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Política

Empate técnico anima Janaína Riva na disputa Majoritária em Mato Grosso

Levantamento Paraná Pesquisas aponta governador Mauro Mendes como favorito ao Senado em 2026

Com as eleições estaduais de 2026 já no horizonte, o cenário atual no Mato Grosso é de empate técnico triplo na disputa pelo governo do estado. O levantamento foi publicado nesta sexta-feira, 23, pelo instituto Paraná Pesquisas.

Segundo a pesquisa, a corrida estadual é nominalmente liderada pela deputada estadual Janaína Riva (MDB), que soma 21,9% das intenções de voto. Ela é seguida pelo senador Wellington Fagundes (PL), com 19,4%, e pelo vice-governador do estado, Otaviano Pivetta (Republicanos), com 16,9%. Dentro da margem de erro de 2,5 pontos percentuais (pp), os três nomes estão tecnicamente empatados na liderança.

Na sequência, aparecem os nomes do senador Jayme Campos (União Brasil), com 11,8%; do ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro (PSD), com 4,3%; do ex-deputado federal Odílio Balbinotti (MDB), com 4,2%; do ex-prefeito de Rondonópolis, José Carlos do Pátio (PSB), com 3,5%; e do deputado estadual Max Russi (PSB), com 2,4%.
Levantamento Paraná Pesquisas para o governo do Mato Grosso, publicado em maio de 2025
Governador Mauro Mendes é amplo favorito ao Senado
Em 2026, os brasileiros irão às urnas para eleger dois terços das 81 vagas no Senado. No Mato Grosso, estão em jogo os assentos de Jayme Campos (União) e Margareth Buzetti (PSD), enquanto Wellington Fagundes (PL) foi eleito em 2022 e tem mandato previsto até 2030.

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Levantamento Paraná Pesquisas para o Senado do Mato Grosso, publicado em maio de 2025

Segundo o Paraná Pesquisas, o amplo favorito para ocupar uma das duas cadeiras do Mato Grosso é o governador do estado, Mauro Mendes (União Brasil), que está no segundo mandato consecutivo à frente do Executivo e não pode disputar a reeleição. Ele aparece na liderança com 60,8% das intenções de voto, seguido por Janaína Riva, com 29,2% do eleitorado.

O instituto Paraná Pesquisas entrevistou 1.540 eleitores em 60 municípios no Mato Grosso entre os dias 7 e 11 de maio de 2025. O grau de confiança do levantamento é de 95% e a margem de erro é estimada em 2,5 pontos percentuais (pp), para mais ou para menos, nos resultados gerais.

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Política

TJMT condena Cattani a indenizar associação LGBTQIA+ e publicar retratação

A Quarta Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso condenou o deputado estadual Gilberto Cattani (PL) ao pagamento de R$ 20 mil por danos morais, além da obrigação de publicar uma retratação em seu perfil no Instagram. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (15), após análise de recurso movido pela associação MT Queer.

O colegiado seguiu, de forma unânime, o voto do desembargador Rubens de Oliveira Santos Filho, que divergiu inicialmente da relatora Serly Marcondes Alves. Em primeira instância, a entidade havia tido o pedido negado, cenário que se repetiu em decisão inicial no próprio tribunal. No entanto, após pedido de vista, Rubens apresentou voto favorável à associação, posteriormente acompanhado pela relatora, consolidando o entendimento unânime da Câmara.

No voto, o desembargador destacou que o parlamentar possui histórico de manifestações consideradas polêmicas e apontou que, neste caso, houve extrapolação dos limites da atuação política. Segundo ele, as declarações não configuram exercício legítimo da função parlamentar, mas sim conteúdo discriminatório. “É nítido que o tom adotado não se caracteriza como crítica administrativa ou política, mas revela conteúdo de segregação e preconceito”, afirmou.

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A ação tem origem em um vídeo publicado por Cattani em novembro de 2023, no qual ele criticava um curta-metragem produzido pela MT Queer. O material retratava a relação afetiva entre dois jovens e, segundo o deputado, estaria “incentivando” comportamentos entre estudantes. A interpretação foi contestada pela entidade, que acionou a Justiça alegando discurso discriminatório.

Para o relator do voto vencedor, o caso não se enquadra na proteção da imunidade parlamentar. Ele classificou a conduta como manifestação de “intolerância odiosa”, ressaltando que não há nexo funcional que justifique o conteúdo das declarações no âmbito do exercício do mandato.

Além da indenização, que será acrescida de juros e correção monetária, o deputado deverá publicar uma retratação em sua conta no Instagram por, no mínimo, 15 dias. O descumprimento poderá gerar multa diária de R$ 1 mil.

A decisão, proferida em segunda instância, ainda pode ser alvo de recursos. Caso seja mantida até o trânsito em julgado, o caso poderá ter desdobramentos na esfera eleitoral, com eventual análise à luz da Lei da Ficha Limpa, dependendo do entendimento sobre eventual incitação ao ódio e suas implicações jurídicas.

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Fonte Folhamax

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