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Mato Grosso

Questões práticas da Vara da Infância e Juventude são apresentadas a juízes e juízas durante curso


Quando se fala em crianças e adolescentes o assunto é sensível, delicado e requer maior atenção, especialmente no que se refere a questões nas Varas de Infância e Juventude. Esse foi o assunto da 22ª aula do Curso Oficial de Formação Inicial (Cofi) dos magistrados, realizada nesta quinta-feira (17 de março). A capacitação, ofertada a juízes e juízas recém-empossados em concurso público do Poder Judiciário de Mato Grosso apresentou questões práticas na lida diária da carreira.
 
Quem ministrou a aula foi o juiz Elmo Lamoia de Moraes da Vara Única de Vila Bela da Santíssima Trindade e da Vara de Fazenda Pública e Juizado Especial Cível da Comarca de Pontes e Lacerda, que inicialmente elogiou a iniciativa da Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), que promove o curso.
 
“Há cinco anos era eu quem estava sentado nessas cadeiras junto com meus colegas passando pelo curso. Vejo que houve um aprimoramento maior no curso, um profissionalismo muito grande por parte da Esmagis e é uma honra ministrar essa aula e compartilhar um pouco do conhecimento prático que angariei ao longo do tempo”, disse.
 
O magistrado não apresentou teoria e doutrina, uma vez que os participantes acabaram de ingressar na carreira e para isso estudaram muito, mas focou nos aspectos práticos e na experiência obtida ao longo dos anos de carreira. Ele falou sobre Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento (SNA) – manual e acesso ao sistema; procedimentos infracionais: procedimento de apuração de ato infracional; audiência de apresentação; destituição do poder familiar; audiências concentradas; acompanhamento do cumprimento das medidas socioeducativas; prioridade do processo de adoção; prazo do processo de adoção – adoção à brasileira e adoção intuitu personae (fora do cadastro); pré-cadastro de pretendentes e processo de habilitação de pretendentes à adoção, entre outros.
 
“Nosso Estado é muito grande e diverso. A realidade em cada lugar é muito diferente da outra, mas tem os pontos comuns e a questão da infância é um deles. O principal é ter empatia, saber como é a relação familiar e a experiência depois”, comentou.
 
Elmo Lamoia de Moraes falou também sobre a Comissão Estadual Judiciária de Adoção (Ceja) do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, autoridade Central Estadual no assunto e responsável pela fiscalização, normatização e orientação de questões relacionadas à adoção, que trata sobre adoção internacional e dá apoio aos juízes das varas da Infância e Juventude.
 
O magistrado apresentou projetos da Justiça estadual voltados à criança e adolescente. Ações desenvolvidas na Capital e em todo Estado:
 
Adotar é Legal – que visa conscientizar população a respeito da adoção.
 
Programa Padrinhos – apadrinhamento afetivo é destinado para crianças acima de oito anos e adolescentes acolhidos, com possibilidades remotas ou inexistentes de adoção.
 
Entrega Legal – objetivo de divulgar a previsão legal de entrega voluntária de filho para adoção, antes ou após o nascimento, conforme previsto no Eca, de forma segura e sigilosa.
 
Pai Presente – o reconhecimento de paternidade foi facilitado pelo provimento N. 16 da Corregedoria Nacional de Justiça que institui um conjunto de regras e procedimentos para agilizar esse tipo de demanda.
 
Serviço de Acolhimento em Família Acolhedora – é um serviço do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) que organiza o acolhimento em residência de famílias acolhedoras previamente selecionadas e capacitadas, de crianças e adolescentes afastados de suas famílias por meio de medida protetiva, até que seja viabilizado o retorno à família de origem ou, na sua impossibilidade, encaminhamento para adoção.
 
O juiz apresentou casos reais envolvendo crianças e adolescentes para o debate e discussão sobre qual decisão seria tomada pelos presentes em cada situação. O magistrado informou que todos os nomes foram trocados para preservar as partes.
 
O curso – A capacitação é realizada presencialmente e teve início no dia 24 de janeiro e segue até o mês de maio. As aulas teóricas são ministradas por juízes, operadores do sistema de Direito, catedráticos e autoridades de Tribunais Superiores. As aulas práticas serão realizadas nos fóruns de Cuiabá e Várzea Grande.
Estão programadas também rodas de conversas com juízes mais experientes, chamadas Diálogos Institucionais.
 
 
Esta matéria contém recursos de texto alternativo para prover a inclusão das pessoas com deficiência visual.
 
