Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

Política

Bolsonaro diz que voltou a se alimentar comendo caldo de carne e gelatina em hospital de SP: ‘Estou feliz’

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) postou na manhã desta sexta-feira (8) em sua conta no Twitter uma foto segurando uma colher com gelatina em seu quarto no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, onde se recupera da cirurgia a que se submeteu no dia 28. Bolsonaro disse que voltou a se alimentar pela primeira vez desde cirurgia:

“Nas últimas horas tive o prazer de voltar a comer. Ontem pela noite um caldo de carne e hoje uma boa gelatina. Estou feliz, apesar de não ser aquele pão com leite condensado kkkk. Bom dia a todos!”

Esta é a primeira vez que o presidente recebe alimento. Bolsonaro vinha recebendo líquidos por via oral em associação à nutrição parenteral.

Bolsonaro passou por uma cirurgia para retirar uma bolsa de colostomia e refazer a ligação entre o intestino delgado e parte do intestino grosso no dia 28 de janeiro. Ele está internado na unidade semi-intensiva do hospital.

Pneumonia

Segundo boletim médico divulgado na tarde desta quinta-feira (7), Bolsonaro teve episódio isolado de febre e foi submetido a uma tomografia de tórax e abdome que mostrou “boa evolução do quadro intestinal e imagem compatível com pneumonia”.

De acordo com o porta-voz da Presidência, Otávio Rêgo Barros, os novos exames detectaram que a pneumonia tem causa bacteriana. “Fizeram exames viral e bacteriano, e descartaram o viral. Trata-se de uma causa bacteriana”, afirmou o porta-voz. “Algumas causas podem ser geradoras dessa pneumonia, mas ficar na suposição não me parece adequado.”

Um novo antibiótico foi incluído no tratamento e deve ser administrado por sete dias.

Ainda segundo o boletim, “foi realizado um ajuste na antibióticoterapia e mantidos os demais tratamentos”. “[Bolsonaro] Continua sem dor, com sonda nasogástrica, dreno no abdome e recebendo líquidos por via oral em associação à nutrição parenteral.”

Segundo o porta-voz, “o estado de saúde do presidente é o esperado dentro desse pico térmico que lhe acometeu na noite de ontem [quarta]”. “Por precaução os médicos fizeram exame de imagem, incluso tomografia por contraste. O pulmão tinha uma imagem que era compatível com pneumonia.”

Leia Também:  Comissão Temporária ouve a interventora da saúde pública de Cuiabá

Rêgo Barros afirmou: “O presidente vem recebendo administração de antibiótico de amplo espectro. Médicos optaram por acrescentar uma nova medicação. Esta ação vai debelar essa pneumonia que foi encontrada em seu pulmão”.

Cronologia da internação

Segunda-feira (28/1)

Jair Bolsonaro foi submetido a uma cirurgia para retirada da bolsa de colostomia no Hospital Albert Einstein, na Zona Sul de São Paulo. O procedimento terminou após sete horas e ocorreu “com êxito”, segundo informou o Palácio do Planalto.

De acordo com o boletim médico divulgado pelo hospital, a cirurgia foi realizada “sem intercorrências e sem necessidade de transfusão de sangue”. Foi realizada uma “anastomose do íleo com o cólon transverso”, que é a união do intestino delgado com uma parte do intestino grosso. Foram retirados de 20 a 30 centímetros do intestino grosso de Bolsonaro na parte que ligava o intestino delgado à bolsa de colostomia.

Terça-feira (29/1)

Bolsonaro seguiu na UTI do Hospital Albert Einstein após a retirada da bolsa de colostomia. Ele recebeu analgésicos para controle da dor e não apresentou sangramentos ou complicações, ficando sem febre ou sinais de infecção.

Quarta-feira (30/1)

Bolsonaro reassumiu a Presidência da República e passou a despachar de um escritório que foi montado no mesmo andar onde está internado no Hospital Albert Einstein, na Zona Sul de São Paulo.

Quinta-feira (31/1)

O porta-voz da presidência, Otávio do Rêgo Barros, disse que Bolsonaro estava tentando se manter sem falar, mas a recomendação médica era difícil de ser acolhida: “O presidente é difícil, ele está falando já. A despeito do médico dizer para ele ficar calado, ele já está falando”.

Sexta-feira (1º/2)

O boletim médico do dia informou que Bolsonaro teve boa evolução clínica. “Já apresenta sinais de início dos movimentos intestinais”. “Segue com dieta parenteral (endovenosa) exclusiva, sem infecção ou outras complicações. Realiza fisioterapia respiratória e períodos de caminhada fora do quarto. Por ordem médica, o paciente segue com visitas restritas.”

Leia Também:  Bolsonaro perde apoio entre eleitores típicos

Sábado (2/2)

O presidente teve náuseas e vômito, e os médicos precisaram colocar uma sonda nasogástrica.

