Política
Juliano Moreno é o próximo entrevistado do programa Palavra Literária
Foto: Arte/ALMT / Arte/ALMT
O entrevistado do próximo episódio do programa “Palavra Literária” é o contista, poeta, professor e produtor cultural Juliano Moreno Kersul de Carvalho. O programa vai ao ar neste sábado (7), na TV Assembleia (TVAL), canais 30.1 e 30.2.
Juliano concluiu a graduação em Direito e o mestrado em História na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). Agora, está finalizando o doutorado em Direitos Humanos e Meio Ambiente pela Universidade do Pará (UFPA).
Nos períodos em que não está se dedicando à Literatura e à Cultura, Juliano encontra-se nas salas de aula. Atualmente, atua como professor de Filosofia do Direito no campus da Universidade de Mato Grosso (Unemat), em Cáceres. É também produtor cultural do projeto Palavra Aberta e editor da revista literária Fagulha.
Em suas produções, o escritor procura “traduzir a sua jornada”, na tentativa de fazer com que as pessoas que as consomem consigam enxergar os fatos a partir das suas lentes.
“Eu penso a arte muito nesse espaço da criação da realidade por um afeto da memória. Então, toda vez que eu vou produzir qualquer coisa, eu parto
dessa sensibilidade artística, mesmo ciência. Então, emular, a partir da linguagem, a experiência que eu estou tendo com o mundo”, relata.
Em 2002, Juliano Moreno publicou a coletânea de contos “Na Margem Esquerda do Rio”, em parceria com o professor Mário Cezar Silva Leite. A obra surgiu a partir de um evento realizado dois anos antes com o objetivo de divulgar e promover autores da Literatura mato-grossense.
Lançado em dezembro de 2020, “Passageiro Interior” é o livro mais recente do escritor e marca o seu retorno à cena literária, após muitos anos afastado em razão de suas atividades docentes e de pesquisa acadêmica.
A obra e o autor receberam críticas positivas em uma resenha na coluna “A literatura na poltrona”, de José Castello, no jornal Rascunho, prestigiado periódico literário brasileiro. Sempre com muito bom humor, Juliano conta que o livro foi escrito enquanto andava de ônibus.
“Eu sou daquelas pessoas que aprendeu a ler enquanto anda. Só que isso não é recomendável que você bate em poste, atropela cachorro, mas é uma coisa que a gente faz porque ler é uma escolha. Então você lê no tempo que você tem e o ônibus é um objeto de estudo estético muito interessante”, diz.
As reprises do programa “Palavra Literária” são transmitidas aos domingos (11h30 / 21h), terças (12h30 / 22h) e sextas-feiras (12h30 / 22h).
Política
TJMT condena Cattani a indenizar associação LGBTQIA+ e publicar retratação

A Quarta Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso condenou o deputado estadual Gilberto Cattani (PL) ao pagamento de R$ 20 mil por danos morais, além da obrigação de publicar uma retratação em seu perfil no Instagram. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (15), após análise de recurso movido pela associação MT Queer.
O colegiado seguiu, de forma unânime, o voto do desembargador Rubens de Oliveira Santos Filho, que divergiu inicialmente da relatora Serly Marcondes Alves. Em primeira instância, a entidade havia tido o pedido negado, cenário que se repetiu em decisão inicial no próprio tribunal. No entanto, após pedido de vista, Rubens apresentou voto favorável à associação, posteriormente acompanhado pela relatora, consolidando o entendimento unânime da Câmara.
No voto, o desembargador destacou que o parlamentar possui histórico de manifestações consideradas polêmicas e apontou que, neste caso, houve extrapolação dos limites da atuação política. Segundo ele, as declarações não configuram exercício legítimo da função parlamentar, mas sim conteúdo discriminatório. “É nítido que o tom adotado não se caracteriza como crítica administrativa ou política, mas revela conteúdo de segregação e preconceito”, afirmou.
A ação tem origem em um vídeo publicado por Cattani em novembro de 2023, no qual ele criticava um curta-metragem produzido pela MT Queer. O material retratava a relação afetiva entre dois jovens e, segundo o deputado, estaria “incentivando” comportamentos entre estudantes. A interpretação foi contestada pela entidade, que acionou a Justiça alegando discurso discriminatório.
Para o relator do voto vencedor, o caso não se enquadra na proteção da imunidade parlamentar. Ele classificou a conduta como manifestação de “intolerância odiosa”, ressaltando que não há nexo funcional que justifique o conteúdo das declarações no âmbito do exercício do mandato.
Além da indenização, que será acrescida de juros e correção monetária, o deputado deverá publicar uma retratação em sua conta no Instagram por, no mínimo, 15 dias. O descumprimento poderá gerar multa diária de R$ 1 mil.
A decisão, proferida em segunda instância, ainda pode ser alvo de recursos. Caso seja mantida até o trânsito em julgado, o caso poderá ter desdobramentos na esfera eleitoral, com eventual análise à luz da Lei da Ficha Limpa, dependendo do entendimento sobre eventual incitação ao ódio e suas implicações jurídicas.
Fonte Folhamax
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