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Política

Maia diz que Temer ‘operou’ impeachment de Dilma e que Bolsonaro está mais conciliador

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse neste sábado (5) que o ex-presidente Michel Temer (MDB) ‘operou’ o impeachment de Dilma Rousseff (PT) ocorrido em agosto de 2016. Maia avalia que Temer ’errou’ porque ‘Dilma ia cair de qualquer jeito’. Maia participou de um evento promovido pela Revista Piauí em São Paulo.

“É óbvio que o Michel operou o processo de impeachment politicamente”, disse Maia sobre Temer. “A forma de governar no processo de impeachment operado não parece o melhor modelo.”

“Acho que ele errou porque a Dilma ia cair de qualquer jeito diante de todas as situações de governar. Mas você organizar o processo de alguma forma sinalizando espaço eu acho que te limita um momento de necessidade de reformar o Brasil.”

“Ele acabou dando sorte porque teve bons ministros que ninguém dava nada por eles como próprio Mendonça {Filho] na educação mas poderia não ter dado a sorte e ter feito uma pactuação política e liderar um governo com muita dificuldade.”

O processo de impeachment foi iniciado pelo então presidente da Câmara Eduardo Cunha (MDB) que deixou o cargo em maio de 2016. Maia assumiu no mês seguinte, dois meses antes de Dilma deixar a Presidência. Temer era vice de Dilma.

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“Eu como principal beneficiado poderia operar um parlamento para derrubar um presidente da República não considerei o melhor dos caminhos. Operar um processo de destituição de um presidente seria negociar o governo. Se eu tivesse que ficar presidente pelo menos seis meses seria com liberdade para reformar o governo. Não acho que seria razoável nem para o Brasil.”

“Não tive medo nenhum. Ao contrário, 9 de cada 10 políticos comandariam impeachment aprovação da denúncia. Eu acho que eu fiz o contrário mostra que as ambições pessoais não podem estar acima do cargo que ocupava.”

“Eu como principal beneficiado poderia operar um parlamento para derrubar um presidente da República não considerei o melhor dos caminhos. Operar um processo de destituição de um presidente seria negociar o governo. Se eu tivesse que ficar presidente pelo menos seis meses seria com liberdade para reformar o governo. Não acho que seria razoável nem para o Brasil.”

“Não tive medo nenhum. Ao contrário, 9 de cada 10 políticos comandariam impeachment aprovação da denúncia. Eu acho que eu fiz o contrário mostra que as ambições pessoais não podem estar acima do cargo que ocupava.”

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Bolsonaro conciliador

Perguntado sobre Jair Bolsonaro (PSL), Maia disse que o governo do atual presidente começou “muito radicalizado e ao longo do tempo ele vai indo para estabilidade”.

“Ele (Bolsonaro) começa muito estimulado por esse núcleo de rede social dele, indo para o confronto, e logo em março nós tivemos o primeiro embate. A decisão da reação não foi aprofundar o confronto, de radicalizar mais.”

“Eu acho que a gente foi gerando os limites e eu acredito que nos últimos meses, pelo menos nos discursos, o Presidente faz um discurso mais conciliador.”

Maia disse que Bolsonaro viu que na Democracia não se consegue governar sozinho, precisa do Supremo, Congresso, das instituições.”

G1

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Política

TJMT condena Cattani a indenizar associação LGBTQIA+ e publicar retratação

A Quarta Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso condenou o deputado estadual Gilberto Cattani (PL) ao pagamento de R$ 20 mil por danos morais, além da obrigação de publicar uma retratação em seu perfil no Instagram. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (15), após análise de recurso movido pela associação MT Queer.

O colegiado seguiu, de forma unânime, o voto do desembargador Rubens de Oliveira Santos Filho, que divergiu inicialmente da relatora Serly Marcondes Alves. Em primeira instância, a entidade havia tido o pedido negado, cenário que se repetiu em decisão inicial no próprio tribunal. No entanto, após pedido de vista, Rubens apresentou voto favorável à associação, posteriormente acompanhado pela relatora, consolidando o entendimento unânime da Câmara.

No voto, o desembargador destacou que o parlamentar possui histórico de manifestações consideradas polêmicas e apontou que, neste caso, houve extrapolação dos limites da atuação política. Segundo ele, as declarações não configuram exercício legítimo da função parlamentar, mas sim conteúdo discriminatório. “É nítido que o tom adotado não se caracteriza como crítica administrativa ou política, mas revela conteúdo de segregação e preconceito”, afirmou.

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A ação tem origem em um vídeo publicado por Cattani em novembro de 2023, no qual ele criticava um curta-metragem produzido pela MT Queer. O material retratava a relação afetiva entre dois jovens e, segundo o deputado, estaria “incentivando” comportamentos entre estudantes. A interpretação foi contestada pela entidade, que acionou a Justiça alegando discurso discriminatório.

Para o relator do voto vencedor, o caso não se enquadra na proteção da imunidade parlamentar. Ele classificou a conduta como manifestação de “intolerância odiosa”, ressaltando que não há nexo funcional que justifique o conteúdo das declarações no âmbito do exercício do mandato.

Além da indenização, que será acrescida de juros e correção monetária, o deputado deverá publicar uma retratação em sua conta no Instagram por, no mínimo, 15 dias. O descumprimento poderá gerar multa diária de R$ 1 mil.

A decisão, proferida em segunda instância, ainda pode ser alvo de recursos. Caso seja mantida até o trânsito em julgado, o caso poderá ter desdobramentos na esfera eleitoral, com eventual análise à luz da Lei da Ficha Limpa, dependendo do entendimento sobre eventual incitação ao ódio e suas implicações jurídicas.

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Fonte Folhamax

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