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Justiça

Acusado de porte ilegal e ameaça: TJ solta empresário que espancou ex-mulher em Lucas do Rio Verde

Na sua decisão, o desembargador Marcos Machado ressalto que Guilherme é réu primário, possui endereço certo no distrito da culpa, profissão definida empresário e tem filhos menores de idade.

A justiça concedeu a liberdade do empresário Guilherme Vinícius Cervo, de 32 anos, por meio de um Habeas Corpus impetrado pelos advogados MARCOS PAULO DOS SANTOS e WILLIAM DOS SANTOS PUHL. Guilherme que estava preso por prisão preventiva pelo cometimento de lesão corporal praticada contra a mulher, por razões da condição do sexo feminino – art. 129, § 13º, do CP.

Na sua decisão, o desembargador Marcos Machado ressalto que Guilherme é réu primário, possui endereço certo no distrito da culpa, profissão definida empresário e tem filhos menores de idade.

Essas “condições subjetivas favoráveis, conquanto não sejam garantidoras de eventual direito à soltura, merecem ser devidamente valoradas” e deferiu PARCIALMENTE o pedido liminar para substituir a prisão preventiva do paciente GUILHERME VINISSIUS CERVO pelas medidas cautelares de:

1) prestação de fiança no valor de R$ 15.180,00 (quinze mil cento e oitenta reais), correspondente a 10 (dez) salários-mínimos, autorizado eventual parcelamento ou apresentação em bens móveis e imóveis, com ônus judicial perante o DETRAN [veículo] ou Cartório de Registro de Imóveis [casa], respectivamente, a serem postulados perante o Juízo singular, desde que comprovada a impossibilidade financeira de adimplemento integral;

2) proibições de: a) acessar/frequentar o endereço da ex-companheira e b) se aproximar, com distância mínima de 500 (quinhentos metros), ou manter qualquer contato com a vítima.

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Guilherme Vinícius Cervo voltou a ser notícia após ser preso em flagrante nesta segunda-feira (29/09), por espancar a ex-mulher em via pública em Lucas do Rio Verde. Não é a primeira vez que ele aparece em registros policiais: além de responder por porte ilegal de arma de fogo e ofensas contra terceiros, ele já havia sido denunciado pela mesma vítima por ameaças e agressões anteriores.

A prisão desta segunda ocorreu depois que câmeras de segurança flagraram o empresário descendo de uma caminhonete e correndo atrás da ex-mulher, de 31 anos, que tentou fugir em uma motocicleta. Ele a alcançou e a agrediu com socos e chutes na rua. O caso ganhou repercussão ao ser divulgado nas redes sociais. Após as diligências, ele foi capturado em Sorriso e autuado por lesão corporal no âmbito da Lei Maria da Penha.

Ameaças e xingamentos

De acordo com registros da Polícia Civil teve acesso, em 24 de fevereiro de 2025, a vítima relatou que o ex não aceitava o fim do relacionamento e enviava mensagens via WhatsApp com ameaças de morte, afirmando que “mataria ela e depois se mataria”.

Nas conversas, também proferiu ofensas como “filha da puta, vadia, vagabunda, desgraça e prostituta”. Na ocasião, a mulher solicitou medidas protetivas e o acionamento do botão do pânico.

Após ser detido, contudo, ele passou por audiência de custódia e foi liberado ao pagar fiança de R$ 6 mil.

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Porte ilegal de arma

Já no dia 13 de março de 2025, policiais apreenderam com Guilherme uma pistola calibre 9 mm e sete munições intactas dentro da loja dele, uma garagem de veículos. Ele foi autuado por porte ilegal de arma de fogo, mas acabou liberado com medidas cautelares, já que não pagou a fiança arbitrada.

Na ocasião, segundo o boletim de ocorrência, a Polícia Militar foi acionada após denúncia de que Guilherme estaria manuseando uma pistola em frente à loja. No local, ele foi encontrado no escritório do estabelecimento. Ao ser questionado sobre a arma, negou a presença de armamento.

Durante revista, os policiais localizaram uma pistola preta, marca M95-Detective, calibre .9mm, desmuniciada, com sete munições intactas, dentro de uma maleta atrás de uma cômoda. Guilherme afirmou que a arma pertencia a outra pessoa, também presente.

