Cidades
Mercúrio de garimpo ilegal ameaça água em Pontes e Lacerda, diz MT
A atividade de extração de ouro no garimpo ilegal explorado há cerca de dois meses na Serra da Borda pode estar contaminando a água da rede de abastecimento do município de Pontes e Lacerda, localizado a 18 km do local e a 483 km de Cuiabá. O alerta partiu da secretária estadual de Meio Ambiente, Ana Luisa Peterlini, na última sexta-feira (23).
De acordo com a secretária, os garimpeiros que estão explorando a área da Serra da Borda têm levado a terra das jazidas para lavagem em suas casas no município com utilização de mercúrio, metal que, em sua forma líquida, auxilia no processo de separação do ouro.
A prática é recorrente em garimpos, mas, no caso de Pontes e Lacerda, tem acontecido também no interior das casas – de modo que a água desprezada na lavagem da terra, contendo traços de mercúrio, está escoando para a rede de abastecimento da cidade, o que pode contaminar a água consumida pelas famílias.
“Essa água está indo para a rede de abastecimento de água porque as pessoas estão lavando em casa essa terra. Então, a Sema vai atuar para reprimir, para impedir que isso aconteça”, anunciou a secretária após reunião entre o governo estadual e parte das forças de segurança que deverão participar da operação de retirada dos garimpeiros da Serra da Borda, onde a extração de ouro foi apontada como ilegal pela Justiça Federal.
Segundo Peterlini, a Sema deverá orientar a população para não usar o mercúrio e para não descartar a água da lavagem no ralo das casas ou nos rios e córregos da região. Amostras de água já foram colhidas no município para averiguar o nível de contaminação da água por mercúrio.
Garimpo ilegal
O garimpo na Serra da Borda vem sendo explorado há cerca de dois meses por garimpeiros profissionais e ocasionais, atraídos por notícias de grande volume de ouro na região. O local chegou a ter um pico de sete mil pessoas em atividade.
Entrentanto, no último dia 19, a Justiça Federal acolheu denúncia do Ministério Público Federal de que a atividade na área é ilegal por não ter autorização do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), que controla a extração de minério em todo o subsolo do território brasileiro (que é de jurisdição da União).
Logo, a Justiça Federal determinou a evacuação da área e o fim da atividade ilegal. Para isso, decretou que, caso necessário, forças de segurança fossem usadas.
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) já informou os garimpeiros da decisão, apelando para que eles saiam voluntariamente. Até a última sexta-feira, a Secretaria de Segurança Pública (Sesp) estimou a presença de 350 a mil pessoas no garimpo.
Por enquanto, a Polícia Federal (PF) ainda planeja a operação de cumprimento da decisão judicial junto à PRF e às forças estaduais de segurança, como a Polícia Militar e a Polícia Civil, que deverão dar suporte à operação. O governador Pedro Taques (PSDB) também solicitou a presença da Força Nacional de Segurança para a operação, cuja data de início ainda não foi divulgada.
G1 MT
Cidades
Do agro ao petróleo: empresa arremata bloco de exploração em Nova Mutum

Uma empresa arrematou um bloco de exploração de petróleo e gás em Nova Mutum (MT) e iniciou os preparativos para testes em campo. A previsão é realizar cerca de 500 coletas de amostras entre junho e julho, como parte da fase inicial de análise do potencial da área.
O prefeito Leandro Félix informou que se reuniu nesta terça-feira (14) com representantes da Dillianz Petro, responsável pelo bloco, para alinhar os próximos passos do projeto.
Em vídeo divulgado nas redes sociais, o gestor destacou que a iniciativa faz parte de um planejamento estratégico de crescimento do município. “É um momento muito importante para Nova Mutum. Estamos vivendo um planejamento bem definido de desenvolvimento e queremos avançar com esse projeto”, afirmou.
De acordo com a empresa, as coletas devem ocorrer em diferentes áreas do município, incluindo propriedades rurais. Por isso, a orientação é que produtores e proprietários estejam atentos à passagem das equipes nos próximos meses.
“Entre junho e julho, as equipes estarão em campo para realizar as coletas. É uma etapa fundamental para entender o potencial da região”, explicou o prefeito.
Ainda segundo a gestão municipal, o projeto pode representar uma mudança no perfil econômico da cidade, tradicionalmente baseada no agronegócio. A expectativa é que a possível exploração de petróleo e gás atraia investimentos, gere empregos e abra novas oportunidades.
Apesar do avanço, esta fase ainda é inicial e voltada à coleta de dados técnicos. A exploração comercial dependerá dos resultados das análises e do cumprimento das etapas de licenciamento ambiental e viabilidade econômica. Veja abaixo o vídeo divulgado pelo prefeito:
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