Domingo (3/2)

Jair Bolsonaro continuou usando uma sonda nasogástrica aberta, com evolução clínica estável. De acordo com o boletim médico, o presidente ficou sem dor e sem sinais de infecção. Bolsonaro foi submetido a uma tomografia de abdome que descartou complicações cirúrgicas. Ele está em jejum oral e nutrição parenteral exclusiva.

Segunda-feira (4/2)

Bolsonaro teve elevação na temperatura, passou a tomar antibiótico e a alta prevista para quarta-feira (6) foi adiada, segundo o porta-voz Otávio Rêgo Barros. O boletim médico informou que o presidente passou a tomar antibióticos e foram realizados novos exames de imagem. Identificou-se uma coleção líquida ao lado do intestino na região da antiga colostomia. Foi submetido à punção guiada por ultrassonografia e permanece com dreno no local. O presidente apresentou movimentos intestinais e teve dois episódios de evacuação.

Terça-feira (5/2)

O presidente teve melhora do seu estado de saúde e começou a receber líquido por via oral. Bolsonaro apresentou aumento da movimentação intestinal, o que possibilitou o início de injeção de líquido por via oral. “Os exames laboratoriais apresentam melhora. O paciente segue com antibióticos e dreno no abdome”, disse o boletim médico.

Quarta-feira (6/2)

O presidente apresentou quadro clínico estável, sem dor ou febre,com melhora dos exames laboratoriais e de imagem, segundo boletim médico divulgado nesta quarta-feira (6). Ele também voltou a caminhar no corredor do Hospital Albert Einstein, na Zona Sul de São Paulo.

Quinta-feira (7/2)

Segundo boletim médico, Bolsonaro teve um episódio de febre e uma tomografia no tórax detectou uma pneumonia. Segundo os exames, a pneumonia teve origem bacteriana. Foi acrescentado um novo antibiótico no tratamento do presidente.

G1
COMENTE ABAIXO:
Propaganda
Clique para comentar

Você precisa estar logado para postar um comentário Login

Deixe uma resposta

Política

TJMT condena Cattani a indenizar associação LGBTQIA+ e publicar retratação

A Quarta Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso condenou o deputado estadual Gilberto Cattani (PL) ao pagamento de R$ 20 mil por danos morais, além da obrigação de publicar uma retratação em seu perfil no Instagram. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (15), após análise de recurso movido pela associação MT Queer.

O colegiado seguiu, de forma unânime, o voto do desembargador Rubens de Oliveira Santos Filho, que divergiu inicialmente da relatora Serly Marcondes Alves. Em primeira instância, a entidade havia tido o pedido negado, cenário que se repetiu em decisão inicial no próprio tribunal. No entanto, após pedido de vista, Rubens apresentou voto favorável à associação, posteriormente acompanhado pela relatora, consolidando o entendimento unânime da Câmara.

No voto, o desembargador destacou que o parlamentar possui histórico de manifestações consideradas polêmicas e apontou que, neste caso, houve extrapolação dos limites da atuação política. Segundo ele, as declarações não configuram exercício legítimo da função parlamentar, mas sim conteúdo discriminatório. “É nítido que o tom adotado não se caracteriza como crítica administrativa ou política, mas revela conteúdo de segregação e preconceito”, afirmou.

Leia Também:  Diego Rufino: Discrição, competência e compromisso com Nova Mutum

A ação tem origem em um vídeo publicado por Cattani em novembro de 2023, no qual ele criticava um curta-metragem produzido pela MT Queer. O material retratava a relação afetiva entre dois jovens e, segundo o deputado, estaria “incentivando” comportamentos entre estudantes. A interpretação foi contestada pela entidade, que acionou a Justiça alegando discurso discriminatório.

Para o relator do voto vencedor, o caso não se enquadra na proteção da imunidade parlamentar. Ele classificou a conduta como manifestação de “intolerância odiosa”, ressaltando que não há nexo funcional que justifique o conteúdo das declarações no âmbito do exercício do mandato.

Além da indenização, que será acrescida de juros e correção monetária, o deputado deverá publicar uma retratação em sua conta no Instagram por, no mínimo, 15 dias. O descumprimento poderá gerar multa diária de R$ 1 mil.

A decisão, proferida em segunda instância, ainda pode ser alvo de recursos. Caso seja mantida até o trânsito em julgado, o caso poderá ter desdobramentos na esfera eleitoral, com eventual análise à luz da Lei da Ficha Limpa, dependendo do entendimento sobre eventual incitação ao ódio e suas implicações jurídicas.

Leia Também:  Em pronunciamento, Bolsonaro diz defender democracia e cita golpe de 1964

Fonte Folhamax

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

polícia

política

Cidades

ESPORTES

Saúde

É Direito

MAIS LIDAS DA SEMANA