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Governo está mobilizando senadores para votar MP sobre fraudes no INSS, diz Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro afirmou neste domingo (2) que o governo está mobilizando senadores para garantir a aprovação da medida provisória que estabelece um pente-fino em benefícios previdenciários.

A MP foi editada por Bolsonaro em 18 de janeiro e perderá validade nesta segunda-feira (3). Dessa forma, o Senado precisará aprovar o texto, sem promover alterações, em um dia que não costuma haver sessão deliberativa na Casa.

Se a proposta for alterada pelos senadores, terá de ser analisada novamente pela Câmara, o que praticamente inviabilizará a aprovação da medida. Caso o texto não seja aprovado a tempo, a medida deixará de valer.

“Estamos mobilizando os senadores para comparecer. Se Deus quiser, vai dar certo”, disse Bolsonaro ao chegar no Palácio da Alvorada neste domingo. O presidente passou o dia na residência oficial da Granja do Torto. em Brasília.

Inicialmente, a expectativa do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP) era fazer uma votação simbólica da MP na última quinta. Mas, diante da falta de senadores em plenário e da possibilidade de a oposição apresentar um pedido de verificação do quórum, a análise do texto foi adiada.

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A medida provisória alterou regras de concessão dos benefícios, entre os quais auxílio-reclusão, pensão por morte e aposentadoria rural. Também impôs a revisão de benefícios pagos atualmente pelo INSS.

Nos cálculos do governo, se aprovado, o texto poderá trazer uma economia aos cofres públicos de R$ 9,8 bilhões em 12 meses. O secretário especial da Previdência, Rogério Marinho, tem dito que a economia ainda vai crescer nos anos seguintes, mas sem fazer uma previsão exata do montante. Segundo ele, o governo não tem um “plano B” se a MP vencer.

“Agora vai ser essa operação telefone, liga para todo mundo, liga para líder, liga para senador, para tentar fazer essa movimentação para ter o quórum aqui suficiente para, caso haja um novo pedido de verificação, uma nominal, nós tenhamos gente no plenário para fazer isso”, afirmou na última quinta a líder do governo no Congresso, deputada Joice Hasselmanm (PSL-SP).

G1 Política

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TJMT condena Cattani a indenizar associação LGBTQIA+ e publicar retratação

A Quarta Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso condenou o deputado estadual Gilberto Cattani (PL) ao pagamento de R$ 20 mil por danos morais, além da obrigação de publicar uma retratação em seu perfil no Instagram. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (15), após análise de recurso movido pela associação MT Queer.

O colegiado seguiu, de forma unânime, o voto do desembargador Rubens de Oliveira Santos Filho, que divergiu inicialmente da relatora Serly Marcondes Alves. Em primeira instância, a entidade havia tido o pedido negado, cenário que se repetiu em decisão inicial no próprio tribunal. No entanto, após pedido de vista, Rubens apresentou voto favorável à associação, posteriormente acompanhado pela relatora, consolidando o entendimento unânime da Câmara.

No voto, o desembargador destacou que o parlamentar possui histórico de manifestações consideradas polêmicas e apontou que, neste caso, houve extrapolação dos limites da atuação política. Segundo ele, as declarações não configuram exercício legítimo da função parlamentar, mas sim conteúdo discriminatório. “É nítido que o tom adotado não se caracteriza como crítica administrativa ou política, mas revela conteúdo de segregação e preconceito”, afirmou.

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A ação tem origem em um vídeo publicado por Cattani em novembro de 2023, no qual ele criticava um curta-metragem produzido pela MT Queer. O material retratava a relação afetiva entre dois jovens e, segundo o deputado, estaria “incentivando” comportamentos entre estudantes. A interpretação foi contestada pela entidade, que acionou a Justiça alegando discurso discriminatório.

Para o relator do voto vencedor, o caso não se enquadra na proteção da imunidade parlamentar. Ele classificou a conduta como manifestação de “intolerância odiosa”, ressaltando que não há nexo funcional que justifique o conteúdo das declarações no âmbito do exercício do mandato.

Além da indenização, que será acrescida de juros e correção monetária, o deputado deverá publicar uma retratação em sua conta no Instagram por, no mínimo, 15 dias. O descumprimento poderá gerar multa diária de R$ 1 mil.

A decisão, proferida em segunda instância, ainda pode ser alvo de recursos. Caso seja mantida até o trânsito em julgado, o caso poderá ter desdobramentos na esfera eleitoral, com eventual análise à luz da Lei da Ficha Limpa, dependendo do entendimento sobre eventual incitação ao ódio e suas implicações jurídicas.

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Fonte Folhamax

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