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Política

Comissão de Saúde propõe audiência pública para debater Hospital Universitário Júlio Müller

A Comissão de Saúde, Previdência e Assistência Social Secretaria da Assembleia Legislativa de Mato Grosso realizou, terça-feira (28) pela manhã, a 2ª reunião ordinária da 1ª sessão legislativa, da 20ª Legislatura. Durante a reunião foi deliberada à realização de audiência pública para debater a situação financeira e estrutural do Hospital Universitário Júlio Müller (HUJM) – UFMT.

Para esse evento, de acordo com o presidente da comissão, deputado Lúdio Cabral (PT), será debatido o papel do Estado, do município de Cuiabá e do governo federal na execução de serviços prestados pelo Hospital Júlio Müller à população mato-grossense. Nesse encontro, segundo ele, vão discutir o trabalho da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares – Ebserh – que tem contrato de prestação de serviços com o HUJM.

Além dessa pauta, a Comissão vai definir uma agenda com o secretário de Estado de Fazenda, Rogério Gallo, para discutir a possibilidade de o estado deixar de cobrar o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) incidente sobre a energia elétrica. Na pauta programada para os próximos dias consta ainda o debate sobre os serviços ofertados pelo Júlio Muller à população e a vista dos integrantes da comissão ao HUJM. As datas não foram definidas.

Durante a reunião, Lúdio Cabral disse que esteve reunido com parte da diretoria do Hospital Júlio Müller e, segundo ele, foi relatado que a unidade de saúde tem déficit financeiro todos os meses. A despesa mensal chega à casa de R$ 3,4 milhões.

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“O hospital recebe do Sistema Único de Saúde (SUS), contrato com o município de Cuiabá, o valor de R$ 2,5 milhões por mês, que é oriundo do Ministério da Saúde, e mais R$ 400 mil da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares – Ebserh”, afirmou o parlamentar.

A Ebserh, segundo Lúdio Cabral, é a responsável pelo custeio de todo o pessoal do Hospital Júlio Muller. “Hoje, são aproximadamente 800 trabalhadores da saúde, deste 500 são concursados – o modelo é de CLT, mas todos são admitidos por concurso, nesse caso incluindo os médicos e enfermeiros. O hospital tem uma demanda alta de déficit financeiro. É preciso revisar o contrato com o município. Eles querem a participação do Estado e, se possível, com gestão dupla para que o Estado possa assumir responsabilidade junto ao Júlio Müller. Eles têm, ainda, reivindicações especificas para buscar na secretaria de Estado de Fazenda a isenção de ICMS em cobrança de energia elétrica. A economia será de R$ 600 mil por ano”, disse Lúdio Cabral.

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Novos Leitos – Lúdio Cabral informou que recebeu um ofício do Hospital da Santa Casa de Misericórdia e Maternidade de Rondonópolis, relatando a possibilidade de a unidade de saúde criar dez leitos de Unidades de Terapias Intensivas Pediátricas (UTIP), mas para isso é necessário um investimento de R$ 2,3 milhões para a montagem da infraestrutura física e de equipamentos.

Mas hoje, segundo Lúdio Cabral, os atrasados que a unidade hospitalar tem a receber da Prefeitura de Rondonópolis somam pouco mais de R$ 17 milhões. Atrasos de repasses são R$ 5,073 milhões e mais R$ 12,3 milhões são descontos feitos durante o período crítico da pandemia da Covid-19. A origem dos recursos do governo federal é de R$ 37 mil – SUS de serviços de alta complexidade. Já os valores de origem estadual de média e alta complexidade chega – de novembro de 2022 a fevereiro de 2023 – a R$ 2,3 milhões. Já os recursos de origem municipal com cirurgias eletivas chegam a R$ 679 mil.

A próxima reunião é extraordinária e está agendada para terça-feira (4), às 8 horas, na sala das Comissões Deputada Sarita Baracat, 202.

Fonte: ALMT – MT

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Eleições

PL chega à reta final da eleição dividido em Mato Grosso e lideranças da sigla aderem a Pivetta

Mesmo com Wellington Fagundes como candidato próprio ao Governo, prefeitos e importantes nomes do Partido Liberal passaram a apoiar publicamente Otaviano Pivetta; nesta quarta-feira, José Medeiros e Odílio Balbinotti participaram de ato ao lado do governador

A poucos dias das eleições, o Partido Liberal (PL) chega à reta final da disputa pelo Governo de Mato Grosso enfrentando uma divisão interna que se tornou cada vez mais explícita durante a campanha. Mesmo tendo o senador Wellington Fagundes como candidato oficial ao Palácio Paiaguás, importantes lideranças da própria legenda decidiram seguir outro caminho e declarar apoio à reeleição do governador Otaviano Pivetta, do Republicanos.

