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Política

Ainda tenho objetivos maiores com relação à capitalização, diz Paulo Guedes

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse nesta quinta-feira (8) que ainda tem “objetivos maiores” em relação ao projeto de capitalização para a Previdência. O texto apresentado originalmente pelo governo continha a proposta, mas ela foi derrubada pelos parlamentares durante a tramitação na Câmara dos Deputados.

Apesar da alteração, Guedes disse que as discussões que teve com o Congresso em torno das propostas são normais e que ficaram no passado.

“Ainda tenho objetivos maiores em relação a esse tópico”, afirmou Guedes. “A capitalização pode ser um novo mercado de poupança (para o país). Ela é extraordinária para o país, pode libertar gerações futuras”, disse o ministro durante evento do banco BTG em São Paulo.

Nesta quinta-feira, o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), escolhido relator da reforma da Previdência, afirmou que a capitalização ainda não foi discutida, mas que “alguns senadores” defendem a ideia.

Segundo o colunista do G1 e da GloboNews Valdo Cruz, Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre avaliam que incluir a capitalização no Senado pode ser uma “boa ideia”.

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“Pode ser uma boa ideia, fazer essa discussão sobre a capitalização na PEC paralela, mas temos de aguardar as discussões sobre a proposta quando ela começar a tramitar no Senado”, afirmou Alcolumbre.

Maia concordou que tratar do tema pode ser oportuno, e lembrou que o PDT tinha uma boa proposta. “O PDT tinha uma boa proposta, pode ser discutida novamente. Teremos de discutir o futuro da Previdência também, mas temos de avaliar qual modelo, para checar se é viável discutir isso no Senado e, depois, na Câmara”, ponderou.

Um dos cinco filhos do presidente Jair Bolsonaro, o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) disse nesta quinta ao blog da colunista Cristiana Lôbo que cogita apresentar no Senado uma emenda para tentar implementar o regime de capitalização na Previdência. A eventual emenda, segundo o parlamentar do PSL, seria incluída na chamada “PEC paralela”.

“A ideia foi inicialmente mal explicada. Queremos apenas abrir a possibilidade para haver o novo sistema e com a possibilidade de escolha pelo trabalhador”, afirmou ao blog Flávio Bolsonaro.

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Saques do FGTS

Paulo Guedes também defendeu a decisão do governo de alterar as regras de saque do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Segundo ele, a possibilidade de se fazer o saque anual (ou saque-aniversário) vai criar uma renda permanente para os trabalhadores. “Se o sujeito ficar empregado, todo ano recebe um salário extra. É só mais uma opção”, disse.

Quem optar por fazer a retirada anual perde o direito de receber o saldo total da conta se for demitido, ficando apenas com a multa de 40% em casos sem justa causa. O mesmo não vale para quem fizer o saque de até R$ 500 reais por conta.

O governo alterou as regras do saque do FGTS como uma tentativa de estimular a economia, num cenário em que as projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) estão cada vez mais fracas. O ministério da Economia estima que a medida deve injetar R$ 42 bilhões na atividade econômica.

G1

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Política

TJMT condena Cattani a indenizar associação LGBTQIA+ e publicar retratação

A Quarta Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso condenou o deputado estadual Gilberto Cattani (PL) ao pagamento de R$ 20 mil por danos morais, além da obrigação de publicar uma retratação em seu perfil no Instagram. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (15), após análise de recurso movido pela associação MT Queer.

O colegiado seguiu, de forma unânime, o voto do desembargador Rubens de Oliveira Santos Filho, que divergiu inicialmente da relatora Serly Marcondes Alves. Em primeira instância, a entidade havia tido o pedido negado, cenário que se repetiu em decisão inicial no próprio tribunal. No entanto, após pedido de vista, Rubens apresentou voto favorável à associação, posteriormente acompanhado pela relatora, consolidando o entendimento unânime da Câmara.

No voto, o desembargador destacou que o parlamentar possui histórico de manifestações consideradas polêmicas e apontou que, neste caso, houve extrapolação dos limites da atuação política. Segundo ele, as declarações não configuram exercício legítimo da função parlamentar, mas sim conteúdo discriminatório. “É nítido que o tom adotado não se caracteriza como crítica administrativa ou política, mas revela conteúdo de segregação e preconceito”, afirmou.

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A ação tem origem em um vídeo publicado por Cattani em novembro de 2023, no qual ele criticava um curta-metragem produzido pela MT Queer. O material retratava a relação afetiva entre dois jovens e, segundo o deputado, estaria “incentivando” comportamentos entre estudantes. A interpretação foi contestada pela entidade, que acionou a Justiça alegando discurso discriminatório.

Para o relator do voto vencedor, o caso não se enquadra na proteção da imunidade parlamentar. Ele classificou a conduta como manifestação de “intolerância odiosa”, ressaltando que não há nexo funcional que justifique o conteúdo das declarações no âmbito do exercício do mandato.

Além da indenização, que será acrescida de juros e correção monetária, o deputado deverá publicar uma retratação em sua conta no Instagram por, no mínimo, 15 dias. O descumprimento poderá gerar multa diária de R$ 1 mil.

A decisão, proferida em segunda instância, ainda pode ser alvo de recursos. Caso seja mantida até o trânsito em julgado, o caso poderá ter desdobramentos na esfera eleitoral, com eventual análise à luz da Lei da Ficha Limpa, dependendo do entendimento sobre eventual incitação ao ódio e suas implicações jurídicas.

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Fonte Folhamax

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