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Solenidade marca início das celebrações dos 90 anos da Justiça Eleitoral e da conquista do voto feminino


Foi dada a largada para a celebração simultânea dos 90 anos da Justiça Eleitoral (JE) e da conquista do voto feminino no Brasil, comemorados no dia 24 de fevereiro. Em sessão solene realizada na noite desta segunda-feira (21), o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso, ressaltou a importância que a JE exerce na democracia brasileira desde a criação, em 1932, e lançou as primeiras ações comemorativas.

A temporada de celebrações começou com o descerramento de uma placa em alusão à data; o anúncio da estreia, nesta quinta-feira (24), de uma página especial no Portal da JE contendo diversas informações sobre a atuação do Tribunal nessas nove décadas e o início do voto feminino no país; e o lançamento da nova edição do livro que registra todos os presidentes do TSE desde 1932, com as respectivas biografias.

Em breve discurso, Barroso afirmou que a Justiça Eleitoral foi criada para organizar as eleições e para enfrentar as fraudes generalizadas que caracterizavam a história do Brasil. Ele ressaltou o aperfeiçoamento do sistema de votação promovido pela Justiça Eleitoral ao longo do tempo, bem como o esforço pela moralização dos processos político, eleitoral e democrático brasileiro.

“Há 100 anos, as eleições eram marcadas pelas fraudes, e as mulheres eram impedidas de votar. O voto não era secreto, e a apuração do resultado não era confiável. Foi para mudar isso que a Justiça Eleitoral surgiu […], sempre se aprimorando cada vez mais para corresponder às expectativas da sociedade brasileira de assegurar a integridade do nosso processo eleitoral, com eleições livres, limpas e seguras”, disse.

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O ministro lembrou que, nesses 90 anos, a Justiça Eleitoral enfrentou e superou inúmeros desafios, passando pelo hiato entre 1937 e 1945, durante o Estado Novo, e a limitação da atuação da JE nos anos de regime militar. “Por isso, celebrar essa história de compromisso com o Brasil e em defesa da democracia é um ato que orgulha toda a sociedade brasileira”, completou Barroso.

Ele também fez um relato histórico sobre a conquista do voto feminino no Brasil, gênero que atualmente representa a maioria do eleitorado brasileiro (52,49%), somando quase 78 milhões de eleitoras. “O mundo caminha para a exigência de paridade na participação feminina na política, e o TSE participa ativamente dessa caminhada”, enfatizou.

Despedida

A cerimônia foi o último ato oficial do ministro Luís Roberto Barroso como presidente do TSE, função que assumiu em maio de 2020. Ele deixa a Corte nesta terça-feira (22), em razão do término do segundo biênio como integrante efetivo do Tribunal.

Luís Roberto Barroso encerrou a sessão solene desta segunda (21) saudando os 27 presidentes dos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs), bem como os 2,8 mil juízes e juízas e os 15,4 mil servidores e servidoras da Justiça Eleitoral, alem dos múltiplos colaboradores espalhados por todo o país. Segundo ele, os trabalhadores da JE “sempre trabalham com boa-fé, integridade e compromisso com o Brasil, para assegurar que o resultado das eleições expresse verdadeiramente a vontade do povo brasileiro”.

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Além do presidente do TSE, compuseram a mesa de honra da sessão solene o vice-presidente da Corte, ministro Edson Fachin, que tomará posse na Presidência da Corte nesta terça (22); o presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Humberto Martins; o corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Mauro Campbell Marques; os ministros Alexandre de Moraes, Benedito Gonçalves, Sérgio Banhos e Carlos Mário Velloso Filho; o procurador-geral eleitoral, Augusto Aras; o vice-procurador-geral eleitoral, Paulo Gonet; e a secretária-geral do Conselho Federal da OAB, Sayury Silva de Otoni.

Ações em comemoração aos 90 anos da JE

Entre as ações programadas, está a publicação de um livro com diversos textos contando a história de pessoas que contribuíram para a Justiça Eleitoral nestas nove décadas; entre elas, mesárias e mesários que ajudaram na realização das eleições em todo o país. A obra deve ser disponibilizada ainda no primeiro semestre deste ano.

Outro projeto comemorativo prevê reunir pensamentos e ideias de profissionais da JE postados no Twitter sobre como imaginam a Justiça Eleitoral daqui a 10 anos. Será uma espécie de cápsula do tempo, que será divulgada na ocasião do centenário da JE, em 2032. Para participar, basta tuitar usando a hashtag #JustiçaEleitoraldoFuturo.

Acompanhe as notícias no Portal do TSE e fique por dentro das várias ações do Tribunal em celebração aos 90 anos da JE no YouTube e nas redes sociais Twitter e Instagram.

MC/LC, DM

Fonte: TSE

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Gilmar Mendes nega recurso e mantém pena de 22 anos a PM por assassinato a tiros em bar

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, manteve a condenação do policial militar Ítalo José de Souza Santos a 22 anos de prisão por homicídio qualificado em Mato Grosso. A decisão, assinada no último dia 8 de abril, encerra a tentativa da defesa de reverter o resultado do julgamento.

O crime ocorreu em 2012, em um bar localizado na Rua Primeiro de Março, em Cuiabá. Na ocasião, Ítalo, acompanhado de outro homem, chegou ao local em uma motocicleta, desceu, retirou o capacete e efetuou disparos contra a vítima, Rodrigo Gonçalves da Silva, que morreu no local.

A condenação foi definida pelo Tribunal do Júri e posteriormente mantida pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso, que rejeitou os argumentos da defesa. Entre as teses apresentadas estavam supostas falhas processuais e a alegação de que a decisão dos jurados seria contrária às provas.

Ao analisar o recurso no STF, Gilmar Mendes destacou que não é possível reexaminar fatos e provas em instância superior, conforme estabelece a Súmula 279 da Corte. Segundo o ministro, acolher os pedidos da defesa exigiria justamente esse tipo de reavaliação, o que é vedado.

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Ele também apontou que não houve violação direta à Constituição, classificando as alegações como questões “reflexas”, ou seja, ligadas à interpretação de leis infraconstitucionais — o que impede a análise pelo Supremo.

A decisão reforça o entendimento de que o veredito do Tribunal do Júri deve ser preservado quando sustentado por provas, mesmo diante de versões divergentes apresentadas ao longo do processo. No caso, o crime foi considerado qualificado por motivo torpe e pelo recurso que dificultou a defesa da vítima.

Além da pena de prisão em regime fechado, a sentença também determinou a perda do cargo de policial militar. Com a negativa de seguimento no STF, a condenação se mantém integralmente válida.

Fonte Olhar Juridico

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