Descrição da imagem:
 
Imagem 1: Foto do juiz Elmo Lamoia de Moraes ministrando o curso aos novos magistrados e magistradas. Ele está em uma sala com paredes brancas, um tablado cinza ao fundo, bem como uma mesa pequena branca com uma jarra de inox e copo de vidro. O juiz está em pé, segurando um microfone com a mão direita e a mão esquerda está no bolso da calça. Ele usa óculos, terno escuro, camisa branca, gravata em tom vermelho e sapatos pretos. Ao seu lado há um quadro branco na parede com slide sobre o assunto da capacitação: Vara da Infância e Juventude, escrito em branco, com fundo esverdeado. Abaixo está escrito o nome do magistrado, seu e-mail e número de telefone celular, em letras brancas.
 
Imagem 2: Foto do juiz proferindo o assunto do curso em uma sala com paredes brancas. Os magistrados e magistradas estão em um semicírculo, sentados em cadeiras pretas com o juiz Elmo Lamoia de Moraes ao fundo da imagem, de frente para os participantes, segurando o microfone com a mão direita. Atrás do juiz, na parede, está o slide com o tema do curso ministrado, com fundo esverdeado.
 
Leia nos links abaixo matérias que já foram publicadas sobre o assunto:
 
 
 
 
 
 
 
Dani Cunha
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
 
 

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Mato Grosso

Mudança no Estatuto da AMM propõe mudanças sobre calendário eleitoral e representatividade dos prefeitos

A Assembleia Geral Extraordinária convocada pelo presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Hemerson Lourenço Máximo, o Maninho, para esta terça-feira (4), promete colocar em discussão um dos temas mais relevantes da gestão da entidade: a possível alteração do Estatuto Social, incluindo mudanças nas regras do processo eleitoral da associação.

Além de deliberar sobre o projeto de reforma da sede da AMM, os prefeitos associados analisarão propostas de alteração dos artigos 14, 15, 25 e 39 do Estatuto. Embora o edital de convocação detalhe quais dispositivos serão modificados, o conteúdo das alterações será apresentado durante a assembleia.

O principal ponto de debate é a possibilidade de antecipação das eleições da diretoria da entidade para o segundo semestre deste ano.

Os argumentos favoráveis à mudança

Defensores da alteração avaliam que o Estatuto deve ser um instrumento flexível, capaz de se adaptar às necessidades institucionais da AMM e às demandas dos municípios.

Na avaliação de apoiadores da proposta, antecipar o processo eleitoral pode trazer previsibilidade administrativa, permitindo que a futura diretoria tenha mais tempo para organizar sua equipe, elaborar o planejamento estratégico e preparar a transição antes do início do mandato.

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Outro argumento é que o próprio Estatuto prevê que suas regras possam ser alteradas pela Assembleia Geral, considerada a instância máxima de deliberação da entidade. Nesse entendimento, qualquer mudança aprovada pela maioria dos prefeitos presentes refletirá uma decisão coletiva e democrática dos associados.

Há ainda quem sustente que discutir o calendário eleitoral não significa comprometer a legitimidade da futura gestão.

Para esse grupo, o mais importante é que todas as regras sejam debatidas, aprovadas em assembleia e aplicadas de forma transparente, independentemente da data escolhida para a eleição.

Também pesa o argumento da continuidade administrativa. Segundo defensores da proposta, uma eleição realizada com antecedência pode reduzir o período de indefinição política dentro da entidade, permitindo que a nova diretoria participe da preparação das principais pautas municipalistas para o ano seguinte.

As críticas à proposta

O ex-presidente da AMM e ex-prefeito de Primavera do Leste, Leonardo Bortolin (MDB), manifestou preocupação com uma eventual alteração no calendário eleitoral.

Na avaliação de Bortolin, um eventual retorno ao modelo anterior poderia permitir que gestores em fim de mandato participassem da definição da direção da entidade para um período em que já não estarão mais à frente de seus municípios.

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Para os críticos, esse modelo reduziria a representatividade dos prefeitos que efetivamente exercerão seus mandatos durante a gestão da próxima diretoria da AMM.

Decisão caberá aos prefeitos

Independentemente das posições favoráveis ou contrárias, a decisão será tomada pelos próprios prefeitos associados durante a Assembleia Geral Extraordinária, órgão máximo de deliberação da entidade.

Caso as alterações estatutárias sejam aprovadas pelo quórum previsto no Estatuto Social, as novas regras passarão a orientar o funcionamento institucional da AMM, incluindo, eventualmente, o calendário das próximas eleições.

O debate evidencia duas visões distintas sobre a governança da associação. De um lado, há quem defenda maior flexibilidade para adequar o Estatuto às necessidades administrativas da entidade.

De outro, gestores sustentam que o modelo atual fortalece a legitimidade da representação municipalista ao assegurar que a diretoria seja escolhida pelos prefeitos que exercerão efetivamente seus mandatos.

A expectativa é que a assembleia esclareça o alcance das alterações propostas e permita que os prefeitos deliberem sobre o futuro da principal entidade representativa dos municípios de Mato Grosso.

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