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Política

Em meio a críticas à articulação política, Onyx monta agenda de Bolsonaro com partidos

O ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, disse ao blog que o presidente Jair Bolsonaro vai começar a receber presidentes de cinco partidos a partir de quinta-feira (4), assim que voltar da viagem a Israel.

Segundo Onyx, a agenda será fechada nesta segunda-feira (1º). “O presidente vai receber os presidentes de partidos na companhia dos líderes do governo no Senado e da Câmara, a partir de quinta-feira”, afirmou o ministro.

Onyx disse ao blog que já conversou e confirmou o encontro do presidente Bolsonaro, na quinta-feira, com os seguintes partidos: Marcos Pereira (PRB), Ciro Nogueira (PP), Gilberto Kassab (PSD), Romero Jucá (MDB) e ACM Neto (DEM).

O ministro afirmou que ainda tenta “ajustar” com o PSDB. “A princípio serão seis partidos que o presidente Bolsonaro vai receber na quinta-feira”, disse Onyx.

A operação faz parte da estratégia do governo de ajustar a comunicação com os parlamentares, em meio a críticas de falta de articulação política do presidente, que atingiu o auge na crise entre Bolsonaro e o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

Na semana passada, após uma semana de troca de farpas, o presidente da Câmara e o presidente da República selaram uma trégua pública.

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Em seguida, Maia conversou com o ministro Paulo Guedes para discutir a reforma da Previdência e pacificar a relação com o governo. Mas mantém a avaliação nos bastidores de que não existe aprovação da reforma sem envolvimento do presidente.

Para Bolsonaro, a reforma da Previdência está com o Congresso, mas deputados cobram maior participação do presidente para votar a matéria – além de reclamarem de suas declarações no sentido de criminalizar a política.

Dentro da estratégia para melhorar o ambiente na Câmara, Guedes se comprometeu a receber parlamentares nesta semana, como o blog mostrou na semana passada. Ele vai receber líderes de partidos, mas deixou claro a parlamentares que não vai assumir a articulação política do governo – tarefa do Planalto.

Trocas

Nos bastidores, parlamentares se queixam de que o presidente não deixa claro quem é o articulador político do governo, além de cobrarem a troca do líder do governo na Câmara, major Vitor Hugo (PSL-GO).

Ministros da ala militar do governo ouvidos pelo blog afirmam que o presidente ainda não deu nenhum sinal de que trocaria o líder, pelo menos “no curto prazo”.

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Deputados querem conversar sobre o tema com o presidente assim que ele voltar do exterior – além de cobrar uma solução para a crise no MEC, comandado pelo ministro Ricardo Vélez Rodríguez.

G1

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Política

TJMT condena Cattani a indenizar associação LGBTQIA+ e publicar retratação

A Quarta Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso condenou o deputado estadual Gilberto Cattani (PL) ao pagamento de R$ 20 mil por danos morais, além da obrigação de publicar uma retratação em seu perfil no Instagram. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (15), após análise de recurso movido pela associação MT Queer.

O colegiado seguiu, de forma unânime, o voto do desembargador Rubens de Oliveira Santos Filho, que divergiu inicialmente da relatora Serly Marcondes Alves. Em primeira instância, a entidade havia tido o pedido negado, cenário que se repetiu em decisão inicial no próprio tribunal. No entanto, após pedido de vista, Rubens apresentou voto favorável à associação, posteriormente acompanhado pela relatora, consolidando o entendimento unânime da Câmara.

No voto, o desembargador destacou que o parlamentar possui histórico de manifestações consideradas polêmicas e apontou que, neste caso, houve extrapolação dos limites da atuação política. Segundo ele, as declarações não configuram exercício legítimo da função parlamentar, mas sim conteúdo discriminatório. “É nítido que o tom adotado não se caracteriza como crítica administrativa ou política, mas revela conteúdo de segregação e preconceito”, afirmou.

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A ação tem origem em um vídeo publicado por Cattani em novembro de 2023, no qual ele criticava um curta-metragem produzido pela MT Queer. O material retratava a relação afetiva entre dois jovens e, segundo o deputado, estaria “incentivando” comportamentos entre estudantes. A interpretação foi contestada pela entidade, que acionou a Justiça alegando discurso discriminatório.

Para o relator do voto vencedor, o caso não se enquadra na proteção da imunidade parlamentar. Ele classificou a conduta como manifestação de “intolerância odiosa”, ressaltando que não há nexo funcional que justifique o conteúdo das declarações no âmbito do exercício do mandato.

Além da indenização, que será acrescida de juros e correção monetária, o deputado deverá publicar uma retratação em sua conta no Instagram por, no mínimo, 15 dias. O descumprimento poderá gerar multa diária de R$ 1 mil.

A decisão, proferida em segunda instância, ainda pode ser alvo de recursos. Caso seja mantida até o trânsito em julgado, o caso poderá ter desdobramentos na esfera eleitoral, com eventual análise à luz da Lei da Ficha Limpa, dependendo do entendimento sobre eventual incitação ao ódio e suas implicações jurídicas.

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Fonte Folhamax

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