Justiça
Presidente do TJ/MT tira toda barba para não ser confundido com Lula
Constrangido e incomodado com as constantes abordagens de pessoas, que vinculavam sua semelhança ao do presidente Lula por causa da estatura, barba e cabelos brancos, o presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargador José Zuquim, resolveu tirar toda a barba.
De forma descontraído e bem humorado, ele comentou a este Blog que, primeiro, aparou a barba, deixando-a menos cheia e uniforme. Mesmo assim, continuou a ouvir comentários, desta vez de que teria ficado mais parecido ainda com Lula.
No último final de semana, decidiu, então, tirá-la por completo.
Em agosto, Zuquim foi confundido com o presidente da República quando acompanhava o ministro Barroso na escola estadual Liceu Cuiabano. Enquanto se dirigia ao dispositivo de autoridades, alunos, em coro, gritaram: “olha o Lula ali!”. Depois, no último dia 29, na posse do ministro Edson Fachin na presidência do STF, foi abordado por colegas magistrados, fazendo comentários de sua semelhança com Lula.
Justiça
Julgamento sobre “cura gay” sai do virtual e vai ao plenário do STF

O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, decidiu transferir para o plenário físico o julgamento que discute a legalidade de uma resolução do Conselho Federal de Psicologia que proíbe práticas conhecidas como “cura gay” e restringe o uso de fundamentos religiosos na atuação profissional de psicólogos.
A análise, que estava ocorrendo no ambiente virtual, será retomada presencialmente após o pedido de destaque feito por Fachin. O caso envolve duas ações diretas de inconstitucionalidade que tratam de pontos opostos sobre a norma editada em 2023.
De um lado, o partido Novo e o Instituto Brasileiro de Direito e Religião questionam a regra, alegando que ela fere a liberdade de crença e de expressão dos profissionais. Do outro, o PDT defende a validade da resolução, argumentando que a medida não impede manifestações religiosas, mas estabelece limites claros para evitar que convicções pessoais interfiram no atendimento psicológico.
A norma do CFP veda a chamada terapia de conversão sexual e reforça que o exercício da psicologia deve seguir critérios científicos reconhecidos, sem substituição por crenças religiosas. Para os defensores da resolução, a flexibilização poderia abrir espaço para práticas já amplamente criticadas por entidades médicas e científicas.
Antes da suspensão do julgamento, o relator Alexandre de Moraes votou pela validade da norma. Ele entendeu que a resolução não viola a liberdade religiosa, mas garante a proteção dos pacientes e reafirma o caráter laico do Estado, ao impedir tratamentos sem base científica.
Com a ida ao plenário físico, o julgamento ganha novo peso dentro da Corte e deve reunir todos os ministros em uma discussão que envolve direitos fundamentais, liberdade religiosa e limites da atuação profissional na área da saúde. Ainda não há data definida para a retomada do caso.
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