem produzido pela MT Queer. O material retratava a relação afetiva entre dois jovens e, segundo o deputado, estaria “incentivando” comportamentos entre estudantes. A interpretação foi contestada pela entidade, que acionou a Justiça alegando discurso discriminatório.

Para o relator do voto vencedor, o caso não se enquadra na proteção da imunidade parlamentar. Ele classificou a conduta como manifestação de “intolerância odiosa”, ressaltando que não há nexo funcional que justifique o conteúdo das declarações no âmbito do exercício do mandato.

Além da indenização, que será acrescida de juros e correção monetária, o deputado deverá publicar uma retratação em sua conta no Instagram por, no mínimo, 15 dias. O descumprimento poderá gerar multa diária de R$ 1 mil.

A decisão, proferida em segunda instância, ainda pode ser alvo de recursos. Caso seja mantida até o trânsito em julgado, o caso poderá ter desdobramentos na esfera eleitoral, com eventual análise à luz da Lei da Ficha Limpa, dependendo do entendimento sobre eventual incitação ao ódio e suas implicações jurídicas.

Leia Também:  Dr. Gimenez garante emenda para de duplicação da MT 175 e pavimentação da 339

Fonte Folhamax

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

polícia

política

Cidades

ESPORTES

Saúde

É Direito

MAIS LIDAS DA SEMANA