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Comissão de Direitos Humanos limpa pauta e destaca política à pessoa autista

Foto: Helder Faria

A Comissão de Direitos Humanos, Defesa dos Direitos da Mulher, Cidadania, Amparo à Criança, ao Adolescente e ao Idoso realizou a última reunião ordinária de 2022 nesta quarta-feira (14), quando foram apreciados 44 projetos. Todas as matérias relatadas receberam parecer favorável e deverão ser encaminhadas para primeira apreciação em Plenário na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT).

O presidente da comissão, deputado estadual Thiago Silva (MDB), destacou o trabalho realizado ao longo do ano em busca de melhores condições de vida para população mato-grossense e tornar a sociedade mais igualitária. 

“Tivemos um ano muito produtivo, em especial na Comissão de Direitos Humanos. E o objetivo de todos os deputados e desta comissão é promover, primeiramente, a inclusão social, abrir um debate com a sociedade e com o governo para diminuir as desigualdades sociais e também fomentar políticas de inclusão e de enfrentamentos à violência contra as mulheres. Nosso trabalho é para tornar este estado cada vez mais justo, olhando para o cidadão e investindo no ser humano”, avaliou o presidente da comissão.

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O deputado Wilson Santos (PSDB), autor de grande parte das leis estaduais voltadas para as pessoas que estão no espectro autista, destacou o parecer favorável à criação do Fórum Mato-Grossense de Políticas Públicas para Pessoa com Transtorno do Espectro Autista, Projeto de Lei (PL) 1010/2021. De acordo com o parlamentar, Mato Grosso é hoje referência nacional em legislação voltada às pessoas autistas.

“Em novembro foi publicada a mais contundente legislação sobre autismo, consolidando o estado como referência nacional. E agora, por meio de uma emenda parlamentar, estamos indo para a prática, realizando palestras e workshops nos bairros de Cuiabá para falar sobre o tema, sobre as características e os sinais do transtorno para facilitar o diagnóstico e o tratamento das pessoas. Gostaria de dividir com os colegas deputados que nos ajudaram a construir essa política pública”.

A deputada Janaina Riva (MDB) comentou o protagonismo do estado com relação ao arcabouço jurídico que está em construção para facilitar o diagnóstico e tratamento. “O autismo é algo novo, estamos aprendendo a conhecer e a identificar em nossas crianças e adolescentes, e até adultos, que estão sendo diagnosticados. E nesta semana, o governo estadual assinou um convênio para realização de exames e tratamentos de pessoas com autismo a custo zero. Será uma referência e em breve poderá ser ampliado para outras regiões”. A estimativa é que R$ 9 milhões sejam investidos no programa de assistência à pessoas autistas. 

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Thiago Silva também destacou a dedicação de Wilson Santos para a pauta do autismo com realização de simpósio, seminários para conscientização da população. “Todos esses projetos têm provocado o governo para dar atenção especial para esta causa e efetivado políticas para as pessoas autistas”.

Outra matéria sobre autismo que recebeu parecer favorável foi o PL 25/2018, de autoria do deputado Sebastião Rezende (União), que dispõe sobre a obrigatoriedade da realização de sessão de cinema adaptada a crianças e adolescentes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e suas famílias.

Fonte: ALMT

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TJMT condena Cattani a indenizar associação LGBTQIA+ e publicar retratação

A Quarta Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso condenou o deputado estadual Gilberto Cattani (PL) ao pagamento de R$ 20 mil por danos morais, além da obrigação de publicar uma retratação em seu perfil no Instagram. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (15), após análise de recurso movido pela associação MT Queer.

O colegiado seguiu, de forma unânime, o voto do desembargador Rubens de Oliveira Santos Filho, que divergiu inicialmente da relatora Serly Marcondes Alves. Em primeira instância, a entidade havia tido o pedido negado, cenário que se repetiu em decisão inicial no próprio tribunal. No entanto, após pedido de vista, Rubens apresentou voto favorável à associação, posteriormente acompanhado pela relatora, consolidando o entendimento unânime da Câmara.

No voto, o desembargador destacou que o parlamentar possui histórico de manifestações consideradas polêmicas e apontou que, neste caso, houve extrapolação dos limites da atuação política. Segundo ele, as declarações não configuram exercício legítimo da função parlamentar, mas sim conteúdo discriminatório. “É nítido que o tom adotado não se caracteriza como crítica administrativa ou política, mas revela conteúdo de segregação e preconceito”, afirmou.

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A ação tem origem em um vídeo publicado por Cattani em novembro de 2023, no qual ele criticava um curta-metragem produzido pela MT Queer. O material retratava a relação afetiva entre dois jovens e, segundo o deputado, estaria “incentivando” comportamentos entre estudantes. A interpretação foi contestada pela entidade, que acionou a Justiça alegando discurso discriminatório.

Para o relator do voto vencedor, o caso não se enquadra na proteção da imunidade parlamentar. Ele classificou a conduta como manifestação de “intolerância odiosa”, ressaltando que não há nexo funcional que justifique o conteúdo das declarações no âmbito do exercício do mandato.

Além da indenização, que será acrescida de juros e correção monetária, o deputado deverá publicar uma retratação em sua conta no Instagram por, no mínimo, 15 dias. O descumprimento poderá gerar multa diária de R$ 1 mil.

A decisão, proferida em segunda instância, ainda pode ser alvo de recursos. Caso seja mantida até o trânsito em julgado, o caso poderá ter desdobramentos na esfera eleitoral, com eventual análise à luz da Lei da Ficha Limpa, dependendo do entendimento sobre eventual incitação ao ódio e suas implicações jurídicas.

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Fonte Folhamax

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