Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

Agro Notícias

Carteira de crédito comercial aumenta 46,3% na região Centro Norte

Para abrir o negócio, comprar insumos, pagar despesas fixas, impostos e os funcionários, reformar ou ampliar as instalações, o empresário precisa de dinheiro. O problema é que nem sempre possui recursos próprios para isso. É quando recorre às instituições financeiras para tomar crédito e assim dar fôlego ao caixa da empresa e cumprir prazos de entrega de produtos ou serviços. Prova de que o Sicredi é parceiro dos empreendedores é que a carteira de crédito comercial para pessoas jurídicas na região Centro Norte – que abrange os estados de Mato Grosso, Rondônia, Pará e Acre – atingiu R$ 1,493 bilhão em agosto, expansão de 46,3% em relação ao montante registrado em igual mês de 2017, quando somou R$ 1,020 bilhão.

Investimento, capital de giro e antecipação de recebíveis estão entre as linhas de crédito mais acessadas pelos empresários. Dependendo do momento vivenciado pela empresa, cada uma delas é contratada com o objetivo de auxiliar o andamento e crescimento dos negócios, sendo que há casos em que o empresário contrata mais de uma linha, sempre respeitando sua capacidade de pagamento. A consultora de Negócios Pessoa Jurídica da Central Sicredi Centro Norte, Kely Freitas, afirma que a instituição financeira cooperativa atende empresários de diferentes portes, desde o microempreendedor individual, passando pelo pequeno e médio empresários até o grande.

Atende diferentes públicos de empresas, independentemente do faturamento ou ramo de atividade. Nas agências, os associados têm atendimento personalizado, conforme sua necessidade, seja para investir, para capital de giro ou antecipar o recebimento de suas vendas. “Às vezes o empresário tem dinheiro para montar a loja e para pagar os funcionários, mas não tem recursos para comprar novas mercadorias, justamente por causa do descasamento entre as datas da compra e de pagamento do fornecedor e as datas venda e de recebimento das vendas feitas aos clientes. Neste caso, o Sicredi pode ajudar com linhas de crédito para capital de giro e ajudar a fazer o negócio andar”, ressalta Kely.

Ela observa que, se o perfil da empresa é outro, com o negócio já consolidado e com projeto de expansão, o empresário tem à disposição crédito para compra de máquinas e equipamentos, ou mesmo para ampliar a estrutura física do empreendimento, o que dará uma nova roupagem ao negócio, e favorecerá o crescimento do associado e da comunidade, uma vez que esse estabelecimento tende a movimentar outros segmentos e gerar novos empregos na região.

Vindo do interior de São Paulo e há 15 anos em Cuiabá, o empresário do setor de restaurantes Luciano Salina Belo, 46, contou com apoio financeiro do Sicredi para a abertura de um novo restaurante na Capital mato-grossense. Ele e o irmão Fernando são sócios em dois restaurantes Cupim Bar e reabriram a churrascaria Boi Grill em novo endereço, agora no Parque das Águas.

“Participamos de uma licitação da prefeitura para concessão de áreas comerciais do parque. Nossa proposta foi aceita e aceleramos o projeto. O Sicredi nos ajudou com o aporte de R$ 2 milhões, um terço do valor necessário, que foi aplicado na construção do empreendimento e na compra de equipamentos”, diz ele ao acrescentar que os prazos da licitação eram enxutos e que a agilidade do Sicredi na liberação do crédito foi fundamental para que o negócio saísse do papel no tempo que precisavam.

Leia Também:  Soja reage à sinalização de Trump sobre compras chinesas e preços sobem no Brasil e em Chicago

Há três meses em funcionamento no novo endereço, a churrascaria que está no 14º ano de história com este nome. Tem capacidade para atender 600 pessoas, sendo 200 lugares na área climatizada. Atende no almoço e no jantar de segunda a segunda. Para atender todo esse público são necessários 70 empregados, negócio que gera outros 300 empregos indiretos. “Estamos muito contentes, especialmente com a confiança que o Sicredi depositou no nosso negócio. Depois dessa experiência positiva afloraram nossos planos e vamos fazer algumas intervenções nas unidades do Cupim Bar, com o melhoramento da fachada e pequenas reformas. No Sicredi nos sentimos parte da instituição. É um relacionamento tão transparente que faz com que o associados se sinta muito confortável”, diz o empresário ao anunciar que está estudando a abertura de duas novas unidades em Cuiabá para o próximo ano.

Quem também está de olho na expansão do negócio é Tânia Rejane Amaral, 45, sócia-proprietária da Brasil Central Produtos Veterinários, em Sorriso (a 398 km de Cuiabá). A empresa trabalha com a distribuição de produtos veterinários para bovinos, suínos, equinos, caprinos e ovinos e atende os mercados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Rondônia e se prepara para atender em breve os clientes goianos.

Há 16 anos em atividade, o estabelecimento mantém relacionamento com a instituição financeira cooperativa com a contratação de diferentes produtos financeiros como limite de crédito, seguro de vida para os funcionários, já contratou recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) via Sicredi, além capital de giro e antecipação de recebíveis.

