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Política

Janaina não vê problema com candidatura do sogro: “ele toca o projeto dele e eu o meu”

Disposta a enfrentar a disputa por uma vaga ao Senado em 2026, a deputada estadual Janaina Riva (MDB) não vê problemas na relação com o seu sogro, o senador Wellington Fagundes (PL), “dentro de casa” por questões políticas. O liberal almeja ser o candidato da direita ao Governo do Estado, com o apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e deve ter um outro candidato ao Senado dentro de seu partido.

Apesar disso, Janaina garante que “dentro de casa” é cada um no seu quadrado.

“Ele quer ser candidato e não quer deixar de ser candidato de jeito nenhum. Ele está na mesma posição do que eu. Estou esperando uma candidatura majoritária e ele também. Ele toca o projeto dele e eu toco o meu”, explicou.

Janaina disse ainda que, mais pra frente, ambos irão “ver” quem terá mais viabilidade eleitoral.

“Vamos ver lá na frente quem terá mais viabilidade eleitoral, mas a gente separa as coisas lá em casa, parece que não dá, mas…”, concluiu.

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Política

TJMT condena Cattani a indenizar associação LGBTQIA+ e publicar retratação

A Quarta Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso condenou o deputado estadual Gilberto Cattani (PL) ao pagamento de R$ 20 mil por danos morais, além da obrigação de publicar uma retratação em seu perfil no Instagram. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (15), após análise de recurso movido pela associação MT Queer.

O colegiado seguiu, de forma unânime, o voto do desembargador Rubens de Oliveira Santos Filho, que divergiu inicialmente da relatora Serly Marcondes Alves. Em primeira instância, a entidade havia tido o pedido negado, cenário que se repetiu em decisão inicial no próprio tribunal. No entanto, após pedido de vista, Rubens apresentou voto favorável à associação, posteriormente acompanhado pela relatora, consolidando o entendimento unânime da Câmara.

No voto, o desembargador destacou que o parlamentar possui histórico de manifestações consideradas polêmicas e apontou que, neste caso, houve extrapolação dos limites da atuação política. Segundo ele, as declarações não configuram exercício legítimo da função parlamentar, mas sim conteúdo discriminatório. “É nítido que o tom adotado não se caracteriza como crítica administrativa ou política, mas revela conteúdo de segregação e preconceito”, afirmou.

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A ação tem origem em um vídeo publicado por Cattani em novembro de 2023, no qual ele criticava um curta-metragem produzido pela MT Queer. O material retratava a relação afetiva entre dois jovens e, segundo o deputado, estaria “incentivando” comportamentos entre estudantes. A interpretação foi contestada pela entidade, que acionou a Justiça alegando discurso discriminatório.

Para o relator do voto vencedor, o caso não se enquadra na proteção da imunidade parlamentar. Ele classificou a conduta como manifestação de “intolerância odiosa”, ressaltando que não há nexo funcional que justifique o conteúdo das declarações no âmbito do exercício do mandato.

Além da indenização, que será acrescida de juros e correção monetária, o deputado deverá publicar uma retratação em sua conta no Instagram por, no mínimo, 15 dias. O descumprimento poderá gerar multa diária de R$ 1 mil.

A decisão, proferida em segunda instância, ainda pode ser alvo de recursos. Caso seja mantida até o trânsito em julgado, o caso poderá ter desdobramentos na esfera eleitoral, com eventual análise à luz da Lei da Ficha Limpa, dependendo do entendimento sobre eventual incitação ao ódio e suas implicações jurídicas.

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Fonte Folhamax

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