O episódio mais recente ocorreu nesta quarta-feira (30), em Rondonópolis. Durante uma caminhada de campanha de Pivetta, participaram do ato o prefeito Cláudio Ferreira, o deputado federal e candidato ao Senado José Medeiros e o empresário Odílio Balbinotti, suplente na chapa de Medeiros. Os três são ligados ao PL.

A presença de Medeiros ao lado de Pivetta chamou atenção porque Wellington Fagundes é justamente o candidato escolhido pelo PL para disputar o Governo do Estado. Segundo veículos que acompanharam o evento, Medeiros e Balbinotti manifestaram apoio político à candidatura do governador, aprofundando o distanciamento dentro da própria sigla.

Cláudio Ferreira já havia tornado público seu posicionamento. Durante o ato desta quarta-feira, o prefeito de Rondonópolis voltou a defender a continuidade da atual administração estadual e afirmou que trabalhará eleitoralmente por Pivetta.

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Divisão vem aumentando durante a campanha

O problema interno do PL, porém, não começou agora. Nas últimas semanas, diversos prefeitos filiados à legenda anunciaram apoio a Pivetta, contrariando a candidatura própria do partido.

Entre os nomes já mencionados publicamente estão os prefeitos Flávia Moretti, de Várzea Grande; Cláudio Ferreira, de Rondonópolis; Sérgio Machnic, de Primavera do Leste; Carlão Borchardt, de Tabaporã; e Edilson Piaia, de Campo Novo do Parecis. Reportagens publicadas durante a campanha chegaram a apontar o apoio de pelo menos 14 prefeitos ligados ao PL ao projeto de reeleição de Pivetta.

A situação chegou a provocar reação da direção estadual da legenda. No início de setembro, o presidente estadual do PL, Ananias Filho, informou que procedimentos relacionados à fidelidade partidária de prefeitos que apoiavam Pivetta seriam analisados internamente, inclusive com possibilidade de punições.

Ao mesmo tempo, Ananias procurou minimizar publicamente a dimensão da crise, afirmando que divisões também existem em outros partidos e coligações.

Wellington pediu fidelidade

Wellington Fagundes também já se pronunciou sobre o movimento. Em setembro, o candidato afirmou que os filiados deveriam respeitar a decisão tomada pela maioria do partido durante a convenção que confirmou sua candidatura ao Governo. Apesar da cobrança por fidelidade, declarou que não pretendia transformar as divergências em confronto aberto com os correligionários.

Posteriormente, ao comentar o apoio de prefeitos do próprio partido a Pivetta, Wellington afirmou que não guardava mágoa e que cada liderança teria o direito de agir conforme sua consciência.

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Racha fica ainda mais evidente

O cenário evidencia uma situação incomum dentro do PL mato-grossense: de um lado, a estrutura oficial do partido mantém Wellington Fagundes como candidato ao Governo; de outro, prefeitos, lideranças municipais e agora nomes diretamente envolvidos na chapa do Senado aparecem publicamente ao lado do principal adversário do próprio candidato da legenda.

No lançamento da candidatura de José Medeiros ao Senado, realizado no dia 17 de setembro, Wellington não participou do evento, enquanto prefeitos do PL que apoiam Pivetta estiveram presentes. Cláudio Ferreira chegou ao encontro usando adesivos de Pivetta e do então candidato ao Senado Mauro Mendes, segundo reportagens sobre o evento.

Agora, com Medeiros e Balbinotti aparecendo diretamente em uma caminhada eleitoral de Pivetta, a divisão deixou de ficar restrita aos prefeitos e passou a envolver alguns dos principais nomes da legenda na campanha estadual.

A quatro dias da votação de 4 de outubro, o PL enfrenta, portanto, o desafio de disputar o Governo de Mato Grosso enquanto parte expressiva de suas próprias lideranças trabalha politicamente pela candidatura adversária.

Mais do que divergências pontuais, os movimentos registrados durante a campanha mostram que o PL chega ao momento decisivo da eleição sem unidade em torno de sua própria candidatura ao Palácio Paiaguás.

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