“É importante mantermos relacionamento com uma instituição financeira porque nunca sabemos quando vamos precisar. Sempre buscamos fazer investimentos e aquisições com pagamento à vista, mas às vezes ocorrem imprevistos”, afirma Tânia ao lembrar que recentemente um cliente não efetuou o pagamento (de um valor alto) na data combinada e teve que fazer algumas manobras para cobrir o valor. “Resgatei alguns investimentos feitos no Sicredi e antecipei alguns recebimentos. Foi mais barato que contratar um crédito emergencial”, diz ao ressaltar que sempre calcula o custo das contratações.

Segundo Tânia, o próximo passo dado pela empresa será a construção de uma loja própria, para eliminar o custo com aluguel que possui atualmente. “Estamos avaliando o custo do projeto”.

O presidente da Central Sicredi Centro Norte, João Spenthof, reforça que o Sicredi está sempre ao lado dos empreendedores, sejam eles pequenos, médios ou grandes, sendo referência principalmente naquelas localidades mais distantes das grandes cidades, onde é a única a oferecer produtos e serviços financeiros na comunidade. “A nossa presença nesses locais reforça o compromisso que o Sicredi tem com o desenvolvimento local, em fortalecer os negócios e oferecer crédito com taxas mais competitivas em relação ao mercado financeiro tradicional. Com isso, as empresas dos nossos associados crescem, geram mais emprego e renda, o que beneficia toda a comunidade”.

Leia Também:  Avião agrícola cai em fazenda e piloto morre preso às ferragens

Vilão ou aliado?

O crédito contratado em uma instituição financeira é um importante aliado do empresário. Diferentemente do que muitos imaginam, o empréstimo não é um vilão e sim uma oportunidade para o crescimento do negócio. A afirmação é do analista técnico responsável pelo Núcleo de Orientação ao Crédito do Sebrae MT, Fábio Apolinário, ao comentar que esse conceito deve ser interpretado de forma diferente em cada fase da vida da empresa.

Ele explica que para o potencial empresário, por exemplo, aquele que ainda vai abrir o negócio, o relacionamento com o banco será diferente da relação mantida entre uma empresa consolidada no mercado. “É importante que o empresário escolha uma instituição financeira para ser sua parceria no negócio. Não buscá-la apenas quando precisa. E nós do Sebrae indicamos que ele avalie todas as opções existentes no mercado, seja pública, privada ou uma cooperativa de crédito, e depois escolha a que se encaixa melhor ao seu perfil. O relacionamento e a movimentação financeira devem ser iniciados antes de a empresa precisar do crédito”, aconselha.

Apolinário orienta ainda que, antes de buscar o recurso, é importante que o empresário olhe para dentro da empresa e analise a gestão para verificar se realmente precisa de crédito ou se é necessário melhorar a administração. O objetivo é evitar o endividamento desnecessário e o comprometimento de uma fatia da receita que poderia ser destinada a outras finalidades. “O crédito bancário é igual remédio. Se tomar pouco não sara a doença e se tomar muito pode levar à morte”, compara.

Erros mais comuns

– Buscar recurso sem verificar se na empresa já não o possui.

– Procurar a instituição financeira só quando a empresa precisa.

– Se descapitalizar. Muitos fazem investimento apenas com recursos próprios e quando acaba é que se procura a instituição financeira, sendo que nesta situação crédito será mais caro.

– Usar capital próprio para fazer a empresa crescer, em vez de usar a instituição financeira.

– Microempreendedores individuais têm medo de informar sobre a empresa e o faturamento. Agindo assim, muitas vezes terão acesso a um crédito inferior ao que poderiam contratar.

– Não entender que o banco é um fornecedor. As instituições financeiras são fornecedoras de recursos e devem ser tratadas como tal, mantendo relacionamento constante e saudável.

Fonte: Sebrae MT

Assessoria Sicredi
Ideal MT

Propaganda
Clique para comentar

Você precisa estar logado para postar um comentário Login

Deixe uma resposta

Agro Notícias

Possibilidade de “Super El Niño” acende alerta no campo e exige planejamento antecipado para safra 2026/27

A possibilidade da formação de um “Super El Niño” neste ano já acende o sinal de alerta no setor produtivo, especialmente para a agricultura em Mato Grosso. O fenômeno, caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico, pode provocar mudanças significativas no regime de chuvas, elevar as temperaturas e influenciar diretamente o desenvolvimento das lavouras no estado.

Com base em dados e projeções apresentados no relatório do consultor da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), Clyde Fraisse, o cenário climático exige atenção redobrada por parte dos produtores rurais, uma vez que pode afetar desde o planejamento do plantio da safra 2026/27 até a definição das estratégias de manejo ao longo do ciclo produtivo.

Na avaliação do consultor, embora ainda existam incertezas quanto à intensidade do fenômeno, o cenário indica probabilidade de alterações climáticas no Centro-Oeste, exigindo planejamento antecipado e estratégias voltadas à redução dos riscos na próxima safra.

