Justiça
Polícia Federal investiga juiz de MT por suspeita de venda de sentenças
A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quinta-feira (29.05), a 8ª fase da Operação Sisamnes, que tem como objetivo aprofundar a investigação em relação aos crimes de corrupção judiciária e lavagem de dinheiro. Um juiz mato-grossense, que ainda não teve o nome revelado, é alvo da operação por suspeita de venda de sentenças.

Segundo as investigações da Polícia Federal, foi identificado um esquema de lavagem de dinheiro montado para dissimular pagamentos milionários de “propinas” em troca de decisões judiciais proferidas por um magistrado vinculado ao Tribunal de Justiça do Estado do Estado de Mato Grosso.
Assim, por determinação do Supremo Tribunal Federal, são cumpridos três mandados de busca e apreensão em Mato Grosso, ordem de afastamento das funções públicas do magistrado, além do sequestro de bens e valores no montante aproximado de R$ 30 milhões e a proibição de sair do país, recolhendo seu passaporte.
Operação Sisamnes
A Operação Sisamnes deflagrada pela Polícia Federal visa desmantelar um grupo envolvido em vendas de sentenças no judiciário brasileiro. As investigações identificaram uma rede financeira-empresarial de lavagem de dinheiro que foi criada para dissimular a origem ilícita das supostas “propinas” lançadas para a compra de decisões judiciais, de modo a romper a vinculação direta entre o agente corruptor e o servidor público corrompido.
Na quarta-feira foram cumpridos mandados de prisão e de busca e apreensão na sétima fase da operação. No foco de ontem estavam uma organização criminosa responsável pela prática de crimes como espionagem e homicídios sob encomenda. O grupo foi descoberto durante a investigação do assassinato do advogado Roberto Zampieri.
Justiça
Julgamento sobre “cura gay” sai do virtual e vai ao plenário do STF

O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, decidiu transferir para o plenário físico o julgamento que discute a legalidade de uma resolução do Conselho Federal de Psicologia que proíbe práticas conhecidas como “cura gay” e restringe o uso de fundamentos religiosos na atuação profissional de psicólogos.
A análise, que estava ocorrendo no ambiente virtual, será retomada presencialmente após o pedido de destaque feito por Fachin. O caso envolve duas ações diretas de inconstitucionalidade que tratam de pontos opostos sobre a norma editada em 2023.
De um lado, o partido Novo e o Instituto Brasileiro de Direito e Religião questionam a regra, alegando que ela fere a liberdade de crença e de expressão dos profissionais. Do outro, o PDT defende a validade da resolução, argumentando que a medida não impede manifestações religiosas, mas estabelece limites claros para evitar que convicções pessoais interfiram no atendimento psicológico.
A norma do CFP veda a chamada terapia de conversão sexual e reforça que o exercício da psicologia deve seguir critérios científicos reconhecidos, sem substituição por crenças religiosas. Para os defensores da resolução, a flexibilização poderia abrir espaço para práticas já amplamente criticadas por entidades médicas e científicas.
Antes da suspensão do julgamento, o relator Alexandre de Moraes votou pela validade da norma. Ele entendeu que a resolução não viola a liberdade religiosa, mas garante a proteção dos pacientes e reafirma o caráter laico do Estado, ao impedir tratamentos sem base científica.
Com a ida ao plenário físico, o julgamento ganha novo peso dentro da Corte e deve reunir todos os ministros em uma discussão que envolve direitos fundamentais, liberdade religiosa e limites da atuação profissional na área da saúde. Ainda não há data definida para a retomada do caso.
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