Política
Fogo amigo foi fundamental para a queda de Levy
Joaquim Levy já estava na mira de integrantes da equipe econômica bem antes da decisão de nomear o advogado Marcos Barbosa Pinto para a diretoria de capitais do BNDES. No sábado, o presidente Jair Bolsonaro disse que a nomeação do novo diretor deveria ser revista, senão o próprio Levy seria demitido por ele.
Integrantes da equipe de Paulo Guedes, como Salim Mattar (secretário de Desestatização) e Pedro Guimarães (presidente da Caixa Econômica Federal), bombardeavam Levy nos bastidores — ataques que, com o passar do tempo, passaram a ter a concordância de Guedes.
A razão principal das críticas foi a ausência de um plano de vendas das participações do BNDESPar. Hoje, o braço de investimentos do BNDES tem mais de R$ 100 bilhões em participações em empresas como Petrobras, Vale e JBS.
Seguindo a lógica de enxugar os bancos públicos, a exemplo do que Guimarães vem fazendo na Caixa, Guedes esperava a venda significativa das ações nas mãos do BNDES — na equipe econômica há, inclusive, a defesa de que o BNDESPar deva ser extinto.
Levy, no entanto, não vinha demonstrando vontade de atender a demanda das vendas das participações. No BNDES, razões técnicas são levantadas para a demora em atender Guedes — como preço das ações da Vale, que está atualmente baixo em razão do acidente de Brumadinho, em janeiro.
Para ministério, Levy cedia a corporações
A análise feita no Ministério da Economia era a de que Levy cedia às corporações ligadas ao banco e resistia em enxugar a instituição, na contramão do que Guimarães vem fazendo.
Também contou para a saída de Levy a demora em devolver para o Tesouro repasses feitos para o banco durante as gestões do PT. O ex-presidente do banco havia devolvido em maio R$ 30 bilhões, mas Guedes esperava que fossem enviados R$ 126 bilhões em 2019.
Na sexta-feira, Guedes anunciou, com o presidente da Caixa, uma “despedalada” de R$ 3 bilhões da instituição, que foram enviados para o Tesouro.
No BNDES, havia cautela em relação à devolução dos repasses, o que poderia ser visto como uma outra pedalada, com o banco socorrendo o Tesouro em razão do rombo nas contas públicas e infringindo a Lei de Responsabilidade Fiscal.
No final de semana, Bolsonaro chegou a mencionar a questão, de maneira indireta, ao dizer que Levy já vinha “há algum tempo não sendo leal ao que foi combinado e ao que ele conhece a meu respeito”. “Ele está com a cabeça a prêmio já tem algum tempo”, completou o presidente, que nunca foi entusiasta da indicação de Levy, por ele ter atuado nas equipes econômicas de Lula, Dilma e Sérgio Cabral.
Levy também era cobrado pela militância bolsonarista de abrir a “caixa preta” dos empréstimos do BNDES, algo que constava do discurso de campanha de Bolsonaro. No banco, a avaliação é a de que a “caixa preta” foi aberta, com dados sobre os empréstimos disponibilizados (a Petrobras é a maior tomadora de recursos do banco).
G1
Política
Lula e Flávio Bolsonaro participam de eventos em Mato Grosso no mesmo dia

Os dois principais candidatos à presidência deverão estar, no mesmo dia, em Mato Grosso. Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que tentará a reeleição, e o senador Flávio Bolsonaro (PL) cumprirão agendas no estado no próximo dia 20.
Lula estará na inauguração do Terminal Ferroviário da Rumo, no entorno da BR-070, município de Dom Aquino. A solenidade marca a entrega da primeira etapa da ferrovia estadual que, quando pronta, ligará os municípios de Rondonópolis a Lucas do Rio Verde. A inauguração estava marcada para o próximo dia 19, mas foi alterada justamente para que Lula pudesse participar do evento.
O novo terminal terá capacidade para movimentar até 10 milhões de toneladas de grãos por ano, ampliando a capacidade logística do Estado e reduzindo a dependência do transporte rodoviário. Apenas nesta primeira etapa foram investidos R$ 5 bilhões.
Já a vinda de Flávio foi confirmada pelo próprio senador, que participará de mais uma edição a Marcha para Jesus, evento voltado ao público evangélico, realizado em Cuiabá. Os organizadores do ato, que será realizado na tarde do dia 20, também confirmaram a presença de diversos políticos mato-grossenses de direita. (RD News)
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