Política
Se reforma for aprovada na CCJ, Bolsonaro planeja agradecer o Congresso em rede nacional
O presidente Jair Bolsonaro planeja fazer um pronunciamento em rede nacional para agradecer o Congresso caso a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) aprove nesta terça-feira (23) o parecer da admissibilidade da reforma da Previdência.
Segundo assessores presidenciais revelaram ao blog, o martelo sobre fazer ou não o pronunciamento será batido ainda na tarde desta terça. A intenção é demonstrar a importância que o presidente confere ao tema.
Em sua fala, se for confirmada, Bolsonaro vai agradecer os deputados e destacar que a “Nova Previdência”, como chama o governo, é fundamental para o país voltar a crescer e gerar empregos.
Na avaliação da equipe presidencial, esse será um cenário que irá beneficiar os parlamentares que aprovarem a reforma e poderão capitalizar os seus dividendos na eleição municipal do próximo ano.
Nos cálculos do governo, fechado o acordo com os partidos do Centrão, o parecer da admissibilidade será aprovado por 43 a 44 dos 66 deputados da Comissão de Constituição e Justiça. O que seria um bom placar, com folga, para, enfim, superar esta primeira etapa da tramitação da reforma da Previdência.
O acordo prevê a retirada de quatro pontos considerados como “laterais” pela própria equipe econômica e que não afetam a potência fiscal da proposta de mudança nas regras de aposentadoria do país.
Na etapa da comissão especial, posterior à CCJ, será discutido o mérito da medida. É quando estarão em debate pontos que podem reduzir a economia prevista pelo governo com a reforma. De acordo com o Ministro da Economia, Paulo Guedes, o texto enviado pelo governo ao Congresso permitirá à União poupar R$ 1,1 trilhão em 10 anos.
G1
Política
TJMT condena Cattani a indenizar associação LGBTQIA+ e publicar retratação

A Quarta Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso condenou o deputado estadual Gilberto Cattani (PL) ao pagamento de R$ 20 mil por danos morais, além da obrigação de publicar uma retratação em seu perfil no Instagram. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (15), após análise de recurso movido pela associação MT Queer.
O colegiado seguiu, de forma unânime, o voto do desembargador Rubens de Oliveira Santos Filho, que divergiu inicialmente da relatora Serly Marcondes Alves. Em primeira instância, a entidade havia tido o pedido negado, cenário que se repetiu em decisão inicial no próprio tribunal. No entanto, após pedido de vista, Rubens apresentou voto favorável à associação, posteriormente acompanhado pela relatora, consolidando o entendimento unânime da Câmara.
No voto, o desembargador destacou que o parlamentar possui histórico de manifestações consideradas polêmicas e apontou que, neste caso, houve extrapolação dos limites da atuação política. Segundo ele, as declarações não configuram exercício legítimo da função parlamentar, mas sim conteúdo discriminatório. “É nítido que o tom adotado não se caracteriza como crítica administrativa ou política, mas revela conteúdo de segregação e preconceito”, afirmou.
A ação tem origem em um vídeo publicado por Cattani em novembro de 2023, no qual ele criticava um curta-metragem produzido pela MT Queer. O material retratava a relação afetiva entre dois jovens e, segundo o deputado, estaria “incentivando” comportamentos entre estudantes. A interpretação foi contestada pela entidade, que acionou a Justiça alegando discurso discriminatório.
Para o relator do voto vencedor, o caso não se enquadra na proteção da imunidade parlamentar. Ele classificou a conduta como manifestação de “intolerância odiosa”, ressaltando que não há nexo funcional que justifique o conteúdo das declarações no âmbito do exercício do mandato.
Além da indenização, que será acrescida de juros e correção monetária, o deputado deverá publicar uma retratação em sua conta no Instagram por, no mínimo, 15 dias. O descumprimento poderá gerar multa diária de R$ 1 mil.
A decisão, proferida em segunda instância, ainda pode ser alvo de recursos. Caso seja mantida até o trânsito em julgado, o caso poderá ter desdobramentos na esfera eleitoral, com eventual análise à luz da Lei da Ficha Limpa, dependendo do entendimento sobre eventual incitação ao ódio e suas implicações jurídicas.
Fonte Folhamax
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