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Política

Com Bolsonaro na Ásia, Doria tem reunião com Mourão no Planalto

O vice-presidente Hamilton Mourão recebeu nesta terça-feira (22) o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), para uma reunião em um dos anexos do Palácio do Planalto.

Mourão está no exercício da Presidência da República em razão da viagem de Jair Bolsonaro à Ásia e ao Oriente Médio. Nesta terça, Bolsonaro participou da cerimônia de entronização do imperador do Japão, Naruhito.

De acordo com Doria, o encontro foi uma “conversa técnica” sobre temas do interesse do estado, como a desativação do aeroporto de Campo de Marte e a autorização da União para construção de uma ponte entre Santos e Guarujá. Ele não informou se houve avanço nas tratativas.

O governador explicou que há uma solicitação para que o Campo de Marte seja desativado para pousos e decolagens, mantendo apenas o uso por helicópteros. Neste arranjo, parte do local continuaria sendo administrada pela Aeronáutica.

“Defendemos a desativação do Campo de Marte o mais breve possível”, enfatizou Doria.

O governador ainda disse que tratou com Mourão sobre a construção de uma ponte ligando Santos ao Guarujá. Segundo ele, o estado conseguiu viabilizar, por meio da outorga com a concessionária que explora a rodovia local, a construção da ponte.

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Contudo, a União precisa autorizar a obra, já que a ponte passará pelo porto de Santos, administrado pelo governo federal. “Na renovação do contrato, o governo de São Paulo abre mão de receber a outorga em dinheiro em prol do investimento feito para a implantação da ponte interligando continente ao Guarujá”, explicou Doria.

Gestão

Mourão e Doria informaram que a reunião desta terça-feira já estava marcada e que Bolsonaro sabia da audiência.

O presidente fez críticas nos últimos meses ao governador, que por sua vez tenta se distanciar de Bolsonaro, diferentemente do que ocorreu na eleição de 2018, quando o tucano incentivou o voto “BolsoDoria”.

No mês passado, Doria e Bolsonaro estiveram na formatura de sargentos da PM no Anhembi, em São Paulo. Na ocasião, Bolsonaro foi muito aplaudido e Doria, vaiado – o governador disse que as vaias foram “orquestradas”.

Doria relembrou o episódio nesta terça e disse ter participado da cerimônia para evitar a interpretação sobre algum “antagonismo” ao presidente. Doria ainda disse que o momento é para “fazer gestão” e não para “debater eleição”.

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“Eu o recebi [Bolsonaro] lá em São Paulo por ocasião de uma cerimônia da PM de São Paulo e fiz questão de ir. Não tive o gesto da minha ausência para que pudesse ser interpretada como algo de separatismo ou antagonismo ou qualquer outra posição”, disse.

Doria é visto como um possível adversário de Bolsonaro na eleição presidencial de 2022. O próprio presidente citou o cenário durante uma entrevista em junho sobre o Grande Prêmio Brasil de Fórmula-1.

“Olha, o que a imprensa diz é que ele [Doria] será candidato a presidente em 2022. Então, ele tem que pensar no Brasil e não no seu estado. Tá ok? Com toda certeza ele não vai se opor”, disse Bolsonaro à época.

A sede do GP a partir de 2021 foi um ponto de atrito entre Bolsonaro. O presidente trabalha para levar a corrida para o Rio de Janeiro, seu reduto eleitoral, e Doria deseja mantê-la em São Paulo.

G1

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Política

TJMT condena Cattani a indenizar associação LGBTQIA+ e publicar retratação

A Quarta Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso condenou o deputado estadual Gilberto Cattani (PL) ao pagamento de R$ 20 mil por danos morais, além da obrigação de publicar uma retratação em seu perfil no Instagram. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (15), após análise de recurso movido pela associação MT Queer.

O colegiado seguiu, de forma unânime, o voto do desembargador Rubens de Oliveira Santos Filho, que divergiu inicialmente da relatora Serly Marcondes Alves. Em primeira instância, a entidade havia tido o pedido negado, cenário que se repetiu em decisão inicial no próprio tribunal. No entanto, após pedido de vista, Rubens apresentou voto favorável à associação, posteriormente acompanhado pela relatora, consolidando o entendimento unânime da Câmara.

No voto, o desembargador destacou que o parlamentar possui histórico de manifestações consideradas polêmicas e apontou que, neste caso, houve extrapolação dos limites da atuação política. Segundo ele, as declarações não configuram exercício legítimo da função parlamentar, mas sim conteúdo discriminatório. “É nítido que o tom adotado não se caracteriza como crítica administrativa ou política, mas revela conteúdo de segregação e preconceito”, afirmou.

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A ação tem origem em um vídeo publicado por Cattani em novembro de 2023, no qual ele criticava um curta-metragem produzido pela MT Queer. O material retratava a relação afetiva entre dois jovens e, segundo o deputado, estaria “incentivando” comportamentos entre estudantes. A interpretação foi contestada pela entidade, que acionou a Justiça alegando discurso discriminatório.

Para o relator do voto vencedor, o caso não se enquadra na proteção da imunidade parlamentar. Ele classificou a conduta como manifestação de “intolerância odiosa”, ressaltando que não há nexo funcional que justifique o conteúdo das declarações no âmbito do exercício do mandato.

Além da indenização, que será acrescida de juros e correção monetária, o deputado deverá publicar uma retratação em sua conta no Instagram por, no mínimo, 15 dias. O descumprimento poderá gerar multa diária de R$ 1 mil.

A decisão, proferida em segunda instância, ainda pode ser alvo de recursos. Caso seja mantida até o trânsito em julgado, o caso poderá ter desdobramentos na esfera eleitoral, com eventual análise à luz da Lei da Ficha Limpa, dependendo do entendimento sobre eventual incitação ao ódio e suas implicações jurídicas.

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Fonte Folhamax

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