Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

Política

Entidades estudantis vão ao STJ contra cortes em universidades

A União Nacional dos Estudantes (UNE), a União Brasileira de Estudantes Secundários (Ubes) e a Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG) acionaram o Superior Tribunal de Justiça (STJ) contra o bloqueio de verbas de universidades federais anunciado pelo Ministério da Educação (MEC) na semana passada.

Por meio de um mandado de segurança coletivo, as entidades pretendem suspender a medida. A ação foi apresentada na segunda-feira (6) e já está sob análise do ministro Sérgio Kukina, que será o relator do caso no STJ.

Em nota, a UNE afirma: “Não podemos tolerar que continuem minando a autonomia de nossas universidades e a possibilidade de que exista produção de um pensamento crítico e científico”.

Polêmica

O corte de verbas destinadas a universidades federais foi anunciado no dia 30 de abril. Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, afirmou que reduziria em 30% os repasses a instituições que promovessem “balbúrdia”.

Inicialmente, a medida afetava apenas a Universidade de Brasília (UnB), a Universidade Federal Fluminense (UFF) e a Universidade Federal da Bahia (UFBA). No entanto, no mesmo dia o MEC divulgou nota afirmando que o corte seria aplicado em todas as universidades e institutos federais do Brasil.

Leia Também:  Dal Molin comemora destinação de recursos para obras de infraestrutura na região norte

Nesta terça (7), em audiência na Comissão de Educação do Senado, Weintraub afirmou que não estava realizando cortes mas “contingenciamento de gastos”. Segundo o ministro da Educação, a medida pode ser revertida em caso de aprovação da reforma da previdência e de melhora da economia no segundo semestre.

Protesto na UnB

Nesta tarde, alunos e representantes de movimentos sociais realizaram um protesto na Universidade de Brasília contra os cortes nas federais. Só na instituição já foram bloqueados R$ 48 milhões, ou seja, 40% dos recursos que deveriam ser repassados pelo MEC.

Desse total, R$ 43,9 milhões seriam destinados ao custeio da UnB, enquanto R$ 4,6 milhões foram retirados de verbas voltadas a investimentos na universidade. Entre os repasses feitos pelo MEC, só não foram bloqueados recursos da assistência estudantil, no valor de R$ 34 milhões.

A UnB afirma que está em contato com o ministério e espera reverter a situação. Porém, caso isso não seja possível, a instituição diz que os cortes terão “impactos diretos ao funcionamento da UnB ao longo de 2019, não obstante todo o esforço já empreendido, nos últimos dois anos, para reduzir despesas e otimizar a gestão dos recursos da Universidade”.

Leia Também:  MPF e Bolsonaro não recorrem, e processo contra o agressor Adélio Bispo é encerrado

G1

COMENTE ABAIXO:
Propaganda
Clique para comentar

Você precisa estar logado para postar um comentário Login

Deixe uma resposta

Política

TJMT condena Cattani a indenizar associação LGBTQIA+ e publicar retratação

A Quarta Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso condenou o deputado estadual Gilberto Cattani (PL) ao pagamento de R$ 20 mil por danos morais, além da obrigação de publicar uma retratação em seu perfil no Instagram. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (15), após análise de recurso movido pela associação MT Queer.

O colegiado seguiu, de forma unânime, o voto do desembargador Rubens de Oliveira Santos Filho, que divergiu inicialmente da relatora Serly Marcondes Alves. Em primeira instância, a entidade havia tido o pedido negado, cenário que se repetiu em decisão inicial no próprio tribunal. No entanto, após pedido de vista, Rubens apresentou voto favorável à associação, posteriormente acompanhado pela relatora, consolidando o entendimento unânime da Câmara.

No voto, o desembargador destacou que o parlamentar possui histórico de manifestações consideradas polêmicas e apontou que, neste caso, houve extrapolação dos limites da atuação política. Segundo ele, as declarações não configuram exercício legítimo da função parlamentar, mas sim conteúdo discriminatório. “É nítido que o tom adotado não se caracteriza como crítica administrativa ou política, mas revela conteúdo de segregação e preconceito”, afirmou.

Leia Também:  Ulysses Moraes indica implantação do programa profuncionário com IFMT

A ação tem origem em um vídeo publicado por Cattani em novembro de 2023, no qual ele criticava um curta-metragem produzido pela MT Queer. O material retratava a relação afetiva entre dois jovens e, segundo o deputado, estaria “incentivando” comportamentos entre estudantes. A interpretação foi contestada pela entidade, que acionou a Justiça alegando discurso discriminatório.

Para o relator do voto vencedor, o caso não se enquadra na proteção da imunidade parlamentar. Ele classificou a conduta como manifestação de “intolerância odiosa”, ressaltando que não há nexo funcional que justifique o conteúdo das declarações no âmbito do exercício do mandato.

Além da indenização, que será acrescida de juros e correção monetária, o deputado deverá publicar uma retratação em sua conta no Instagram por, no mínimo, 15 dias. O descumprimento poderá gerar multa diária de R$ 1 mil.

A decisão, proferida em segunda instância, ainda pode ser alvo de recursos. Caso seja mantida até o trânsito em julgado, o caso poderá ter desdobramentos na esfera eleitoral, com eventual análise à luz da Lei da Ficha Limpa, dependendo do entendimento sobre eventual incitação ao ódio e suas implicações jurídicas.

Leia Também:  CCJR retira quatro projetos de lei da ordem do dia

Fonte Folhamax

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

polícia

política

Cidades

ESPORTES

Saúde

É Direito

MAIS LIDAS DA SEMANA