Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

Justiça

Golpe da Energisa: Consumidores são vítimas de falha no sistema de pagamentos

Empresária relata prejuízos e autoridades alertam sobre golpes envolvendo boletos falsos de energia.

Uma onda de golpes envolvendo a Energisa tem causado revolta e prejuízos em Nova Mutum. A empresária Thainá Paraiso Salvador é uma das vítimas que teve seu nome negativado devido a uma falha no sistema de pagamentos da empresa. “Mesmo após efetuar o pagamento, este não constava nos registros da empresa”, relata Thainá, indignada.

Outras 11 pessoas apresentaram queixas semelhantes na mesma semana, segundo relatos do PROCON local, tornando evidente que o caso não é um incidente isolado. A coordenadora do PROCON de Nova Mutum, Junilsa Almeida Costa, lamenta que a Energisa tenha alegado não ter controle sobre a situação, deixando os consumidores no prejuízo.

Diante desse cenário preocupante, a coordenadora Junilsa Almeida Costa destaca as orientações do PROCON para os consumidores. Antes de efetuar o pagamento de qualquer fatura ou boleto bancário, o Procon-MT orienta o consumidor a verificar atentamente os dados impressos, tais como: número e nome do banco, código de barras, CNPJ da empresa emissora, data de vencimento do título, valor e se o nome da empresa na transação bancária confere com o constante no boleto. O alerta abrange os boletos impressos pela internet, recebidos por e-mail e até mesmo aqueles que chegam diretamente em casa ou na empresa. Além disso, é crucial observar a qualidade do documento, verificando se mantém o mesmo padrão visual e se apresenta erros de português ou formatação.

Leia Também:  ASSUME CADEIRA NO SENADO INVESTIGADA POR ATOS GOLPISTAS DO 8 DE JANEIRO

Foto: Reprodução

energisa MutumThainá Paraiso Salvador, vítima do golpe.

É fundamental que o consumidor esteja atento aos detalhes e sempre confira os daTdos. Diante do menor indício de adulteração, é necessário entrar em contato com a empresa para certificar-se da autenticidade do boleto. No caso de comprovação da boa fé do consumidor e de que a adulteração ocorreu por falha na prestação de serviço, incluindo a segurança dos dados, o fornecedor é responsabilizado. Para complicar ainda mais a situação, a falta de comunicação da Energisa sobre a falha no sistema de pagamento online tem gerado preocupações quanto à segurança dos dados dos usuários. “É alarmante a ausência de avisos sobre a vulnerabilidade”, destaca Thainá.

Diante desse cenário, autoridades alertam para a importância de verificar cuidadosamente os boletos de energia antes de efetuar o pagamento. O delegado Edmundo Filho, da Delegacia Municipal da Polícia Judiciária Civil, ressalta: “É fundamental que os consumidores estejam atentos aos sinais de fraude e sempre utilizem canais oficiais da Energisa para evitar cair em golpes”.

Leia Também:  Gilmar Mendes ganha mais uma, e repórteres terão que pagar indenização ao Ministro

A Polícia Civil também reforça a necessidade de revisar detalhes como destinatário e data de vencimento dos boletos. “Ao conferir a conta para a qual está sendo direcionado o pagamento e garantir que seja da Energisa, é possível evitar grande parte desses golpes”, alerta o órgão.

Diante dos transtornos enfrentados e da falta de resposta efetiva por parte da Energisa, Thainá pretende tomar medidas legais para proteger seus direitos e alertar outros consumidores sobre essa falha de segurança.

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Justiça

Julgamento sobre “cura gay” sai do virtual e vai ao plenário do STF

O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, decidiu transferir para o plenário físico o julgamento que discute a legalidade de uma resolução do Conselho Federal de Psicologia que proíbe práticas conhecidas como “cura gay” e restringe o uso de fundamentos religiosos na atuação profissional de psicólogos.

A análise, que estava ocorrendo no ambiente virtual, será retomada presencialmente após o pedido de destaque feito por Fachin. O caso envolve duas ações diretas de inconstitucionalidade que tratam de pontos opostos sobre a norma editada em 2023.

De um lado, o partido Novo e o Instituto Brasileiro de Direito e Religião questionam a regra, alegando que ela fere a liberdade de crença e de expressão dos profissionais. Do outro, o PDT defende a validade da resolução, argumentando que a medida não impede manifestações religiosas, mas estabelece limites claros para evitar que convicções pessoais interfiram no atendimento psicológico.

A norma do CFP veda a chamada terapia de conversão sexual e reforça que o exercício da psicologia deve seguir critérios científicos reconhecidos, sem substituição por crenças religiosas. Para os defensores da resolução, a flexibilização poderia abrir espaço para práticas já amplamente criticadas por entidades médicas e científicas.

Leia Também:  Justiça decide que lei brasileira não será aplicada a contrato assinado em Moçambique

Antes da suspensão do julgamento, o relator Alexandre de Moraes votou pela validade da norma. Ele entendeu que a resolução não viola a liberdade religiosa, mas garante a proteção dos pacientes e reafirma o caráter laico do Estado, ao impedir tratamentos sem base científica.

Com a ida ao plenário físico, o julgamento ganha novo peso dentro da Corte e deve reunir todos os ministros em uma discussão que envolve direitos fundamentais, liberdade religiosa e limites da atuação profissional na área da saúde. Ainda não há data definida para a retomada do caso.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

polícia

política

Cidades

ESPORTES

Saúde

É Direito

MAIS LIDAS DA SEMANA