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Política

Comissão da ALMT ouve pantaneiros e propõe conjunto de ações para prevenir queimadas

Pantaneiros procuram ALMT — Foto: ALMT

O presidente da Comissão de Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Recursos Minerais da Assembleia Legislativa, deputado Carlos Avallone (PSDB), ouviu depoimentos de vários pantaneiros, na tarde de terça-feira, que têm ajudado as autoridades a combater as queimadas.

Os participantes da reunião também cobraram avanços na legislação relativa ao manejo ambiental que evitem novas tragédias.

O pantaneiro Cristóvão Afonso da Silva lembrou que não são os produtores os responsáveis pelas chamas.

“O produtor, o pecuarista, não vai colocar fogo, ninguém é louco de queimar a própria pastagem ou a produção. Eu entendo que foi o meio que propiciou isso, a forma como está sendo conduzido o sistema é que está errada”, destacou.

Os pantaneiros defenderam mais rigidez na fiscalização, a começar pelo posto fiscal e com presença constante da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) na região. Eles não vêem necessidade de novos estudos, pois já há inúmeros subsídios para uma legislação mais voltada a integrar a parte ambiental, econômica e social do pantanal.

O deputado Carlos Avallone lembrou que a questão econômica também precisa ser contemplada, como sugerem os pantaneiros, pois a redução progressiva do gado no pantanal também favorece incêndios, pois é um fator de proteção natural ao se alimentar do excesso de biomassa. Ele defendeu alterações no Fundo Centro-Oeste (FCO), com linhas de crédito especiais para o pantanal, para reforçar a economia e evitar a situação atual onde por falta de condições, muitas propriedades ficam abandonadas, sem manejo ambiental ou limpeza, o que também favorece as queimadas.

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A reunião terminou com encaminhamentos que podem ter efeito imediato, ajudando a construir um caminho pra evitar o que vem acontecendo. Segundo o deputado Avallone, neste momento o desafio é eliminar todos os focos de incêndios e tentar diminuir os prejuízos ambientais e sociais. Ele informou que nos próximos dias começará a ser usado um retardador de incêndio em pó, biodegradável e sem produtos químicos, que evita que o fogo se alastre.

“Este produto já é usado em vários países e já há parecer favorável do Ibama e do Corpo de Bombeiros para sua utilização nos focos de incêndio que ainda persistem”.

Avallone disse que a Assembleia, por meio da Comissão de Meio Ambiente, já está trabalhando em novas legislações que assegurem a efetiva proteção do pantanal, pois a tendência é que o ciclo de seca continue nos próximos anos.

“A ideia é aperfeiçoar a legislação para permitir, por exemplo, a limpeza dos pastos fora dos períodos de seca, como acontece a partir de um decreto baixado em Mato Grosso do Sul. Hoje a legislação de Mato Grosso é muito restritiva e dificulta qualquer ação deste tipo, que é preventiva e sempre foi usada no pantanal”.

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Este trabalho será subsidiado pelas contribuições da Embrapa, a partir de contrato com a Assembleia e Secretaria de Meio Ambiente.

Antes disso, a Comissão vai propor ações imediatas como a conscientização das comunidades indígenas, de criadores de abelha e outros produtores, sobre como evitar as queimadas. Também será discutida a questão das reservas ambientais como a do Sesc Pantanal, que precisa receber o manejo correto das áreas mantidas intactas para evitar queimadas.

A comissão também fará indicações ao governo do estado para a construção de novas pistas de pouso para facilitar o combate a incêndios com aviões, além de melhorar a estrutura do posto fiscal para a conscientização de todos os usuários da rodovia.

Hoje estão atuando no pantanal mais de 300 bombeiros, além de brigadistas e voluntários.

O tenente-coronel BM Dércio Santos destacou a importância de aprimorar os planos de prevenção e combate aos desmatamentos e queimadas. Laudos periciais confirmaram que os focos começaram por ação humana, mas não intencional. Houve registros de acidente de carro que gerou incêndio na estrada, numa aldeia indígena, com criadores de abelhas que usam fogo e com um pequeno agricultor na região de São Pedro de Joselândia.

G1 MT
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Política

TJMT condena Cattani a indenizar associação LGBTQIA+ e publicar retratação

A Quarta Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso condenou o deputado estadual Gilberto Cattani (PL) ao pagamento de R$ 20 mil por danos morais, além da obrigação de publicar uma retratação em seu perfil no Instagram. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (15), após análise de recurso movido pela associação MT Queer.

O colegiado seguiu, de forma unânime, o voto do desembargador Rubens de Oliveira Santos Filho, que divergiu inicialmente da relatora Serly Marcondes Alves. Em primeira instância, a entidade havia tido o pedido negado, cenário que se repetiu em decisão inicial no próprio tribunal. No entanto, após pedido de vista, Rubens apresentou voto favorável à associação, posteriormente acompanhado pela relatora, consolidando o entendimento unânime da Câmara.

No voto, o desembargador destacou que o parlamentar possui histórico de manifestações consideradas polêmicas e apontou que, neste caso, houve extrapolação dos limites da atuação política. Segundo ele, as declarações não configuram exercício legítimo da função parlamentar, mas sim conteúdo discriminatório. “É nítido que o tom adotado não se caracteriza como crítica administrativa ou política, mas revela conteúdo de segregação e preconceito”, afirmou.

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A ação tem origem em um vídeo publicado por Cattani em novembro de 2023, no qual ele criticava um curta-metragem produzido pela MT Queer. O material retratava a relação afetiva entre dois jovens e, segundo o deputado, estaria “incentivando” comportamentos entre estudantes. A interpretação foi contestada pela entidade, que acionou a Justiça alegando discurso discriminatório.

Para o relator do voto vencedor, o caso não se enquadra na proteção da imunidade parlamentar. Ele classificou a conduta como manifestação de “intolerância odiosa”, ressaltando que não há nexo funcional que justifique o conteúdo das declarações no âmbito do exercício do mandato.

Além da indenização, que será acrescida de juros e correção monetária, o deputado deverá publicar uma retratação em sua conta no Instagram por, no mínimo, 15 dias. O descumprimento poderá gerar multa diária de R$ 1 mil.

A decisão, proferida em segunda instância, ainda pode ser alvo de recursos. Caso seja mantida até o trânsito em julgado, o caso poderá ter desdobramentos na esfera eleitoral, com eventual análise à luz da Lei da Ficha Limpa, dependendo do entendimento sobre eventual incitação ao ódio e suas implicações jurídicas.

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Fonte Folhamax

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