Política
Advogado de Lula diz esperar que ‘fatos novos’ sensibilizem o poder judiciário
O advogado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Cristiano Zanin, disse nesta terça-feira (11) que espera que “fatos novos” sensibilizem o poder judiciário. A declaração foi dada após o site The Intercept publicar no fim de semana reportagem com mensagens atribuídas a Sérgio Moro e a procuradores da Operação Lava Jato.
Segundo o site, o então juiz responsável pela Lava Jato no Paraná orientou ações e cobrou novas operações dos procuradores que atuam na operação. As conversas aconteceram no Telegram – aplicativo de mensagens. Eles denunciaram recentemente que tiveram seus celulares hackeados.
“Nós esperamos que esses fatos novos possam efetivamente sensibilizar e mostrar ao nosso poder judiciário, que o ex-presidente Lula não teve direito a um julgamento justo, imparcial e independente”, afirmou o advogado.
Zanin se reuniu na manhã desta terça-feira com Lula na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, onde o ex-presidente está preso.
“Nós temos a possibilidade, com esse material, de levar também fatos novos ao judiciário pra reforçar aquilo que nós sempre dissemos: a falta de imparcialidade, a falta de um julgamento imparcial, independente, a falta de um tratamento igual para acusação e defesa. Isso são fatos que nós, desde o primeiro momento, já havíamos levado aos processos, já havíamos feito a prova perante os tribunais. Infelizmente, até o momento, não houve esse reconhecimento”, afirmou Zanin.
G1
Política
TJMT condena Cattani a indenizar associação LGBTQIA+ e publicar retratação

A Quarta Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso condenou o deputado estadual Gilberto Cattani (PL) ao pagamento de R$ 20 mil por danos morais, além da obrigação de publicar uma retratação em seu perfil no Instagram. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (15), após análise de recurso movido pela associação MT Queer.
O colegiado seguiu, de forma unânime, o voto do desembargador Rubens de Oliveira Santos Filho, que divergiu inicialmente da relatora Serly Marcondes Alves. Em primeira instância, a entidade havia tido o pedido negado, cenário que se repetiu em decisão inicial no próprio tribunal. No entanto, após pedido de vista, Rubens apresentou voto favorável à associação, posteriormente acompanhado pela relatora, consolidando o entendimento unânime da Câmara.
No voto, o desembargador destacou que o parlamentar possui histórico de manifestações consideradas polêmicas e apontou que, neste caso, houve extrapolação dos limites da atuação política. Segundo ele, as declarações não configuram exercício legítimo da função parlamentar, mas sim conteúdo discriminatório. “É nítido que o tom adotado não se caracteriza como crítica administrativa ou política, mas revela conteúdo de segregação e preconceito”, afirmou.
A ação tem origem em um vídeo publicado por Cattani em novembro de 2023, no qual ele criticava um curta-metragem produzido pela MT Queer. O material retratava a relação afetiva entre dois jovens e, segundo o deputado, estaria “incentivando” comportamentos entre estudantes. A interpretação foi contestada pela entidade, que acionou a Justiça alegando discurso discriminatório.
Para o relator do voto vencedor, o caso não se enquadra na proteção da imunidade parlamentar. Ele classificou a conduta como manifestação de “intolerância odiosa”, ressaltando que não há nexo funcional que justifique o conteúdo das declarações no âmbito do exercício do mandato.
Além da indenização, que será acrescida de juros e correção monetária, o deputado deverá publicar uma retratação em sua conta no Instagram por, no mínimo, 15 dias. O descumprimento poderá gerar multa diária de R$ 1 mil.
A decisão, proferida em segunda instância, ainda pode ser alvo de recursos. Caso seja mantida até o trânsito em julgado, o caso poderá ter desdobramentos na esfera eleitoral, com eventual análise à luz da Lei da Ficha Limpa, dependendo do entendimento sobre eventual incitação ao ódio e suas implicações jurídicas.
Fonte Folhamax
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