“Os impactos do El Niño sobre a safra 2026/27 dependerão não apenas da intensidade do aquecimento do Oceano Pacífico, mas também da interação com outros sistemas climáticos, especialmente o Atlântico Tropical e os padrões atmosféricos sobre a América do Sul. Entretanto, o consenso entre os principais centros meteorológicos internacionais indica que o fenômeno aumenta significativamente a probabilidade de atrasos no início da estação chuvosa no Brasil Central. Para os produtores de Mato Grosso, isso reforça a necessidade de uma estratégia preventiva baseada na redução de riscos”, afirmou o consultor.

Diante desse cenário, Clyde Fraisse destaca que o monitoramento constante das previsões climáticas e a adoção de práticas de manejo são fundamentais para reduzir os impactos de possíveis atrasos das chuvas e garantir maior estabilidade ao sistema produtivo.

“O monitorar continuamente as previsões climáticas de médio e longo prazo; evitar a semeadura após precipitações isoladas, aguardando a consolidação da estação chuvosa; manter elevada cobertura do solo por meio do Sistema Plantio Direto e de plantas de cobertura; realizar escalonamento da semeadura para reduzir a exposição ao risco climático; utilizar cultivares adaptadas às diferentes janelas de plantio e revisar o planejamento da segunda safra considerando possíveis atrasos da soja; intensificar o monitoramento fitossanitário, uma vez que mudanças no regime de temperatura e umidade podem alterar a dinâmica de doenças e pragas”, aconselhou Clyde Fraisse.

Leia Também:  Soja reage à sinalização de Trump sobre compras chinesas e preços sobem no Brasil e em Chicago

O consultor ressalta ainda que eventos climáticos dessa magnitude podem provocar reflexos em diferentes etapas da produção, afetando desde a implantação das lavouras até a logística e a comercialização dos grãos. Por isso, o uso de informações técnicas e de estudos climáticos torna-se uma ferramenta importante para orientar decisões dentro da propriedade.

“Para Mato Grosso, esses fatores representam risco elevado principalmente durante a emergência da soja, fase em que a disponibilidade hídrica é determinante para a formação do estande de plantas. A resposta climática depende da interação entre diversos modos de variabilidade climática. A climatologia baseada em eventos históricos constitui uma das ferramentas mais robustas para estimar riscos agrícolas. Estudos conduzidos pela Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos, Instituto Nacional de Meteorologia e pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária demonstram que existe elevada recorrência de determinados padrões regionais. Esses padrões permitem orientar decisões relacionadas ao calendário de plantio, escolha de cultivares, manejo da cobertura do solo, escalonamento da semeadura e estratégias de mitigação do risco climático”, disse.

Diante desse cenário, produtores rurais já começam a avaliar possíveis ajustes no planejamento da próxima safra. A antecipação dessas decisões pode ser determinante para minimizar perdas e garantir maior segurança produtiva. Para o vice-presidente Leste da Aprosoja MT, Diego Dall Asta, acompanhar de perto as projeções meteorológicas é indispensável para que o produtor tome decisões mais assertivas diante de um cenário de maior incerteza climática e custos elevados de produção.

Leia Também:  Novo Hospital Júlio Müller está com 55% de sua estrutura física construída

“Todo produtor acompanha as projeções climáticas com muita atenção, porque elas são fundamentais para o planejamento da próxima safra. Em um ano como este, em que os custos de fertilizantes químicos e sementes estão em patamares historicamente elevados, o produtor precisa, mais do que nunca, fazer um plantio assertivo. A forma como ele vai se adaptar para a próxima safra depende muito dessas projeções. A tendência é de um plantio com mais cautela, reduzindo, por exemplo, a área plantada no início do calendário, quando ainda há pouca umidade. O produtor não vai arriscar plantar com solo seco, chuvas esparsas ou precipitações muito antecipadas”, afirmou.

Segundo Diego Dall Asta, diante das projeções climáticas, o planejamento da próxima safra passa a exigir ainda mais atenção, desde a escolha das variedades até o momento adequado para iniciar o plantio, buscando reduzir riscos e preservar o potencial produtivo das lavouras.

“O planejamento precisa ser geral: plantar apenas com umidade suficiente para garantir uma boa germinação e um estabelecimento seguro da lavoura, pensando em um intervalo de duas a três semanas em que a planta possa suportar a falta de chuva. Além disso, é fundamental escolher materiais adaptados aos veranicos, que podem ocorrer entre outubro, novembro e dezembro. A tendência é de um ano com menos umidade, principalmente no início da safra, e com temperaturas mais altas. Então, o caminho é se adaptar: escolher bem as variedades, evitar plantar em condição de risco e trabalhar sempre com maior segurança”, orienta o vice-presidente Leste da Aprosoja MT.

A Aprosoja Mato Grosso, juntamente com especialistas, reforça que diante da possibilidade de alterações climáticas expressivas na próxima safra, o planejamento antecipado será um dos principais aliados do produtor rural.

Continue lendo

polícia

política

Cidades

ESPORTES

Saúde

É Direito

MAIS LIDAS DA SEMANA