Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

Destaque

Grevistas podem ser demitidos após 30 dias que a Justiça declarar ilegalidade, reforça OAB

O vice-presidente da Comissão de Direito Sindical da Ordem dos Advogados de Mato Grosso (OAB-MT), Diogo Vinicios Motta, reforçou que o estado pode demitir os servidores grevistas, após 30 dias que a Justiça declarar “ilegal” o movimento e determinar o retorno imediato ao trabalho.

“Decisão judicial se cumpre ou recorre, então o sindicato deve recorrer dessa decisão, tentar reverte-la ou retomar a atividade antes que incida o prazo que justifique uma demissão sumária”, disse o vice-presidente da Comissão em entrevista ao Jornal do Meio Dia, da TV Vila Real, nesta terça-feira (6).

A possibilidade de demissão dos servidores ocorreu após a Procuradoria-Geral do Estado (PGE) enviar à Secretaria de Estado de Educação, processo explicando que no Estatuto dos Servidores Púbicos Civis do Estado de Mato Grosso, sob a tutela do Código Disciplinar do Servidor Público Civil do Poder Executivo do Estado de Mato Grosso, prevê que a ausência injustificada ao trabalho por mais de 30 dias consecutivos, configura abandono de cargo, cuja pena é a demissão.

Ele explica que a demissão dos professores só pode ser realizada após a realização de Processo Administrativo Disciplinar (PAD), resguardando o direito de ampla defesa e do contraditório.

Leia Também:  Processo da Ararath entra em fase final seis meses após operação em MT

No último dia 30, a desembargadora Maria Erotides Kneip, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, declarou a ilegalidade da greve dos servidores da rede estadual de ensino e determinou que a categoria retorne às salas de aula no prazo de 72 horas.

Caso a decisão não seja cumprida pelo sindicato, a magistrada estabeleceu uma multa de R$ 150 mil por dia em caso de descumprimento.

Em relação a multa de R$ 150 mil, o jurista comentou que é raro a execução porque na maioria das negociações de conclusão de grande quando se chega a um acordo o estado renúncia a execução da multa.

Motta ainda reforçou que o servidores tem o direito de greve garantido na constituição.

“É importante ressaltar que o direito de greve é um direito constitucional garantido, assegurado, no artigo nono de forma ampla e restrita e que se o sindicato cumprir todos os requisitos da lei de greve de publicar todos os editais, atender os requisitos dos estatutos de convocação, notificar as partes interessadas no prazo legal”, ressaltou.

Greve

A greve dos servidores da rede estadual de Educação começou no dia 27 de maio após o governo não atender as principais pautas de reivindicações da categoria, a principal delas é o cumprimento da Lei Complementar 510 que trata sobre reajuste do salário de 7,69%.

Leia Também:  Unemat divulga concorrência e gabarito do vestibular

O governador Mauro Mendes (DEM), desde o início, tem destacado que o estado está impossibilitado de conceder o aumento por estar acima do teto estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), 49%, com gastos salariais.

Na segunda-feira (5), após reunião com os deputados da base governista, o democrata apresentou, o que seria a última proposta, para conceder a Revisão Geral Anual (RGA) e o reajuste salarial. Segundo Mauro, os benefícios estão previstos para o ano que vem desde que o estado consiga ficar abaixo do teto estabelecido pela LRF, de 49% com gastos de pessoal.

O ex-presidente e atual secretário do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT), professor Henrique Lopes, disse que a proposta apresentada pelo governador Mauro Mendes (DEM) não atende alguns pontos reivindicados pela categoria que está em greve há 71 dias. Mesmo com a falta de definição dos pontos reivindicado, o professor garantiu que o Sintep vai analisar após o documento ser oficializado no sindicato.

O Bom da Notícia

 

COMENTE ABAIXO:
Propaganda
Clique para comentar

Você precisa estar logado para postar um comentário Login

Deixe uma resposta

Cidades

“Gilmarmendelândia” : Cúpula política de MT lança novo distrito que pode se tornar cidade

Um evento de “grosso calibre” político marcou a manhã deste sábado (21) no interior de Mato Grosso. Autoridades de diversas esferas se reuniram para o lançamento oficial do distrito de “Gilmarlândia”, batizado em homenagem ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, este natural de Diamantino (a 182 km de Cuiabá).

O lançamento atendeu a um chamado direto do megaempresário do agronegócio Eraí Maggi. Através de um áudio, divulgado via WhatsApp, Eraí convocou as principais lideranças do estado para prestigiar o empreendimento, que já conta com planejamento e mapa definidos.

A lista de autoridades presentes no evento reflete a influência do homenageado e do organizador,. O vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) e o secretário-chefe da Casa Civil, Fabio Garcia (União), e o deputado estadual Max Russi (PSB) já estavam no local do lançamento pela manhã. E aguardavam as chegadas do próprio ministro Gilmar Mendes e do governador Mauro Mendes (União).

ONDE FICA?

O novo distrito será situado após o Trevo da Libra, entre os municípios de Diamantino e Campo Novo do Parecis. O território é estratégico para o setor produtivo, sendo habitado em grande parte por funcionários dos grupos de Eraí e Blairo Maggi, que possuem extensas propriedades rurais na localidade.

COMENTE ABAIXO:
Leia Também:  Instalação e manutenção de tornozeleira eletrônica em MT são alteradas em função de pandemia de coronavírus
Continue lendo

polícia

política

Cidades

ESPORTES

Saúde

É Direito

MAIS LIDAS DA SEMANA