Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

Política

Bolsonaro escolhe deputada Joice Hasselmann como líder do governo no Congresso

O presidente Jair Bolsonaro escolheu a deputada federal Joice Hasselmann (PSL-SP) como líder do governo no Congresso Nacional, informou nesta terça-feira (26) a Secretaria de Imprensa da Presidência.

O anúncio da escolha da deputada foi feito durante reunião de Bolsonaro com líderes partidários na noite desta terça no Palácio da Alvorada.

A nova líder é filiada ao PSL, mesmo partido de Bolsonaro, e está no primeiro mandato de deputada federal. Eleita no ano passado pelo estado de São Paulo, a parlamentar recebeu 1 milhão de votos.

Com a escolha de Joice Hasselmann, Bolsonaro completou a relação dos três líderes que articulam as votações de projetos de interesse do governo com deputados e senadores:

  • Joice Hasselmann, líder do governo no Congresso;
  • Major Vitor Hugo (PSL-GO), líder do governo na Câmara;
  • Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), líder do governo no Senado;

A nova líder esteve no Palácio do Planalto nesta segunda-feira (25) para um encontro com o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, que responde pela articulação com o Congresso.

O desafio central dos líderes será negociar com as bancadas a fim de fortalecer a base governista para a votação e aprovação da proposta de emenda à Constituição (PEC) da reforma da Previdência, entregue ao Congresso na semana passada.

Leia Também:  Mauro e Pivetta receberão Bolsonaro e Abilio para ato de lançamento de pré-candidatura do PL

Considerada fundamental para ajudar a equilibrar as contas do governo e para incentivar investimentos no país, a reforma é o principal projeto apresentado por Bolsonaro em seu início de mandato.

O texto será analisado primeiro pela Câmara, onde precisará ser aprovado, em dois turnos, com os votos de ao menos 308 dos 513 deputados. Em seguida, a PEC será apreciada por senadores, em mais dois turnos, que exigem o aval de 49 dos 81 integrantes da Casa.

‘Garoto-propaganda’

Após a reunião com os líderes partidários e Bolsonaro no Palácio da Alvorada, Joice Hasselmann disse ter como principal missão “fazer com que a reforma da Previdência ande o mais rápido possível”.

Segundo ela, durante a reunião, houve um “clamor” para que o presidente Jair Bolsonaro seja um “garoto-propaganda” da reforma.

“A gente falou de estratégias, e há um consenso de que o melhor garoto-propaganda da reforma é o presidente da República, com aquele jeitão que ele fez na campanha, aquele Jair muito perto do povo, que fala olho no olho com o povo. Então, ali quase que foi um clamor para que o presidente seja o garoto-propaganda da reforma da Previdência e ele já se comprometeu que também vai fazer isso”, declarou.

Leia Também:  Barranco quer a criação de atividades de Agricultura Urbana em espaços públicos

A deputada relatou que, na reunião, o presidente afirmou aos presentes que a “reforma boa” será aquela que o Congresso aprovar.

“A frase dele foi: ‘A reforma boa não é a minha reforma, a reforma boa não é a de vocês, a reforma boa é aquela que vai ser aprovada no Congresso Nacional’”, disse Joice Hasselmann.

Trajetória

De perfil conservador, a deputada se elegeu com a projeção que adquiriu nas redes sociais, nas quais tem atuação frequente. Os seguidores dela nas quatro principais redes chegam a cerca de 5 milhões.

Nascida em Ponta Grossa (PR), disputou uma vaga por São Paulo e acabou ficando em segundo lugar na Câmara dos Deputados em número de votos: 1,064 milhão.

Aos 41 anos, a deputada é jornalista e já trabalhou em veículos como revista “Veja”, rádio CBN e nas emissoras de TV Record e SBT.

G1 Política

COMENTE ABAIXO:
Propaganda
Clique para comentar

Você precisa estar logado para postar um comentário Login

Deixe uma resposta

Política

TJMT condena Cattani a indenizar associação LGBTQIA+ e publicar retratação

A Quarta Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso condenou o deputado estadual Gilberto Cattani (PL) ao pagamento de R$ 20 mil por danos morais, além da obrigação de publicar uma retratação em seu perfil no Instagram. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (15), após análise de recurso movido pela associação MT Queer.

O colegiado seguiu, de forma unânime, o voto do desembargador Rubens de Oliveira Santos Filho, que divergiu inicialmente da relatora Serly Marcondes Alves. Em primeira instância, a entidade havia tido o pedido negado, cenário que se repetiu em decisão inicial no próprio tribunal. No entanto, após pedido de vista, Rubens apresentou voto favorável à associação, posteriormente acompanhado pela relatora, consolidando o entendimento unânime da Câmara.

No voto, o desembargador destacou que o parlamentar possui histórico de manifestações consideradas polêmicas e apontou que, neste caso, houve extrapolação dos limites da atuação política. Segundo ele, as declarações não configuram exercício legítimo da função parlamentar, mas sim conteúdo discriminatório. “É nítido que o tom adotado não se caracteriza como crítica administrativa ou política, mas revela conteúdo de segregação e preconceito”, afirmou.

Leia Também:  Discordâncias no PL: Abílio afirma que membros da família Bolsonaro vêm a MT e querem Mauro ao Senado

A ação tem origem em um vídeo publicado por Cattani em novembro de 2023, no qual ele criticava um curta-metragem produzido pela MT Queer. O material retratava a relação afetiva entre dois jovens e, segundo o deputado, estaria “incentivando” comportamentos entre estudantes. A interpretação foi contestada pela entidade, que acionou a Justiça alegando discurso discriminatório.

Para o relator do voto vencedor, o caso não se enquadra na proteção da imunidade parlamentar. Ele classificou a conduta como manifestação de “intolerância odiosa”, ressaltando que não há nexo funcional que justifique o conteúdo das declarações no âmbito do exercício do mandato.

Além da indenização, que será acrescida de juros e correção monetária, o deputado deverá publicar uma retratação em sua conta no Instagram por, no mínimo, 15 dias. O descumprimento poderá gerar multa diária de R$ 1 mil.

A decisão, proferida em segunda instância, ainda pode ser alvo de recursos. Caso seja mantida até o trânsito em julgado, o caso poderá ter desdobramentos na esfera eleitoral, com eventual análise à luz da Lei da Ficha Limpa, dependendo do entendimento sobre eventual incitação ao ódio e suas implicações jurídicas.

Leia Também:  Deputados limpam a pauta de vetos. Dos 34 votados, cinco foram derrubados

Fonte Folhamax

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

polícia

política

Cidades

ESPORTES

Saúde

É Direito

MAIS LIDAS DA SEMANA