Política
Deputado João Batista viabiliza recurso de R$ 6 milhões para infraestrutura de Cuiabá
Deputado João Batista percorreu alguns bairros da capital ao lado do vice-prefeito José Stopa
Foto: FERNANDA BORRALHO / ASSESSORIA DE GABINETE
O deputado estadual João Batista do Sindspen (PROS), na tarde desta última segunda-feira (07), participou de uma reunião com o senador pelo estado de Mato Grosso, Jayme Campos (DEM). A pauta do encontro foi voltada para as áreas de infraestrutura e segurança pública do estado, tendo resultado em um recurso de R$ 6 milhões, que deverá ser investido diretamente na área de infraestrutura de Cuiabá, mas precisamente para a região da grande Morada da Serra.
João Batista explicou que o recurso adquirido por meio do senador Jayme Campos, é fruto da sua última agenda com o vice-prefeito da capital e secretário de Obras Públicas, José Roberto Stopa, que ocorreu neste último final de semana.
“Ao lado do vice-prefeito Stopa, estive neste último sábado (05) na região da grande Morada da Serra, mas precisamente nos bairros Primeiro de Março e Serra Dourada, região que também conta com vários condomínios. Com a presença dos moradores e síndicos da região, mostramos para o secretário in loco a realidade dos moradores”, disse João Batista.
De acordo com o deputado, o compromisso firmado com o senador Jayme Campos e o comprometimento de Stopa irão render “bons frutos” para a população da capital.
“Stopa é uma pessoa de palavra, ele fez um compromisso perante aos moradores e a mim naquela ocasião. Nas palavras do próprio secretário, referindo-se a algumas ruas do bairro Serra Dourada, a situação dos moradores é ‘desumana’, afirmando que irá ombrear conosco as demandas da região. Agora com o aporte financeiro do senador Jayme, vamos levar mais dignidade para os moradores da região”, finalizou o deputado.
Política
TJMT condena Cattani a indenizar associação LGBTQIA+ e publicar retratação

A Quarta Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso condenou o deputado estadual Gilberto Cattani (PL) ao pagamento de R$ 20 mil por danos morais, além da obrigação de publicar uma retratação em seu perfil no Instagram. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (15), após análise de recurso movido pela associação MT Queer.
O colegiado seguiu, de forma unânime, o voto do desembargador Rubens de Oliveira Santos Filho, que divergiu inicialmente da relatora Serly Marcondes Alves. Em primeira instância, a entidade havia tido o pedido negado, cenário que se repetiu em decisão inicial no próprio tribunal. No entanto, após pedido de vista, Rubens apresentou voto favorável à associação, posteriormente acompanhado pela relatora, consolidando o entendimento unânime da Câmara.
No voto, o desembargador destacou que o parlamentar possui histórico de manifestações consideradas polêmicas e apontou que, neste caso, houve extrapolação dos limites da atuação política. Segundo ele, as declarações não configuram exercício legítimo da função parlamentar, mas sim conteúdo discriminatório. “É nítido que o tom adotado não se caracteriza como crítica administrativa ou política, mas revela conteúdo de segregação e preconceito”, afirmou.
A ação tem origem em um vídeo publicado por Cattani em novembro de 2023, no qual ele criticava um curta-metragem produzido pela MT Queer. O material retratava a relação afetiva entre dois jovens e, segundo o deputado, estaria “incentivando” comportamentos entre estudantes. A interpretação foi contestada pela entidade, que acionou a Justiça alegando discurso discriminatório.
Para o relator do voto vencedor, o caso não se enquadra na proteção da imunidade parlamentar. Ele classificou a conduta como manifestação de “intolerância odiosa”, ressaltando que não há nexo funcional que justifique o conteúdo das declarações no âmbito do exercício do mandato.
Além da indenização, que será acrescida de juros e correção monetária, o deputado deverá publicar uma retratação em sua conta no Instagram por, no mínimo, 15 dias. O descumprimento poderá gerar multa diária de R$ 1 mil.
A decisão, proferida em segunda instância, ainda pode ser alvo de recursos. Caso seja mantida até o trânsito em julgado, o caso poderá ter desdobramentos na esfera eleitoral, com eventual análise à luz da Lei da Ficha Limpa, dependendo do entendimento sobre eventual incitação ao ódio e suas implicações jurídicas.
Fonte Folhamax
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