Justiça
Justiça empossa 35 novos juízes para atuar no interior

A posse de 35 novos juízes e juízas, realizada na manhã desta quarta-feira (21.01), no Tribunal de Justiça de Mato Grosso, marcou o início de uma nova etapa para o Judiciário estadual e para os magistrados que passam a atuar em comarcas do interior. A cerimônia reuniu autoridades, servidores, familiares e convidados.
Os novos integrantes da magistratura vieram de diferentes regiões do país, mas também há destaque para profissionais naturais de Mato Grosso. Com as nomeações, o Judiciário busca assegurar a presença de ao menos um magistrado em cada comarca do interior do Estado.
Natural de Rondonópolis, Israel Tibes Wense de Almeida Gomes decidiu seguir a carreira ainda na faculdade de Direito. A experiência como estagiário e assessor de juiz no interior confirmou a escolha. Após anos de estudo e tentativas em concursos pelo Brasil, ele comemora a aprovação em Mato Grosso. “Ser aprovado no meu estado natal é motivo de muita alegria”, afirma.
Justiça
Julgamento sobre “cura gay” sai do virtual e vai ao plenário do STF

O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, decidiu transferir para o plenário físico o julgamento que discute a legalidade de uma resolução do Conselho Federal de Psicologia que proíbe práticas conhecidas como “cura gay” e restringe o uso de fundamentos religiosos na atuação profissional de psicólogos.
A análise, que estava ocorrendo no ambiente virtual, será retomada presencialmente após o pedido de destaque feito por Fachin. O caso envolve duas ações diretas de inconstitucionalidade que tratam de pontos opostos sobre a norma editada em 2023.
De um lado, o partido Novo e o Instituto Brasileiro de Direito e Religião questionam a regra, alegando que ela fere a liberdade de crença e de expressão dos profissionais. Do outro, o PDT defende a validade da resolução, argumentando que a medida não impede manifestações religiosas, mas estabelece limites claros para evitar que convicções pessoais interfiram no atendimento psicológico.
A norma do CFP veda a chamada terapia de conversão sexual e reforça que o exercício da psicologia deve seguir critérios científicos reconhecidos, sem substituição por crenças religiosas. Para os defensores da resolução, a flexibilização poderia abrir espaço para práticas já amplamente criticadas por entidades médicas e científicas.
Antes da suspensão do julgamento, o relator Alexandre de Moraes votou pela validade da norma. Ele entendeu que a resolução não viola a liberdade religiosa, mas garante a proteção dos pacientes e reafirma o caráter laico do Estado, ao impedir tratamentos sem base científica.
Com a ida ao plenário físico, o julgamento ganha novo peso dentro da Corte e deve reunir todos os ministros em uma discussão que envolve direitos fundamentais, liberdade religiosa e limites da atuação profissional na área da saúde. Ainda não há data definida para a retomada do caso.
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