Ofensas em 2022

Consta ainda um boletim registrado em julho de 2022, em que uma mulher denunciou ter sido alvo de ofensas do empresário, feitas em áudios destinados ao marido dela. Entre as frases, ele dizia que a mulher “dava para outros na rua” e usava termos de baixo calão. A comunicante chegou a apresentar um pen drive com os áudios gravados. Este caso, contudo, foi arquivado.
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Cibercrime

TJMT aciona Polícia Federal e Polícia Civil após ataque cibernético que tirou sistemas do ar

 

Incidente de segurança levou à suspensão de prazos processuais, cancelamento de sessões e redefinição de senhas; Tribunal afirma que, até o momento, não há indícios de acesso indevido a dados sensíveis

O presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), desembargador José Zuquim Nogueira, acionou a Polícia Federal e a Polícia Civil para investigar possíveis crimes cibernéticos relacionados ao incidente de segurança que atingiu os sistemas do Judiciário mato-grossense, indisponíveis desde segunda-feira (21).

A Polícia Federal foi comunicada porque um dos sistemas afetados possui integração com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Já a Polícia Civil deverá atuar diretamente na apuração do ataque e de eventuais tentativas de acesso indevido a informações.

A medida adotada pela Presidência do Tribunal busca preservar a segurança dos dados de servidores, magistrados e demais usuários dos sistemas judiciais.

Credenciais de usuários foram acessadas

Segundo informações divulgadas pelo próprio Tribunal, o incidente foi identificado na segunda-feira. Durante as primeiras análises, a equipe técnica verificou que houve acesso a credenciais de usuários da rede.

O TJMT ressaltou, entretanto, que logins e senhas permanecem protegidos por criptografia.

Em nota divulgada nesta quarta-feira (23), o Tribunal informou que, até o momento, não foram encontradas evidências de acesso a outros dados pessoais de servidores ou magistrados, tampouco a decisões judiciais ou aos sistemas de backup.

Como medida preventiva, toda a infraestrutura tecnológica está passando por uma ampla varredura de segurança. As senhas dos usuários também estão sendo redefinidas.

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Suspeita envolve malote judiciário digital

Uma das linhas analisadas é de que o incidente possa ter ocorrido por meio de um malote judiciário digital encaminhado por um órgão oficial ao Tribunal.

A hipótese ainda está sob investigação e deverá ser analisada pelas equipes técnicas e policiais responsáveis pela apuração.

O Processo Judicial Eletrônico (PJe) e os demais sistemas do TJMT foram desligados preventivamente para evitar eventuais riscos adicionais.

Apesar da indisponibilidade, os sistemas já passam por testes para que o restabelecimento seja realizado de forma segura.

O Tribunal informou que as análises continuam sendo conduzidas por equipes especializadas, com apoio de parceiros técnicos.

“Até o momento, não foram identificados indícios de uso indevido de dados decorrentes do incidente investigado, nem indícios de comprometimento dos mecanismos de backup do Tribunal”, informou o TJMT.

Prazos processuais foram suspensos

Em razão da indisponibilidade dos sistemas, o Tribunal de Justiça prorrogou até esta sexta-feira (25) a suspensão dos prazos processuais.

A medida alcança processos físicos e eletrônicos de primeiro e segundo graus.

Durante o período, permanecem indisponíveis serviços como:

  • peticionamento eletrônico;
  • consulta processual;
  • acesso a sistemas externos;
  • atendimento regular ao público;
  • sessões que dependam dos sistemas afetados.

Parte das sessões previstas para o período foi cancelada ou adiada.

A suspensão foi formalizada por meio de portaria assinada pelo presidente do TJMT, desembargador José Zuquim Nogueira.

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Serviços urgentes continuam funcionando

Apesar da paralisação dos sistemas, o Judiciário informou que permanecerão mantidos os serviços essenciais, atividades consideradas urgentes e o plantão judiciário.

A suspensão também não se aplica às unidades com competência em execução penal.

Esses processos continuarão tramitando normalmente pelo Sistema Eletrônico de Execução Unificado (SEEU), justamente para evitar prejuízos às pessoas privadas de liberdade.

Segundo a portaria, a manutenção dessas atividades busca garantir a continuidade de decisões urgentes mesmo durante o período de indisponibilidade da estrutura tecnológica principal.

Investigação busca identificar origem e extensão do ataque

A partir do acionamento da Polícia Federal e da Polícia Civil, a investigação deverá buscar identificar a origem do incidente, eventual participação de terceiros e se houve tentativa de obtenção ou utilização indevida de informações.

Também será analisado o caminho utilizado para atingir os sistemas do Judiciário e a extensão real do comprometimento da rede.

Enquanto as investigações avançam, o Tribunal mantém os sistemas externos desligados como medida de precaução.

A expectativa é que a retomada ocorra somente depois que as equipes técnicas considerarem que o ambiente oferece condições adequadas de segurança.

O TJMT reforçou que, até o momento, não existem indícios de comprometimento dos backups nem de utilização indevida dos dados relacionados ao incidente, mas as análises continuam em andamento.

 

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