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Carta cobra do governo de MT ações para pôr fim a conflitos agrários

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O Fórum de Direitos Humanos e da Terra de Mato Grosso (FDHT-MT) protocolou nesta segunda-feira (4) uma carta para cobrar do governador Pedro Taques (PSDB) apoio para pôr fim aos conflitos agrários ocorridos no interior do estado. O documento argumenta o descumprimento de acordos firmados com o governo como motivo da ampliação da violência no campo. A Secretaria da Casa Civil informou que o documento foi recebido nesta segunda e que ainda está sendo analisado para verificar o andamento a ser dado.

De acordo com o coordenador do FDHT-MT, Inácio José Werner, os trabalhadores assentados da região de Novo Mundo, a 791 km de Cuiabá, convivem com ameças constantes de morte. “Os jagunços dos fazendeiros invadem os assentamentos com armas e xingamentos procurando as pessoas. Já ouvimos diversas vezes que se encontrassem ‘tal’ pessoa a matariam”, relata Werner.

A Comissão da Pastoral da Terra de Mato Grosso (CPT/MT), que também assina a carta, chegou a denunciar ocorrências relacionadas às disputas de terra em fazendas da região. Em fevereiro deste ano, a instituição relatou que 100 famílias foram retiradas à força e tiveram os barracos e materiais incendiados.

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As famílias de acampados relataram terem sido agredidas fisicamente pelos homens que invadiram a área. “Eles chegaram a colocar fogo em um barraco onde estavam duas crianças. Essas duas crianças, que são pequenas, foram atingidas por gasolina. Elas só não foram queimadas porque deixaram sair do local. Eles obrigaram as famílias a saírem da terra”, afirmou a coordenadora da Comissão Pastoral da Terra, Elizabeth Flores.

“Mais preocupado em preservar sua imagem do que cumprir com sua palavra e resolver os conflitos, a primeira ação do governo foi enviar uma equipe para a região, que se reuniu simultaneamente com fazendeiros, lideranças, advogados, numa ação politicamente desastrosa, socialmente ineficaz e que levou ainda mais instabilidade para a região, culminando com o assassinato de uma das pessoas envolvidas no conflito no mesmo dia, além de levar outras lideranças a serem ameaçadas de morte”, diz trecho da carta encaminhada ao governador.

De acordo com Inácio José Werner, após a presença da comitiva do governo, em fevereiro deste ano, duas mortes em conflitos agrários já foram registrados na região de Guarantã do Norte, a 721 km de Cuiabá.

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Também entre as reivindicações expostas na carta, o Fórum cobra a criação de um manual de procedimentos para agir em caso de conflitos agrários e a criação de políticas públicas que amparem os grupos vulneráveis. A carta cobra ainda a entrega de 100 cestas básicas prometidas aos assentados, mas que, segundo eles, não foram entregues.

G1 MT

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“Gilmarmendelândia” : Cúpula política de MT lança novo distrito que pode se tornar cidade

Um evento de “grosso calibre” político marcou a manhã deste sábado (21) no interior de Mato Grosso. Autoridades de diversas esferas se reuniram para o lançamento oficial do distrito de “Gilmarlândia”, batizado em homenagem ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, este natural de Diamantino (a 182 km de Cuiabá).

O lançamento atendeu a um chamado direto do megaempresário do agronegócio Eraí Maggi. Através de um áudio, divulgado via WhatsApp, Eraí convocou as principais lideranças do estado para prestigiar o empreendimento, que já conta com planejamento e mapa definidos.

A lista de autoridades presentes no evento reflete a influência do homenageado e do organizador,. O vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) e o secretário-chefe da Casa Civil, Fabio Garcia (União), e o deputado estadual Max Russi (PSB) já estavam no local do lançamento pela manhã. E aguardavam as chegadas do próprio ministro Gilmar Mendes e do governador Mauro Mendes (União).

ONDE FICA?

O novo distrito será situado após o Trevo da Libra, entre os municípios de Diamantino e Campo Novo do Parecis. O território é estratégico para o setor produtivo, sendo habitado em grande parte por funcionários dos grupos de Eraí e Blairo Maggi, que possuem extensas propriedades rurais na localidade.

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