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Mãe de menino com paralisia cerebral vende trufas para custear tratamento do filho e pretende levá-lo à Tailândia

Uma mãe está vendendo trufas para arrecadar dinheiro e custear o tratamento de saúde do filho de 3 anos, que tem paralisia cerebral. Rayane Kezia Ferreira Corrêa mora com o filho, Ícaro Henrique Ferreira do Amaral, no Bairro Santa Amália, em Cuiabá. Os bombons feitos em casa são vendidos nas ruas da cidade.

Segundo Rayane, ela faz os bombons em casa e vende nas ruas próximas ao bairro onde mora.

Ela vende trufas com recheio de brigadeiro, morango, beijinho, maracujá e limão, nos bares, pizzarias e estabelecimentos comerciais à noite.

Às sextas-feiras ela vende na feira livre no Bairro Jardim Imperial. O preço unitário do bombom é R$ 3,50 ou R$ 10, três unidades.

A cada seis meses, ela leva Ícaro para Brasília. Ao G1, Rayane contou que o sonho dela é conseguir pagar um tratamento de células-tronco na Tailândia.

Ela ouviu falar de um tratamento no país asiático e gostaria de levar o filho.

De acordo com Rayane, a paralisia do filho foi causada após complicações no parto, por meio do fórceps. Ao nascer, Icaro foi para Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e ficou 23 dias em tratamento.

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Devido ao parto complicado, Icaro ficou com sequelas graves, com o comprometimento na mobilidade. Diagnosticado como tetraplégico, ele não tem coordenação motora, pois não consegue mastigar e precisa de apoio a todo momento, segundo a mãe.

Rayane contou que recebe a ajuda e o apoio da mãe quando precisa, mas não pode trabalhar porque precisa cuidar do filho.

Uma campanha para ajudar Icaro está sendo feita como vaquinha na internet.

De acordo com ela, o dinheiro que ganha com o trabalho de vendas de trufas é destinado para o filho.

“Elé uma criança esperta e inteligente. Ele é tudo na minha vida. Icaro é muito bonzinho, um anjinho que Deus me enviou. Graças a ele a minha vida mudou, dou minha vida por ele. Eu era totalmente irresponsável, não dava valor em nada, hoje eu sou outra pessoa graças a ele”, disse, emocionada.

Rayane é natural de São José dos Quatro Marcos, a 343 km da capital e o filho é cuiabano. Ela aprendeu a fazer as trufas com uma amiga farmacêutica, para poder ganhar dinheiro e ter tempo flexível para se dedicar totalmente aos cuidados do filho.

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Icaro recebe um auxílio-doença, mas, segundo ela, o benefício não é suficiente para manter o tratamento e as necessidades básicas deles.

A mãe explicou que deixou de trabalhar para que o filho conseguisse receber o benefício. Com o dinheiro que recebe, Rayane também paga o aluguel da casa onde moram, além dos gastos com necessidades básicas. Icaro precisa de continuar o tratamento e de equipamentos que o auxiliem a manter a saúde estável.

Além do tratamento em outro estado, Icaro faz equoterapia, fisioterapia, hidroginástica e fonoaudiológico na capital.

Ele gosta muito de música e televisão. Segundo a mãe, o filho gosta de coisas simples e o sonho dele é andar.

“Eu saio no frio, na chuva, em qualquer situação para ajudar o meu filho. Não tenho vergonha e chego nas pessoas para oferecer. Conto que estou vendendo as trufas para ajudar meu filho, pagar o tratamento, comprar os equipamentos. Meu filho me mostrou o que é viver, minha força vem dele. Agradeço sempre, primeiramente Deus no céu e meu filho na terra.”, declarou.

G1

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Do agro ao petróleo: empresa arremata bloco de exploração em Nova Mutum

Uma empresa arrematou um bloco de exploração de petróleo e gás em Nova Mutum (MT) e iniciou os preparativos para testes em campo. A previsão é realizar cerca de 500 coletas de amostras entre junho e julho, como parte da fase inicial de análise do potencial da área.

O prefeito Leandro Félix informou que se reuniu nesta terça-feira (14) com representantes da Dillianz Petro, responsável pelo bloco, para alinhar os próximos passos do projeto.

Em vídeo divulgado nas redes sociais, o gestor destacou que a iniciativa faz parte de um planejamento estratégico de crescimento do município. “É um momento muito importante para Nova Mutum. Estamos vivendo um planejamento bem definido de desenvolvimento e queremos avançar com esse projeto”, afirmou.

De acordo com a empresa, as coletas devem ocorrer em diferentes áreas do município, incluindo propriedades rurais. Por isso, a orientação é que produtores e proprietários estejam atentos à passagem das equipes nos próximos meses.

“Entre junho e julho, as equipes estarão em campo para realizar as coletas. É uma etapa fundamental para entender o potencial da região”, explicou o prefeito.

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Ainda segundo a gestão municipal, o projeto pode representar uma mudança no perfil econômico da cidade, tradicionalmente baseada no agronegócio. A expectativa é que a possível exploração de petróleo e gás atraia investimentos, gere empregos e abra novas oportunidades.

Apesar do avanço, esta fase ainda é inicial e voltada à coleta de dados técnicos. A exploração comercial dependerá dos resultados das análises e do cumprimento das etapas de licenciamento ambiental e viabilidade econômica. Veja abaixo o vídeo divulgado pelo prefeito:

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